Esperanza Spalding: show em Salvador de um dos maiores talentos da música atual
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Esperanza Spalding: show em Salvador de um dos maiores talentos da música atual

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Esperanza Spalding

O mês de junho traz para Salvador e para os soteropolitanos a rara oportunidade de conferir a apresentação de um dos nomes mais relevantes e interessantes da cena musical internacional. A confirmação do show de Esperanza Spalding, uma das mais proclamadas jazzistas da atualidade fez a comunidade cultural da cidade comemorar, afinal, não é todo dia que alguém do seu quilate aporta em cidades como Salvador.

Esperanza, para quem ainda não conhece, faz parte de um seleto grupo de mulheres que ao longo das últimas duas décadas vem dominando a cena jazzística americana. Ela segue uma linhagem que passa pelo mágico piano de Diana Krall e pela rouca e estupenda voz de Norah Jones. Outra que incorpora o grupo, a francesa Madeleine Peyroux, também já tocou por estas bandas, no mesmo Teatro Castro Alves que será palco do show de Esperanza.

Sobre a sua discografia, temos Junjo, de 2006, que é seu álbum de estreia, fundamentalmente instrumental em que ela ousa em algumas composições. Esperanza também canta. Em seu último álbum ela passeia por fusões do jazz contemporâneo e dialoga com muitas perspectivas musicais globais, incluindo ai a nossa MPB.

O seu álbum de 2010, Chamber Music, é o que mais me chama atenção, e cada canção vinda deste trabalho soa como obra de arte na sua forma mais lapidada.

Esperanza Spalding

Little Fly, Knowledge Of Good And Evil, Really Very Small, Chacarera, Wild Is The Wind, a quantidade de boas canções soa infinita e poderíamos ficar aqui por horas citando suas músicas, mas somente estas já dão uma ideia do quão genial essa artista se mostra.

Sobre sua história, é sabido que aos quatro anos de idade Esperanza começou a tocar o violino, aos cinco já integrava a Sociedade de Música de Câmara de Oregon e aos dez era compositora do grupo. Esperanza detestava estudar. Sentava-se na cadeira para assistir a professora e a mente começava a vaguear. Só não faltava as classes de música, claro. Assim, pelo bem de todos, ela se formou; não em direito ou medicina, mas sim na mais pura arte de criar boa música.

 


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