Entrevista Thiago Corrêa
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Entrevista – Thiago Corrêa

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Thiago Corrêa

Entrevista exclusiva com o cantor Thiago Côrrea.

Com suas músicas autorais, Thiago Corrêa já foi gravado por grandes nomes e chegou até trilha de novela da Globo (Avenida Brasil). O cantor e produtor que, na busca por inovar o samba, acabou colecionando prêmios internacionais em concursos de artistas como Lily Allen, John Jegend e Amanda Palmer, resume o propósito do seu trabalho com a seguinte frase: “O mundo é Brasileiro e o Brasil é o mundo inteiro“.

Escute suas músicas aqui.

As origens do samba ouvido na infância, à mistura dos outros gêneros desenvolvidos no trabalho de produção musical desde a adolescência, fizeram Thiago Corrêa combinar estilos e criar um projeto original e inédito no Brasil, o Projeto MASHUP. O objetivo do projeto, segundo ele, é Incluir o Brasil na cena Pop Mundial sem estereótipos e preconceitos.

Nesta entrevista ele fala um pouco sobre a carreira, Projeto Mashup, processo de criação e muito mais. Confere!

Fernando Pereira Teu projeto possui um conceito muito interessante, que é trabalhar essa relação da cena musical internacional com a brasileira, apresentando a cena nacional pro mundo. Como foi que surgiu essa ideia no teu trabalho?
Thiago Corrêa – Surgiu quando apresentei o meu primeiro CD “A grande preocupação” para alguns amigos. Eles não quiseram nem ouvir pois era de samba-rock e disseram que não gostavam do estilo. Mesmo eu explicando que tinha feito de maneira diferente, com o meu ponto de vista desse estilo. Então eu misturei o que eles gostavam com samba-rock e eles mudaram de opinião.

FP E a inclusão de banda ao vivo, em que momento você pensou nesta proposta?
TC – Desde o início. Sempre gostei de musica eletrônica e de musica ao vivo, mas cada uma tem as suas características. Eu quis misturar a força da música eletrônica com a “vibe” de uma banda ao vivo.

Thiago Corrêa

FP E o flerte com o audiovisual, como é que acontece nas apresentações? Tem alguma ligação com o cinema?
TC – Nas apresentações os artistas aparecem cantando e interagindo comigo em um telão. Entrou depois no projeto pois as pessoas são mais “visuais” e precisavam dessa auxilio pra entender a proposta do projeto. Não tem nenhuma ligação intencional com o cinema, mas uso algumas cenas de filmes que “conversam” com o show. Sempre me fascinou a tela gigante do cinema e a maneira que ela te transporta para outra realidade.

FP Queria saber como é que você estabelece as misturas? Quando você junta, por exemplo, Rihanna e Seu Jorge (ótima, por sinal), existe alguma coerência, lógica, conceito, ou é feeling mesmo?
TC – Começo pelo Tom, depois velocidade (bpm), e depois o conteúdo da letra. Mas algumas misturas, mais criativas, aconteceram de maneira natural, brincando com o violão.

FP Estava vendo que suas referências surgiram desde a infância, com o samba… e a partir daí você foi absorvendo outros gêneros.  Há alguma perspectiva musical que você ainda não conheça muito, mas que deseja um dia trabalhar? Música oriental, punk, country…
TC – Perspectiva musical que eu não conheça não posso afirmar pois ainda não conheço, mas gosto muito de como a música eletrônica passa uma atmosfera contemporânea e tento colocar isso nos estilos musicais brasileiros. Ainda farei algo “mais” eletrônico.

FP Das misturas desde último cd, qual foi a que mais te chamou atenção, ou te surpreendeu, quando ouviu o resultado final?
TC – Adele com Gilberto Gil. Fiz ela sem pretenção e não esperava que soasse como soou. Sempre que toco me empolgo de maneira diferente de como me empolgo com as outras músicas.

FP Por fim, queria saber da agenda, pretende sair Brasil afora com este projeto? E Salvador, previsão?
TC – Tenho marcado pra esse ano o Brazilian Day Canadá, que fui convidado no ano passado também. E a agenda tem estado bastante corrido pros lados de Minas e Nordeste. Com certeza rolará algo em Salvador ainda esse ano pois estamos conversando com contratantes bastante interessados em levar o show.


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