Festival Vivadança - Abertura
Dança

Festival Vivadança – Abertura

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Vivadança

Casa cheia, boas vindas de Cristina Castro (diretora artística e curadora do projeto) e uma incrível atração para começar com “pé direito”

Cristiana de Oliveira

Salvador recebe até o dia 29 de abril a 6ª Edição do VIVADANÇA Festival Internacional que começou nesse domingo, dia 1º, com uma abertura cheia de estilo. Logo na entrada do Teatro Vila Velha, palco desse primeiro encontro e onde nasceu o Festival em 2007, o público é recebido com uma bela exposição do fotógrafo João Milet Meirelles, que traz uma espécie de histórico de alguns espetáculos da Companhia Viladança (passeio público, aberta à visitação de 6 às 22h e com entrada gratuita) e uma galeria de arte que começa já no muro principal do Teatro. É o chamado Atelier Coletivo Visio. São dois os momentos de intervenção: uma pintura mural, na rampa que dá acesso à entrada do Teatro, inspirado no Projeto Neocriaturas, e com uma mostra coletiva no espaço indoor. Casa cheia, boas vindas de Cristina Castro (diretora artística e curadora do projeto) e uma incrível atração para começar com “pé direito”. Mimulos Cia de Dança de Minas Gerais trouxe o espetáculo “Por um fio”, baseado em escritos de Arthur Bispo do Rosário. O cenário composto por lâmpadas e fios pareciam brincar com a sombra e o lúdico e confundir, assim, o real. O figurino reproduz a vestimenta dos internos do sanatório Juliano Moreira (onde o bispo esteve) quando iam para os bailes do local, feitos em sua maioria com retalhos e sobras de tecidos.

Com direção artística coreográfica de Jomar Mesquota, Por um fio acerta em cheio no processo de concepção do espetáculo, seja no trabalho de direção de arte bem conduzido, seja na trilha sonora pulsante e bem diversificada. Sobre a trilha sonora, vê-se, dentre outras músicas, Quand je marche, de Camille Dalmais; Juízo final, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito; Orquestra dos Músicos das Ruas de São Paulo; Saudosa maloca, de Adoniran Barbosa; Samba de morro, do maestro João Batista Martins; e Bienal, de Zeca Baleiro. Há toda uma energia evocada nos dançarinos, que visivelmente se transporta para a plateia, fazendo do espetáculo uma experiência ainda mais agradável.

A Mimulus, que tem no seu corpo de bailarinos Andrea Pinheiro, Bruno Ferreira, Ceres Canedo, Jomar Mesquita, Juliana Macedo, Rodrigo de Castro, Mariana Fernandes, Murilo Borges e Nayane Diniz, abriu com “chave de ouro” o mais importante festival de dança da Bahia e transformou o Teatro Vila Velha num lindo campo de dança, onde a língua oficial é o corpo e o discurso se dá por seus incríveis movimentos. A 6ª edição do Vivadança Festival Internacional recebe esse ano representantes de 18 países e de outros 10 estados do Brasil.

Cristiana de Oliveira

Cristiana de Oliveira é professora universitária, crítica cultural e editora do site


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