Entrevista Anabel Bian
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Entrevista – Anabel Bian

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Anabel Bian

Nesta entrevista ela fala sobre Sinais Vitais, a concepção, as parcerias, e tudo mais. Vale a pena conferir

A cena musical paulistana já há algum tempo vem merecendo destaque na mídia especializada, principalmente pelo fato de concentrar numa única cidade um grande número de artistas talentosos, criativos e – muitos deles – inovadores.

A mais nova (não tão nova assim) representante de festejado grupo é a cantora Anabel Bian, que acaba de lançar seu segundo álbum, Sinais Vitais, um interessante e belo retrato do que a música popular brasileira vem oferecendo aos amantes da boa música.

E digo ‘não tão nova’ porque Anabel lançou em 2008 seu primeiro álbum autoral, chamado Adição. Anos depois, em 2011, ela acabou entrando para o grupo Vazante, idealizado por Kléber Albuquerque, que viria ser um dos bons parceiros da cantora nestes últimos anos. Em 2012 ela apresentou o Programa Tah Ligado! na All TV.

No mesmo ano foi convidada e passou a apresentar o Programa Espaço 48 na Rede NGT TV. E agora, após cinco anos desde que seu álbum inicial foi lançado, ela volta com seu mais novo projeto, Sinais Vitais, que conta com ótimas parcerias, como as de Kléber Albuquerque e Vander Lee (leia nossa entrevista com ele), por exemplo.

Nesta entrevista ela fala sobre Sinais Vitais, a concepção, as parcerias, e tudo mais. Vale a pena conferir.

Fernando Pereira – Estava escutando seu segundo trabalho, Sinais Vitais, e na medida em que as canções seguiam eu ia tentando estabelecer essa relação das músicas com o título do álbum. Queria que falasse um pouco sobre isso, sobre o que representa o termo Sinais Vitais no álbum.

Anabel Bian – É um prazer contar um pouco do meu novo trabalho. O que eu percebo nas canções é que trazem fragmentos de vida, como espiritualidade, amor, esperança, valores, crenças, crianças… Coisas que mexem com nossas emoções e nos fazem sentir presente. Por outro lado, também falo um pouco daquilo que nos afasta disso tudo, como a música ‘Amanheço na Cidade’, que mostra a rotina de quem mora numa grande cidade, sendo engolido. Creio que a verdadeira busca desse novo trabalho é pelos Sinais Vitais da alma! Essas emoções que nos lembram de que estamos vivos!

Anabel Bian

FP – Sinais Vitais inclusive é a faixa que fecha o álbum e é de autoria sua. Tem uma parte nela que me chamou bem atenção: “se um dia amor você não me quiser mais eu vou desistir dos meus sinais vitais”. Qual é a história dela?

AB – Essa música foi a última a entrar no repertório, compus para fechar o álbum.
Queria uma canção de muita entrega e ela é extremamente passional. A frase em questão já trouxe algumas interpretações, que considero fortes, com referências a suicídio, depressão. Deixo aberto a quem ouve decidir, já que desistir da vida cabe em ambas. Apenas lembro que a proposta é nutrir a alma, e que o amor é vital!

FP – Queria que falasse um pouco das parcerias. O Kléber Albuquerque você conhece desde que foi convidada para participar do Grupo Vazante, não? Ele escreve duas das faixas do cd…

AB – Sim, conheci o Kléber e recebi o convite para integrar o grupo Vazante. Foi uma das experiências musicais mais legais que tive. Durante essa convivência, conheci e me apaixonei pelas canções dele, até que ‘Por um Triz’, foi a música escolhida para entrar no álbum. Adorei a forma sutil e irônica que ela traz. Já, a canção ‘Visto’ veio de um encontro com o Garga (Rafael Altério). Falei que estava preparando um novo trabalho e Garga disse que iria me mandar um som. Por coincidência, a letra era de Kléber. Achei a música sensacional, foi um presente mesmo!

FP – E o Vander Lee?

AB – Vander Lee também sabe apaixonar!(rs) Adoro a forma como compõe. A escolha da música ‘Seção 32’ foi difícil, entre tantas belíssimas. Ela fala de como generalizamos as coisas e também sobre valores, ao menos é assim que a compreendo. Achei que caberia bem.

FP – Você faz parte de uma das cenas mais interessantes dos últimos anos, que é a cena de artistas paulista(nos) como Tiê, Marcelo Jeneci, Céu, Ana Cañas… Queria que falasse um pouco sobre isso.

AB – Fico feliz em ver tantos artistas assumindo a sua identidade e trazendo novas propostas. Fazer parte dessa cena tão rica em sonoridades é um privilégio.


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