O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida | Cabine Cultural
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O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida

O Lórax

O Lórax

Unindo de modo bem harmonioso o poder de uma bela animação com alguns elementos que incitam reflexões ambientais interessantes, O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida (adaptação do conto clássico do Dr. Seuss) possui força suficiente para conquistar boa parte das famílias brasileiras consumidoras de cinema. É, em suma, um filme dos mais adequados para um pai levar seu(s) filho(s), seja pelo teor educativo de suas principais mensagens, seja pela beleza plástica de suas imagens, incluindo ai um agradável uso da tecnologia 3D.

Na história, temos o menino Ted (Zac Efron, na versão original), que descobriu que o sonho de sua paixão, a bela Audrey (Taylor Swift), é ver uma árvore de verdade, algo em extinção. Disposto a realizar este desejo, ele embarca numa aventura por uma terra desconhecida, cheia de cor, natureza e árvores. É lá que conhece também o simpático e ao mesmo tempo rabugento Lorax (Danny DeVito), uma criatura curiosa preocupada com o futuro de seu próprio mundo.

Logo de início percebe-se toda uma atmosfera colorida que chama a atenção do espectador. O início é alegre, leve, bonito. Ver toda a cidade desfilando e cantando em coral faz o espectador acreditar que se trata de uma história que já começa feliz. Ledo engano, pois a premissa da história já estava ali: é uma cidade sem árvores naturais, onde o ar é artificial e comercializado pelo seu dono e prefeito.

É este contexto que faz com que a plateia simpatize tão logo com o protagonista.

O menino Ted começa assim sua jornada que, se não tem em vista a salvação da cidade e do mundo, ao menos já indica certa mensagem que a história quer passar: lute pelos seus sonhos, pois se você não o fizer… Certamente ninguém mais o fará. Assim, no começo de sua jornada ele conhece o velho Umavez-Ildo, peça chave para o entendimento de toda a história. A partir de então se estabelece uma estranha relação de amizade entre os dois e que através de flashbacks todos são apresentados à gênese da história que está sendo contada.

Ted então corre em busca da tal trúfula perdida que complementa o título do filme. Esta semente é a única e última chance da cidade voltar a ter árvores naturais e ar puro gratuitamente. E ainda, é a grande chance para que Ted conquiste o coração de sua eterna amada Audrey. Assim, sua jornada do herói não será facilitada, tendo vários obstáculos à frente, incitados principalmente pelo seu antagonista: o prefeito e dono da cidade.

O desfecho (como se espera) é dos mais felizes, pois a ideia aqui é fazer com que a esperança em dias melhores perpasse para cada um dos espectadores. E a história faz isso com certa competência, pois de fato a vontade que se tem ao sair da sessão é fazer algo para de algum modo mudar a humanidade. Claro que este sentimento não é forte o suficiente para mudar de fato as coisas. Mas já é um bom começo.







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