A Condenação | Cabine Cultural
Críticas

A Condenação

A Condenação

A Condenação

Hilary Swank volta às telas nacionais interpretando uma decidida mulher determinada em provar a inocência de seu irmão no drama A Condenação. Mas para que isso aconteça serão necessários quase vinte anos de batalhas judiciais, numa trama com ares de superação individual e determinação, que por um lado ganha pela empatia que alguns de seus personagens causam no espectador, mas que por outro perde pelo excesso melodramático, chegando muitas vezes a se assemelhar com um dramalhão mexicano, na sua acepção mais desagradável.

Dirigido por Tony Goldwyn, A Condenação possui uma divisão narrativa bem evidente, apresentando na parte inicial da história seus principais personagens, Betty Ann Waters (Hilary Swank) e seu irmão Kenny (Sam Rockwell). Para isso acontecer, o uso frequente de flashbacks se faz necessário, proporcionando assim um entendimento quase didático do que ocorrerá mais para frente. Sabe-se que ele – possuidor de uma difícil personalidade – foi acusado de cometer assassinato, sendo posteriormente condenado à prisão perpétua. Em seguida a narrativa foca-se no sofrimento e na dedicação de Betty Ann, que se sacrifica como mulher, mãe e esposa para provar a inocência do irmão.

Leia também:  Crítica O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues

Desde a sua decisão em cursar Direito até sua delicada relação com marido e filhos, a trama é guiada por um uso excessivo de artifícios dramáticos, como por exemplo, na trilha sonora bem melosa, beirando o piegas. O uso abusivo desses elementos acaba assim por atrapalhar uma história que se mostrava naturalmente interessante, afinal, superação e ‘volta por cima’ são motes muito bem aceitos pelo ser humano já há algum tempo.

O roteiro, que tem base numa comovente história verídica ocorrida nos Estados Unidos lá pela década de 1980, mostra-se bem irregular, já que alguns dos arcos narrativos são demasiado longos, enquanto que outros mais interessantes para a história possuem desenvolvimentos e desfechos rápidos demais. Por exemplo, o modo como as testemunhas mudam de ideia (já na conclusão da trama), que soa muito simplista, propiciando um questionamento por parte do espectador da sua ‘real’ veracidade.

Leia também:  Intrínseca lança “A Profecia das Sombras”, 2º livro de nova série de Rick Riordan

No fim das contas A Condenação oferece ao público um típico drama hollywoodiano, com boas interpretações de seus protagonistas, uma bela fotografia e um desfecho dos mais motivadores para os que vêem a vida com pessimismo, deixando a mensagem final de que realmente vale a pena lutar pelas suas crenças, independente dos obstáculos que porventura possam surgir.




Deixe uma resposta