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Judite Quer Chorar Mas Não Consegue

Judite Quer Chorar Mas Não Consegue

Uma lagarta que não quer ser borboleta. Mas como assim? Para entender as suas razões e saber o que vai acontecer com ela, o público pode conferir o espetáculo Judite Quer Chorar Mas Não Consegue, no circuito infantil do VIVADANÇA Festival Internacional, dias 10 e 11 de abril, às 10h e 15h, com entrada franca. A montagem do coreógrafo e dançarino Edu O. une dança e teatro e flerta com as histórias em quadrinhos e desenhos animados, para abordar de forma lúdica temas como diferença, autoaceitação, perdas e ganhos na vida.

CONCEPÇÃO
O espetáculo Judite Quer Chorar Mas Não Consegue foi concebido a partir de elementos autobiográficos que retratam a resistência às transformações. Apesar de tratar-se de temas fortes e difíceis, tudo passa por um filtro poético e lírico com uma estética leve. Ele propõe, acima de tudo, uma reflexão sobre o ser indivíduo (diferente) numa sociedade padronizada e repleta de repetições de símbolos.

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Na história, ao invés de ocupar o seu lugar no mundo, do qual morre de medo, Judite escolheu ficar quietinha no seu canto. A lagarta mora numa folha de comigo-ninguém-pode, planta venenosa, em vez de desfrutar da beleza das rosas. Lá ela se confunde com a própria planta, passa o dia tomando chá de frutas vermelhas, comendo chocolate e olhando para o teto. Mas, pelas leis da natureza, a mudança se pronuncia inevitável.

Judite Quer Chorar Mas Não Consegue

EDU O.
O coreógrafo e dançarino Edu O., que é cadeirante, explora as particularidades do seu corpo e as diferentes possibilidades para a execução dos movimentos. Seu trabalho busca a especificidade destas diferenças, numa atitude de afirmação. Buscando mergulhar nas questões psicológicas da personagem, Edu aprofundou-se em sua pesquisa da técnica de improvisação e de clown, por acreditar que seriam valiosos suportes técnicos para a criação de Judite e toda a concepção do espetáculo.

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“Para mim, retornar ao Festival VivaDança é como voltar para casa e como é bom ver que a casa tem se tornado uma mansão que acolhe todas as danças, todos os corpos, diversas propostas e tem se expandido, ocupando outras geografias, outros espaços… Em 2007, Judite esteve lá, quando o evento ainda se chamava Mês da Dança do Teatro Vila Velha. E aquela oportunidade, foi sem dúvida o que proporcionou a viagem longa que Judite tem feito desde então. Retornaremos diferentes, com o espetáculo mais amadurecido, eu mesmo mais experiente. Judite de roupa, bolsa e escadas novas, sem algumas músicas, me proporcionando encontros inesquecíveis com as crianças que se tornaram o público potencial do trabalho. Sinto uma alegria e uma euforia muito grande em retornar ao VivaDança, como quem brinda com os amigos as conquistas do percurso. Imitando Judite, TIM TIM VIVADANÇA!” Edu O. em entrevista ao Cabine Cultural.

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SERVIÇO
10 e 11 de abril
10h e 15h
Cine-Teatro Solar Boa Vista (Salvador)
Entrada franca

 




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