Cinema no Palacete apresenta: obras primas dos anos 1950 – Cabine Cultural
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Cinema no Palacete apresenta: obras primas dos anos 1950

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A Longa Noite de Loucuras

O Cinema nos anos de 1950 viu nascer uma série de estilos e técnicas além de novos diretores em todo o mundo. Com o advento e popularização da televisão, os grandes estúdios americanos foram buscar nas superproduções, sobretudo nos chamados filmes “históricos” e em temas antes proibidos pela censura, a concorrência com o novo meio de comunicação e entretenimento. Assim nasceram: o cinemascope, o cinerama, o 3-D e tantas outras formas de exibição, além do som estereofônico. No final desta década começou também o declínio dos estúdios e seu sistema de estrelas. Ao mesmo tempo surgiram o cinema independente e novas formas de narrativas, principalmente no chamado filme de autor, sobretudo com o famoso movimento francês “Nouvelle Vague”. O CINEMA NO PALACETE pretende mostrar nesta programação, obras primas de diversos países, sem grandes aparatos técnicos, de baixo orçamento, mas de muita criatividade e valores humanos. Quase esquecidas ou difíceis de serem vistas,  marcaram entretanto, momentos importantes e de grandes mudanças na chamada sétima arte. Entrada Franca. Local: Palacete das Artes – Rua da Graça, 289 – Telefone: 3117 6987

Programação
Dia 17
(quarta feira) às 17 horas.
A CANÇÃO DA ESTRADA (Pather Panchali) – Índia, 1955.Direção: Satyajit Ray.
Premiado no Festival de Cannes de 1956 como o melhor documento humano. Esta obra prima consagrou o diretor indiano Satyajit Ray, que passou mais tarde a ser considerado como um dos melhores diretores do cinema mundial pela realização de inúmeras obras primas. Infelizmente pouco conhecido entre nós, A Canção da Estrada é o primeiro filme de uma trilogia premiada e que levará os espectadores às lágrimas.

A Canção da Estrada

Dia 19 (sexta feira) às 17 horas.
A REDE (La Red) – México, 1953. Direção: Emilio Fernandez. Legendas em Francês.
Esse filme, pouco conhecido entre nós, considerado por muitos críticos, uma obra prima do cinema mexicano, foi premiado no Festival de Cannes de 1953 como o melhor filme narrado por imagens. O diretor Emilio Fernandez já havia dirigido vários melodramas de sucesso nos idos de 1940, a exemplo de “Maria Candelária”, além de ter sido um grande diretor de fotografia e também ator. Em A Rede, optou por uma narrativa com pouquíssimos diálogos e uma fotografia deslumbrante. O filme consagrou internacionalmente a belíssima atriz italiana Rossana Podestá, que no filme transborda uma sensualidade incomum, tendo como cenário uma praia tropical paradisíaca onde contracena com mais dois personagens formando um trágico triangulo amoroso. Esta cópia falada em espanhol é legendada em francês, o que não impede o entendimento da estória simples e na verdade contada mais por imagens que pelos seus poucos diálogos. Oportunidade de conferir esta película muito rara de se ver.

Monica e o Desejo

Dia 24 (quarta feira) às 17 horas.
MONIKA E O DESEJO (Sommaren Med Monika) – Suécia, 1953. Direção: Ingmar Bergman.
Filme que chamou a atenção sobre um jovem diretor sueco na época, que mais tarde viria a ser um dos maiores do mundo: Ingmar Bergman. O filme através de uma bela fotografia em preto e branco de Gunnar Fischer, narra as relações amorosas de um jovem casal, revelando também  a atriz Harriet Andersson que passaria a fazer parte do elenco de outros filmes do diretor. O filme segundo Jean Luc Godard, seria um “E Deus Criou a Mulher” realizado com brilhantismo e segundo a revista inglesa “Time Out”, uma obra prima. Aclamado na época do seu lançamento, teve muito sucesso de público, sobretudo pela liberdade sexual dos seus jovens personagens, algo muito natural na Suécia de então, mas ainda pouco mostrados nos filmes americanos ou europeus.

O Quadragésimo Primeiro

Dia 26 (sexta feira) às 17 horas.
O QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO (Sorok Pervyy)  – Rússia, 1956. Direção: Grigori Chukhrai.
Obra prima pouco vista do cinema russo dos anos 1950, narrando em belas imagens coloridas, o improvável romance entre uma atiradora do Exército Vermelho e um oficial do Exército Branco o qual é mantido prisioneiro pela jovem. Lírico e trágico com passagens por cenários desérticos, recebeu um prêmio especial no Festival de Cannes em 1956.  O diretor Grigori Chukhrai ficou internacionalmente conhecido pelo seu “A Balada do Soldado” de 1959, considerado um dos melhores filmes russos de guerra, nomeado ao Oscar e vencedor do Globo de Ouro de 1960.

Dia 31 (quarta feira) às 17 horas.
A LONGA NOITE DE LOUCURAS (La Notte Brava) – Itália, 1959. Direção: Mauro Bolognini.
Baseado numa novela de Píer Paolo Pasolini que também escreveu o roteiro, premiado pelo sindicato italiano de críticos de cinema, este filme dirigido pelo famoso diretor Mauro Bolognini, tem um elenco das mais belas estrelas do cinema italiano e francês da época, como: Elza Martinelli, Rosana Schiaffino, Antonela Lualdi, Mylene Demongeot, Ana Maria Ferrero, além dos atores Jean Claude Brialy, Laurent Terzieff e Franco Interlengi. A estória se passa durante toda uma noite de farras e trambiques entre dois delinqüentes, prostitutas e boêmios na periferia de Roma, personagens que apareceriam depois nos filmes de Pasolini.  Pouco visto e imperdível para os amantes do cinema.



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