Entrevista Secretário de Cultura Albino Rubim
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Entrevista – Secretário de Cultura Albino Rubim (Parte Um)

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Entrevista Albino Rubim

Entrevista exclusiva que os editores do site fizeram com o Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim; entrevista realizada em uma das sedes da SECUL-BA

Era um final de tarde bastante agradável em Salvador quando, em uma das salas do Conselho de Cultura, o Secretário de Cultura do Estado da Bahia Albino Rubim nos esperava para mais um compromisso de sua agenda. Devidamente apresentados, conseguimos por mais de uma hora conversar sobre quase todos os assuntos de nosso interesse: crítica cultural, cinema, teatro, política de editais… enfim, todos os objetos de nosso trabalho neste espaço. E ao responder todas as questões ele fez desta entrevista um dos acontecimentos mais relevantes até aqui.

Dito isto, vale a menção de que organizamos a pauta em temáticas e neste momento apresentamos o resultado dos dois primeiros assuntos desta conversa. Assim, a primeira parte da entrevista ficou focada em discussões sobre crítica cultural e logo depois conversamos bastante sobre questões envolvendo o cinema baiano e as ações da Secult neste sentido. Na segunda parte da conversa nos restringimos a falar de teatro baiano, do projeto de expansão do Teatro Castro Alves, de ações envolvendo a Biblioteca Pública do Estado da Bahia e ainda sobrou tempo para conversarmos sobre o processo de transição de uma gestão cultural liderada por um artista (Márcio Meirelles) para uma gestão liderada por um – digamos assim – acadêmico, que é o caso do atual Secretário Albino Rubim.

Fiquem agora com os principais momentos desta primeira parte.

CRÍTICA CULTURAL
Cabine Cultural – Ano passado foi realizado o Concurso Estadual de Crítica de Artes junto com o Seminário de Crítica de Artes, eventos produzidos pela Fundação Cultural. Qual foi o saldo final? Teremos continuidade?

Albino Rubim – Vai ter continuidade sim. Nós temos o grande interesse na secretaria em desenvolver essa parte de crítica. Achamos que para uma cultura funcionar bem e se desenvolver, precisa ter necessariamente não só a criação, não só a circulação e não só a distribuição, mas uma série de outros elementos e dentre estes a crítica. A crítica é que promove e faz uma reflexão, uma discussão sobre os produtos culturais. Não existe nenhum bom ambiente cultural que prescinda da crítica. Nós entendemos que ela é algo fundamental e eu acho que a crítica no Brasil – sem visão saudosista ou nostálgica – já teve momentos melhores que hoje. E acho que cabe a secretaria estimular. O seminário veio neste sentido, o edital que lançamos veio também neste sentido. Continuaremos atuando nesta área, com este programa de crítica das artes. Vamos possivelmente abrir uma coleção, especificamente para crítica das artes e pretendemos lançar um primeiro livro este ano. Uma coleção que venha também homenagear e trazer para a cena críticos do passado e críticos atuais, que seja enfim voltada para essa área.

CC – Acha que esta falta de pensamento crítico é especifica da Bahia?

AR – Não, eu acho que é uma situação brasileira e não da Bahia especificamente. Acho que os espaços para a crítica foram muito reduzidos nos meios de comunicação; tínhamos excelentes suplementos culturais, com espaços grandes para a crítica, e a maioria deles entrou em colapso, por razões variadas e a gente perdeu muito espaço. Felizmente com as redes, hoje em dia tem um espaço que está se abrindo e que é bem interessante para a crítica cultural. Mas nos meios de comunicação mais tradicionais este espaço se reduziu muito.

CC – Voltando ao seminário… o feedback foi legal? Qual foi o saldo?

AR – O seminário nós avaliamos que foi muito positivo. Mobilizou uma quantidade boa de pessoas, até acima da nossa expectativa. Os editais não tanto. Tínhamos a perspectiva que eles mobilizassem mais pessoas. Temos que ver mecanismos, nós não achamos que o ambiente da crítica é tão reduzido, depende de alguns fatores, como a nossa comunicação… iremos ver maneiras para que possamos melhorar. Estamos repensando um pouco, mas a nossa ideia é dar continuidade, pois achamos importantíssimo.

CC – Pegando as ideias de construção de plateia e de construção de massa crítica, você acredita que são deveres prioritariamente do Estado ou devem ser divididos com a sociedade civil?

AR – Não acredito nem que tudo deva ser do Estado e nem da sociedade. Temos por vezes essa visão de que tudo o Estado tem que resolver ou também que a sociedade tem que resolver, sem depender do Estado. Eu não acredito nisto. O Estado democrático é aquele que se relaciona bem com a sociedade e que faz políticas públicas junto com a sociedade. Deve ser compartilhado. Não tem como o Estado desenvolver a questão da crítica, por exemplo, sem ouvir uma série de segmentos, de pessoas que estão neste campo. O melhor seria um trabalho conjunto e colaborativo.

CINEMA
CC – Ano passado aconteceu uma reunião da APC (Associação de produtores e cineastas) com o governador Jaques Wagner e que também contou com sua presença. Lembro que na ATA da reunião combinou-se de criar um grupo de trabalho, a Secult e a APC. Queria saber exatamente o que aconteceu com este grupo.

AR – Depois daquela reunião, nós tivemos alguns desencontros da seguinte ordem: teve esta reunião, desta reunião ficou de se apresentar uma proposta que encaminhássemos como proposta emergencial. Desde o início deste diálogo com a APC tivemos muitas concordâncias e também divergências. O pessoal da APC focava muito na ideia de ter um edital de longa-metragem, eles possuem uma visão do cinema em 35 mm, a ideia que eu tenho dessa área não é bem essa, então havia uma tensão mesmo. Acho que você tem hoje em dia a produção audiovisual com muitos suportes. Sem dúvida o cinema é um dos suportes centrais, mas não é o único. Não acho que exista mais uma economia do cinema sozinho. Se você pegar, em dados genéricos, um terço dos recursos que entram no cinema vem das bilheterias. Um terço vem das vendas dos filmes para televisão e outros veículos, e um terço são esses outros produtos que derivam do filme. O que quero dizer (e é bem genérico, variando de filme para filme) é que a ideia do filme sozinho não se sustenta. Não existe uma economia do cinema separada do audiovisual. As propostas mais contemporâneas nasceram desse vínculo do cinema com o audiovisual, respeitada a linguagem cinematográfica. Essa muitas vezes não é visão da APC, eles são muito cinema de longa-metragem, as coisas que eles vieram conversar comigo eram focadas em cinema de longa-metragem. E eu não acredito que possamos ter um cinema de longa-metragem forte sem ter outros suportes, como o curta-metragem. Então nós tínhamos sempre esta discussão, que era civilizada, correta e democrática, mas com divergências. E outro ponto era com referência ao edital anual para filme de longa-metragem. Nós caminhamos em um sentido diferente disto. No momento daquela reunião não tínhamos ainda uma visão estruturada do que iria ser os editais. Hoje nós temos. Nós caminhamos de editais que chamamos de temáticos (edital de roteiro, edital de finalização…) para um edital único, que queremos que todo ano aconteça e que as pessoas possam apresentar projetos nesta área. Teremos o cuidado para que o edital não contemple só produção, ou distribuição, ou circulação, ou crítica, e sim que contemple esses elos todos para haver uma articulação entre eles, porque o setor cultural só vai se desenvolver assim. E o edital setorial facilita isso, porque a comissão que estiver analisando possui uma visão geral. Então nós avançamos em sentidos diferentes. E assim… falando honestamente, pois as coisas devem ser ditas, nós tivemos outra reunião depois desta do fim do ano com o governador. E nesta outra reunião tivemos um mal entendido grande, que era o seguinte: como o governador falou em determinado momento em ver algumas medidas emergenciais, eles foram para esta reunião no início de dezembro (sem certeza da data) achando que as medidas emergenciais eram para aquele ano. E eu disse: “alguns de vocês já trabalharam no Estado, sabem como é a estrutura, como é que a gente pode ter uma medida emergencial para este ano?” Estávamos a uma semana de fechar o caixa, era impossível ser ainda em 2011. E isso ficou ruim. E ai já em 2012, numa destas listas de cinema na internet, começaram a aparecer determinadas afirmações e críticas que não tinham nada a ver, que não tínhamos acertado. Então mandei uma carta para o pessoal da APC dizendo que não se faz negociação neste estilo. A partir daí ficou meio que em banho Maria, nós caminhamos em construir este edital…

CC – E os diálogos cessaram?

AR – Desde esse tempo não tivemos mais contato. Temos tido conversas com vários setores de cinema, mas com a APC não tivemos mais nenhuma reunião.

CC – Sua fala foi mais direcionada aos editais, mas lembro que nesta reunião com o governador os representantes da APC colocaram em pauta a existência de certa negligência, não somente deste governo, mas acredito que de todos os governos passados também, com a área de cinema. Queria saber se chegaram a trabalhar estas questões, algumas até simbólicas, como a ida do governador em eventos de cinema na Bahia?

AR – Então… Seria legal se o governador estivesse presente (Fala da Premiere de O Homem que Não Dormia, de Edgard Navarro), mas acho que é um equívoco por vezes acreditar que a presença do Estado em uma determinada área depende da sensibilidade do governador, porque ai você reduz toda a dinâmica de funcionamento do Estado à pessoa. Para mim essa é uma visão um tanto ultrapassada, pois ele se transforma quase que na figura de um déspota esclarecido.

CC – Mas não acha que a questão centra-se na ideia de prestigiar um produto baiano?

AR – Mas veja, se a gente tem um edital de 18 milhões e destes 18 milhões, 4,5 milhões estão na área de audiovisual e cinema, então isso mostra claramente uma prioridade com esta área. O edital foi para todas as áreas da cultura e o audiovisual tem mais que um quarto desta verba.

CC – Mas como o senhor falou, o cinema é mais caro…

AR – Mas de qualquer maneira, é uma escolha. Você acha que as outras áreas não reclamaram?

CC – A área de cinema é responsabilidade somente da Secretaria de Cultura ou existem outros responsáveis?

AR – Tem um dilema ai… Na gestão anterior havia todo um caminho em articular a área de cinema, com a Diretoria de Audiovisual (DIMAS) junto com o IRDEB (Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia). Mesmo pertencente à Fundação Cultural, a Sofia (Sofia Federico, diretora da DIMAS) e Pola (Pola Ribeiro, Diretor do IRDEB) trabalharam conjuntamente. Quando cheguei, na reforma administrativa que propus, a DIMAS saia da Fundação Cultural e ia para o IRDEB. Estava lá na proposta. Na política de audiovisual não acho que podemos separar cinema de audiovisual, de televisão, tem que estar tudo articulado, porque ali existe um diálogo, uma coisa alimentando a outra. Então para mim era tranquilo isso. Só que fomos surpreendidos pela reforma administrativa que tirou o IRDEB da Secult e o levou para a Secretaria de Comunicação. E eu discordei. E disse isso para o governador, mas não pude fazer muito mais que isso. Então na hora em que aconteceu isso ficamos com um dilema nas mãos: toda a política de audiovisual e de cinema trabalhava nesta conjunção e quando o IRDEB foi para Comunicação… bem nós não teríamos nenhum controle sobre o IRDEB. Se o IRDEB está nas mãos de uma pessoa como Pola, que é da área de cinema, então vai ter uma política de cinema, ou ao menos uma interação com o cinema. Mas no dia que o IRDEB for gerenciado por outra pessoa, não sei se continuará a ter. Então, se nossa política de audiovisual caminhava neste sentido, a partir de agora não pode caminhar mais. Nós temos que refazer toda a nossa política de audiovisual e a ideia nossa (que espero que vingue) é de criarmos até o fim do mandato um Instituto de Cinema e de Audiovisual.

CC – Mas que tipo de relação a Secult possui então com a DIMAS? Porque na campanha de divulgação do Festival Nacional 5 Minutos ainda existe esta relação de hierarquia.

AR – A DIMAS é hoje vinculada à Fundação Cultural, que por sua vez é vinculada à Secult.

CC – E qual a relação da DIMAS com o IRDEB?

AR – Hoje nenhuma. Tem relação, mas formalmente não tem relação. Tem relação de trabalhar juntos, mas formalmente não tem relação alguma. Não há mais ligação orgânica.

CC – É que isso ficou meio confuso, pois quando conversamos tanto com a Sofia Federico quanto com o Pola Ribeiro esta situação ainda era coberta de incertezas…

AR – Se nós tivéssemos a DIMAS dentro do IRDEB nós teríamos uma instituição grande, potente para fazer uma política de audiovisual e cinema. Como não temos mais isso, pois o IRDEB está inscrito na Secretaria de Comunicação… eu não sei se a Secretaria de Comunicação tem uma área de cinema, não deve ter, até porque ali é televisão e rádio, que teria uma área de cinema se a DIMAS tivesse ido para lá. Ai teria televisão, rádio e cinema. Mas ela não foi. E quando vimos que estávamos perdendo o IRDEB, nós tiramos a DIMAS de lá, para não perdê-la também. A nossa ideia hoje é transformar a DIMAS em um Instituto de Cinema e Audiovisual. Nós fizemos um projeto no Liceu de Artes e Ofícios, que é um prédio além de belíssimo, enorme. Então já transferimos para lá a Fundação Cultural, iremos fazer esta reforma, iremos transferir a DIMAS para lá, tendo inclusive o projeto de construção de dois cinemas, de uma área para cinemateca, um projeto muito bonito. Seria a DIMAS, a Fundação Cultural e um centro cultural, com um teatro, uma sala de exposições e uma galeria, para fazer um centro cultural ali. Com isso podemos tranquilamente transformar a DIMAS em um Instituto de Cinema e Audiovisual, porque já teríamos o espaço físico, só precisaríamos fazer esta tramitação para o governo criar esta instituição.

CC – E o que acontecerá com as salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto?

AR – Não pensamos nisso ainda, não avançamos nisso porque é muito futuro. O que a gente quer é ter uma instituição importante na área de audiovisual e cinema porque a DIMAS sozinha, por mais importante que ela seja, não consegue (por ser apenas uma diretoria) desenvolver satisfatoriamente uma política de audiovisual e cinema. Precisaríamos de uma estrutura maior.

CC – Lembro que há alguns anos li uma matéria falando sobre o Tempo Glauber, que já existe no Rio de Janeiro, e que havia um projeto para trazê-lo para Salvador. Em que pé anda?   

AR – Não anda. Esse projeto é longuíssimo, lembro do tempo que estava na universidade e fiz uma Jornada de Cinema com o Guido (Guido Araújo)… não lembro o ano, mas lembro que trouxeram a mãe de Glauber. Discutimos isso na universidade, mas nunca foi para frente, sempre teve problemas. Interessante isso, nós tentamos articular com o Estado (era o governo Paulo Souto na época). Essa é uma discussão antiga, nunca conseguiu andar e é uma pena isso.

CC – Você mencionou antes a sala Walter da Silveira. Existe algum projeto de curto prazo para ela?
AR – Foi feita uma reforma recentemente, mas foi uma reforma para adequar questões como acessibilidade. Os projetores continuam os mesmos, mas pelo que soube parece que foi feita uma licitação para compra de um projetor.

CC – Elas (Walter da Silveira e Alexandre Robatto) são pouco visitadas, não?

AR – Eu acho que a razão é a seguinte: antigamente a Walter da Silveira e a Alexandre Robatto eram salas únicas em Salvador, então você não tinha alternativa de cinema de arte. Como não existia alternativa e ali era o único ambiente de arte, todo mundo ia para ali. Porque era ali ou não era nada. Elas cumpriram um papel fundamental nesse sentido. No momento em que você começou a ter alternativas, particularmente com o Circuito Sala de Arte de Cinema, elas passaram a serem salas dentre várias outras salas com programação de cinema alternativo. Depois tivemos a vinda do Unibanco, que mescla o alternativo com o cinema comercial e ai diversificou ainda mais as possibilidades das pessoas que gostam de um determinado cinema. Então são situações diferentes: num momento elas eram as únicas salas e em outro não mais. E o que acho que poderia ter acontecido neste momento: nesta nova conjuntura deveria ter feito uma discussão para pensar como neste novo contexto se poderia trazer visibilidade e pensar em qual o nicho que as salas iriam utilizar para não concorrer com essas outras opções. E essa atualização não foi feita.

CC – E isso nunca foi discutido nessas reuniões com a APC? A sala Walter da Silveira pode ter uma importante função para as produções atuais de cinema baiano… 

AR – A APC nunca colocou muito em discussão. Mas teremos que fazer esta discussão. Teremos que requalificar o espaço e fazer melhorias. Temos por exemplo que melhorar o som; tem que ter um projetor legal, um ambiente legal. Isso influencia muito o cinéfilo. E olha que a programação da sala é muito interessante.

CC – Mas existe algum problema maior, de comunicação talvez… veja o Quartas Baianas (projeto promovido pela ABCV). Se pegarmos o número de associados e parceiros da ABCV, é um número grande, mas ainda assim as sessões ficam esvaziadas. O projeto inclusive está parado…

AR – E o paradoxo é que temos hoje vários cursos de cinema na Bahia. Era para ser o contrário essa situação. É preciso repensar, mas sem uma visão saudosista, porque aquela situação era outra.

CC – Só para fechar a área de cinema: o Festival Nacional 5 Minutos é atualmente o grande festival de cinema promovido pelo Estado?

AR – É um dos grandes eventos, sem dúvida. E este ano teremos a décima quinta edição, e estamos fazendo um esforço para realizar uma edição à altura. Eu acho o Festival 5 Minutos muito importante porque ele trabalha com públicos diferenciados. O que devemos fazer é deixá-lo mais reconhecido nacionalmente. Precisaríamos talvez ter um esquema de divulgação mais forte.

Fim da primeira parte. Parte dois AQUI


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3 Comments

  • Acredito que o secretário, comete alguns equívocos…. Em primeiro lugar a APC não defendia apenas o edital de cinema de longa metragem em 35 mm, basta conferir o documento com a proposta de edital que encaminhamos para ser estudada junto a secretaria,. Em segundo lugar, o secretário teve acesso a e-mails internos trocados entre os associados, onde tivemos alguns e-mails pessoais que podem não ter o agradado, mas que em momento algum foi a posição da associação, que estava construindo um diálogo que foi atirado contra o muro. A grande maioria dos associados não sabia que esses e-mails seriam apresentados ao secretário, o que gerou essa precipitada e imatura interpretação. Tanto as pessoas da APC, quanto as pessoas da ABCV (inclusive somos muitos associados as duas associações) estão tentando construir uma política para o audiovisual, talvez com mais experiiência acumulada do que a secretaria e deveríamos ter sido ouvidos principalmente antes da decisão sobre os editais, que acreditamos que seja repletos de falhas e que a secretaria deveria consultar o edital de audioviisual de Pernambuco para aprender com nossos vizinhos conceitos mais próximos da realidade de quem produz cinema e audiovisual e que sabem, que apesar do cinema ser audiovisual, o cinema é cinema antes de tudo e sendo curta ou longa, tem um papel fundamental no desenvolvimento de linguagens….. Espero que tenhamos um crescimento e amadurecimento desse diálogo e que eu como associado, não tenha acesso a e-mails trocados entre os funcionártios da Secult, por favor…..

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