Crítica do filme Ted | Cabine Cultural
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Ted

Cena de Ted

Cena de Ted

Todos os fãs do seriado Family Guy já imaginavam o que o filme Ted iria trazer na sua suja bagagem, por isso para esse nicho todas as piadas ácidas e aquele humor mais que politicamente incorreto não foi surpresa alguma.

Provavelmente o querido deputado brasileiro Protógenes Queiroz não conhecia o trabalho do diretor (do filme e da série) Seth MacFarlane e assim nada mais normal que ao levar seu filho para esta sessão, tenha se revoltado com o conteúdo nada fraternal do filme. Queiroz levou seu garoto de 11 anos (a censura de Ted é 16 anos) e ficou indignado com a mensagem daquele urso que consome drogas, não trabalha e não estuda, e é feliz.

O filme narra ahistória de John, que na sua infância pede ao Papai Noel que seu urso de pelúcia, Ted, ganhe vida. O garoto fica impressionado ao perceber que seu pedido foi acolhido e logo eles se tornam grandes amigos. John e Ted crescem juntos e o urso de pelúcia se torna muito mal humorado com a idade. John, interpretado por Mark Wahlberg, já adulto precisa decidir entre conservar a amizade de infância ou o namoro com Lori Collins, interpretada pela bela Mila Kunis.

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A relação de Ted e John, ponto alto – e central – da história se desenvolve não somente pela perspectiva descrita anteriormente. A mensagem do filme (se é que existe alguma mais profunda) certamente não é: não trabalhe, fume maconha e seja feliz!

O que vemos na relação dos dois grandes amigos é que chegou um momento da vida de ambos em que esta relação não somente limitava os objetivos dos dois (John, sobretudo, já que ele é o humano da história), mas estagnava as suas vidas. E quem percebia isso melhor que ninguém era a personagem Lori, namorada de John.

Assim, Ted é, numa visão mais séria, um filme que retrata um momento específico na vida de cada um de nós: aquele momento em que nos deparamos com a terrível escolha de crescer, de elevar o nível de sua existência e de deixar pra trás – ou não – tudo que nós carregamos até então. John decide ao final mudar por dentro, decisão mais difícil, porém mais sábia. O urso Ted é e sempre será sua referência de amizade e algo assim não deve ser em instante algum interrompido.

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E Ted é também, numa perspectiva menos reflexiva, um filme de humor mais que ácido, com algumas tiradas maravilhosas e outras apenas medianas.

Com seus clichês, com suas surpresas narrativas e com as atuações convincentes de Mark Wahlberg e da linda Mila Kunis. Ted é divertido, acima da média, mas entendendo ai que a média não é tão alta. Boa diversão.




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