O Lado Bom da Vida | Cabine Cultural
Cinema

O Lado Bom da Vida

Jennifer Lawrence em O Lado bom da Vida

Jennifer Lawrence em O Lado bom da Vida

Enquanto amamos, enlouquecemos. Ou seria o contrário?! Se não amarmos, enlouquecemos?! Bem, essa é uma reflexão que basicamente muitas controvérsias surgirão ao tentar respondê-la, mas, com certeza, o que podemos dizer é que há um quê de loucura na falta do amor.  Porém, até que ponto somos normais?! Quantas neuroses e doenças psíquicas nos rondam e atingem a cada dia?! E como lidar com elas, com suas consequências na sociedade, no trabalho, no amor?!!

Bem, essa pequena introdução é para falar sobre o filme O LADO BOM DA VIDA, que eu achei simplesmente maravilhoso. Falar das questões técnicas e cinematográficas não é bem o meu quesito, mas, posso citar que amei o roteiro, a trilha sonora, as interpretações, em especial, do protagonista Bradley Cooper (Pat Solano) que está genial dando vida a um bipolar, e como sempre, Robert De Niro (Pai de Pat) que dispensa comentários.

Mas, voltando às questões abordadas no filme e que nos prende por quase 2h em uma trama, a qual, se formos avaliar racionalmente é mais comum que se pode imaginar, em especial no Século XXI – as várias doenças da mente – àquelas que já nascem com os indivíduos e a medicina ainda não sabe explicar o porquê e àquelas que se manifestam ou agravam devido a choques emocionais e estresses excessivos.

O Lado Bom da Vida é uma história interessante, porque retrata situações que acontecem no dia a dia de quem precisa lidar com problemas, transtornos psíquicos que afetam a vida profissional, em família, social e até sentimental. Dessa batalha por manter-se sereno, equilibrado diante das adversidades que nos rodeiam e quase sempre, tiram do eixo até o ser humano mais normal, quiçá, alguém que já tenha algum distúrbio manifestado.

Um filme que foi inspirado no livro homônimo de Matthew Quick, o qual, eu não tive o prazer de ler, mas, sei que ele retrata bem a bipolaridade, o TOC, a importância da Família e o apoio fundamental para ajudar os doentes, do valor da amizade, em especial, da luta por ter uma vida normal diante de um desequilíbrio emocional e psíquico.

O mais interessante no filme, foi a relação de duas pessoas, ambas com seus respectivos distúrbios, mas, em busca de um mesmo objetivo: ser feliz. E de como a vida nos reserva grandiosas surpresas, as quais, é preciso estar alerta e aberto à elas.

Ao assistir O Lado Bom da Vida pude entender por que ele concorre a 8 indicações ao Oscar 2013. O filme é lindo, cheio de reflexões interessantes, em especial, sobre as nossas loucuras e neuroses, muitas, causadas por grandes estresses e choques emocionais. Mas, também, do poder regenerador do amor, da força que a dança pode exercer em algumas mudanças e, acima de tudo – agora entendendo bem a frase: “Mas se você não solta o passado, com qual mão agarra o futuro?” – da importância de fechar um ciclo, perdoar e seguir para viver as novas oportunidades que a vida sempre nos reserva, de onde menos esperamos, tendo ou não algum problema que nos limite.

Super indicado!! Assistam! Amei.

Angel Marques é atriz, escritora, colaboradora do Cabine Cultural e possui o blog O Exercício do Amor Próprio.

 



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