Crítica - Madagascar 3 – Cabine Cultural
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Crítica – Madagascar 3

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Os Pinguins de Madagascar

Os Pinguins de Madagascar

Junte alguns dos bichos mais agradáveis deste planeta com personagens em animação, uma trilha sonora bem pop, referências de alguns filmes bem icônicos e uma história recheada de aventuras e diversão. O resultado é o mais recente dos projetos da franquia Madagascar.

Madagascar 3: Os Procurados é o terceiro filme da série e o primeiro a ser lançado em 3D (DreamWorks Animation). Sobre o formato em questão, fica o registro de que se não chega a revolucionar, tampouco decepciona a quem assiste. Os efeitos não são tão significativos para o desenvolvimento da narrativa, mas certamente conseguirão alegrar a garotada. Para os adultos que não se importam muito em assistir filmes com aqueles óculos nada confortáveis, a boa notícia é que o 2D é tão divertido quanto o 3D, e ai cabe ao espectador escolher pagar duas vezes o valor de um ingresso tradicional somente para ver alguns efeitos que nada adicionam à trama.

O filme tem como personagens principais os heróis dos outros dois anteriores, Alex, o leão, Marty, a zebra, Melman, a girafa e Glória, o hipopótamo.

Engraçados como nunca, nesta terceira parte eles decidem regressar à sua casa no zoológico de Nova York e sair da África. No entanto, para isso acontecer terão que viajar até Monte Carlo, onde os quatro buscarão os pinguins, Capitão, Kowalski, Rico e Recruta e os chimpanzés Mason e Phil. A partir daí a história toma contornos de aventura, com muitas perseguições por parte de Chantel DuBois, uma controladora de animais francesa, que quer apanhar o bando a todo o custo. A personagem Chantel DuBois é uma bela surpresa para a trama, principalmente pelas suas origens. O fato de ser francesa propiciou que a produção do projeto construísse elementos bem curiosos para o desenvolvimento de sua história.

Ela, admiradora de Edith Piaf, chega a homenageá-la em um dos números musicais do filme, um dos momentos mais marcantes, principalmente para os adultos, que tendem a conhecer melhor a eterna cantora francesa. Falando em referências, uma das primeiras sequências do filme é toda construída como sátira ao último filme da franquia Missão Impossível. Aliando humor, ação, aventura com estas referências ao filme, a sequência acaba sendo de um timing cômico perfeito, num trabalho bem interessante de roteiro e montagem.

O roteiro é bem amarrado. Não que isso seja tão necessário para uma animação deste tipo, mas chega a ser surpreendente o modo como os três diretores deste projeto (Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon) entrelaçam as histórias, criando algumas metáforas bem bacanas. Ao final, quando os personagens humanos da história são descobertos agindo de modo mais selvagem que os ditos animais selvagens, o espectador acaba entendendo o propósito mais geral desta terceira parte da franquia.

Fica o destaque também para a trilha sonora, que recheada de ícones pop, tem tudo para agradar aos apaixonados por esse gênero musical. A americana Katy Perry é uma das artistas mais prestigiadas pela produção, e sua canção Fireworks é tocada algumas vezes, muito por conta da ligação produzida entre a letra da canção e um dos plotes principais da história. Ao fim das contas Madagascar 3: Os Procurados é uma boa pedida para os que desejam diversão descompromissada. Um bom momento para levar o filho, a irmã mais nova ou os sobrinhos, e se divertir com eles nesta que é uma das animações mais simpáticas deste ano, ao menos até aqui.

Bumblebee (2018)

Sobre o autor

Luis Fernando Pereira

Luis Fernando Pereira

Possui grande experiência na área de jornalismo cultural. Além de editor do site é colunista dos sites Coisa de Cinema, Midiorama e Feminino e Além. Fez parte de um dos júris do VII Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema.

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