Dossiê Djavan | Cabine Cultural
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Dossiê Djavan

Djavan

A temporada de shows no verão de Salvador está a mil. Depois de Marisa Monte e do tradicional Festival de Verão, chega a Salvador, ainda este mês de janeiro, o cantor alagoano Djavan. Sua apresentação é uma das mais esperadas do verão soteropolitano.

Após quatro anos sem compor, Djavan traz para Salvador a turnê de seu novo álbum, Rua dos amores. A festa acontece na Concha Acústica, dia 26 de janeiro, às 19h. Os ingressos irão custar R$ 100,00 (inteira) e R$ 50 (meia). No repertório, os novos sucessos Bangalô, Pecado, Já não somos dois e Ares sutis, além das clássicas Flor de lis, Meu bem querer e Samurai, dentre outras. Djavan também assina a direção do show e sobe no palco acompanhado da banda formada por Carlos Bala (bateria), Glauton Campello (teclados e vocal), Jessé Sadoc (flügel horn e trompete), Marcelo Mariano (baixo e vocal), Marcelo Martins (flauta, saxofone e vocal), Paulo Calasans (teclados) e Torcuato Mariano (guitarras e violões).

Dono de uma das carreiras mais respeitadas da MPB, Djavan se mantém bastante reservado, não é desses artistas que vemos todos os domingos em algum programa televisivo. Ainda assim, há muita coisa para se saber deste grandioso artista brasileiro. Compilamos tudo que de mais interessante encontramos sobre ele. Sua carreira, seus álbuns, shows, parcerias, declarações… Enfim, um pouco de tudo. Só conferir.

Djavan

BIOGRAFIA
Nascido em família pobre, filho de mãe lavadeira, Djavan Caetano, ainda garoto, escutava e cantarolava os sucessos de Ângela Maria e Nelson Gonçalves. Aprendeu sozinho a tocar violão. Aos 18 anos, em 1967, Djavan formou o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que animava bailes em clubes de Maceió. Em 1973, ele decidiu tentar a vida de cantor no Rio de Janeiro. Com a ajuda do jornalista Edson Mauro, o cantor chegou ao produtor da gravadora Som Livre, João Mello, que lhe deu a primeira oportunidade: gravar músicas de outros artistas para as novelas da Rede Globo. Foi nesta época que Djavan gravou Alegre Menina, de Jorge Amado e Dorival Caymmi, para a novela Gabriela Calmaria e Vendaval, de Toquinho e Vinícius de Moraes, incluída na trilha de Fogo sobre Terra. Seu talento como compositor foi descoberto em 1975, com o Festival Abertura. Conquistando o segundo lugar, Fato Consumado virou compacto e abriu as portas para o primeiro LP, em 1976.

SUCESSO
De lá para cá, foram 17 discos e músicas que conquistaram espaço em rádios nacionais e internacionais, como Lilás, faixa-título de seu álbum de 1984, que foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras. Em 2004, o músico criou sua própria gravadora, a Luanda Records, que viria a lançar seus dois discos seguintes, Vaidade, de 2004, e Matizes, de 2007, além de uma de suas canções remixadas para dançar, Na pista (2005). O álbum Ária, de 2010, é o primeiro em que Djavan exerceu exclusivamente a arte de interpretar canções de outros compositores.

POLÊMICA
A revelação de que Djavan já havia fumado maconha por diversas vezes pegou alguns setores da sociedade de surpresa. “É muito bom… já fumei várias vezes. Fumo eventualmente, mas não tenho o hábito de comprar e fumar sempre“. Na mesma entrevista, entretanto, ele afirmou que não usa outro tipo de droga: “Nunca tive envolvimento com drogas, nunca cheirei cocaína“.

CURIOSIDADES

  • Djavan dedicou-se por cinco meses à carreira de ator, vivendo um poeta-mendigo que se apaixona pela moça rica, personagem de Patrícia Pilar, em Para viver um grande amor, de 1983, filme de Miguel Faria Jr.
  • Entre as homenagens recebidas, a mais conhecida veio de Caetano Veloso que, ao gravar Sina, retribuiu o verbo “caetanear” com “djavanear”.

DECLARAÇÕES
“Eu e Quincy somos amigos até hoje. Uma vez, ele me perguntou se eu queria conhecer Michael Jackson. Eles estavam em estúdio mixando Bad. Quincy pediu para eu fazer uma música para Michael. Fiz, mas achei difícil ele querer uma canção com pegada brasileira”. Blog do Estadão

“Eu descobri que a televisão é que produz o assédio imediato. A vida sem a televisão é mais fácil. Você vive muito mais tranquilo sem o imediatismo da televisão. É claro que a televisão é importante para uma pessoa pública, para o artista, mas eu resolvi fazer cada vez menos e vou fazer sempre que for necessário” Rolling Stone Brasil.

SITES
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Uma resposta para “Dossiê Djavan”

  1. Djavan um ícone da mpb. Cantores assim elevam a nossa música em altos patamares, valorizando nossa língua com letras que são inteligentes e bem feitas. Um grupo que marcou gerações também é o MPb4, UM Lp de vinil: Vira virou, ano 1980. vale a pena conferir.

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