Melodrama é tema de nova edição do Cinema no Palacete – Cabine Cultural
Agenda

Melodrama é tema de nova edição do Cinema no Palacete

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Longe do Paraiso

O Projeto Cinema no Palacete acaba de divulgar sua programação do mês de Outubro. O tema é Melodrama no Cinema. A entrada é gratuita e o Palacete das Artes fica na Rua da Graça, 284, Salvador, Bahia. A Mostra tem apoio da Vintage Vídeos, nossa parceira.

O TEMA
O melodrama como gênero surgiu no século XVII, na ópera, teatro, teatro-circo e na literatura, principalmente no chamado folhetim. O termo foi utilizado de diversas maneiras em diferentes formas de linguagens artísticas.

No final do século XIX, o gênero foi considerado exagerado e artificial pelas novas tendências estéticas que surgiam, principalmente pelo naturalismo, adquirindo um valor negativo ao seu significado, pela utilização de recursos de apelo fácil, segundo seus detratores.

Nas duas primeiras décadas do século XX, os filmes de ação e aventura eram chamados de melodrama e faziam muito sucesso, tendo sido influenciados pelo teatro popular e do vaudeville. Já a partir da segunda metade do século passado, os filmes dirigidos a um público feminino passaram a ser chamados também de melodrama.

Tudo Que o Céu Permite

A partir de então, inúmeros diretores lançaram mão do gênero para realizar suas produções.  Frank Borzage, nos anos 1930, as produções mexicanas nos anos de 1940 e ainda produções europeias, com filmes de grande sucesso popular.

Muitos destes diretores foram subestimados pela crítica, mas reconhecidos como grandes diretores anos ou décadas depois. Podemos citar como exemplo, os diretores naturalizados americanos, mas de origem estrangeira: Douglas Sirk, John Stahl e Max Ophuls, cujas obras mais significativas, farão parte desta pequena mostra. Novos diretores declararam a influência destes mestres na conceituação dos seus trabalhos, a exemplo de Werner Reiner Fassbinder, Pedro Almodóvar ou Todd Haynes, só para citar alguns.

PROGRAMAÇÃO

Leave Her To Heaven

Dia 9 (quarta feira) às 17 horas e REPRISE  Dia 11 (sexta feira) às 17 horas

AMAR FOI A MINHA RUÍNA  (Leave Her To Heaven) Direção: John Sthal , 1945 – Duração: 110 minutos – Em cores. Elenco: Cornel Wilde, Gene Tierney, Vincent Price e Jeanne Crain. SINOPSE –  A bela Ellen Harland (Gene Tierney) é noiva do influente político Russell Quinton (Vincent Price). Mesmo assim, sente-se atraída pelo jovem Richard (Cornel Wilde) no momento em que o conhece e o seduz, para poucos dias depois casar-se com ele. Não demora muito e Richard descobre, a partir de relatos da irmã (Jeanne Crain) e da mãe (Mary Philips), que o egoísmo e o amor possessivo de Ellen arruinaram a vida de outras pessoas. Indicado a quatro Oscars, levou a estatueta de melhor fotografia.

Dia 16 (quarta feira) às 17 horas  e  REPRISE  Dia 18 (sexta feira) às 17 horas

CARTAS A UMA DESCONHECIDA (Letter From an Unknown Woman) Direção: Max Ophüls , 1948 – Duração: 86 minutos – Preto e Branco Elenco: Joan Fontaine e Louis Jourdan. Roteiro: Stephan Zweig. SINOPSE – Viena, início do século XX. O famoso pianista Stephan Brand se hospeda num hotel, onde recebe uma carta de uma mulher desconhecida. Ao lê-la, relembra de Lisa, uma mulher jovem e tímida que quando  adulta, se entrega a ele. Logo em seguida, o músico parte em turnê sem saber que a havia engravidado. Baseado na obra do famoso escritor Stephan Zweig.

Dia 23 (quarta feira) às 17 horas e  REPRISE  Dia 25 (sexta feira) às 17 horas

TUDO QUE O CÉU PERMITE (All That Heaven Allows). Direção: Douglas Sirk, 1955 – Duração: 89 minutos – Colorido. Elenco: Jane Wyman, Rock Hudson e Agnes Moorehead. SINOPSE – Tudo que o Céu Permite é um dos grandes melodramas do mestre Douglas Sirk (Palavras ao Vento). Uma viúva passa a ter uma estória de amor com o seu jardineiro, o que provoca o repúdio de uma cidadezinha puritana nos Estados Unidos da América. Hoje, considerado uma obra prima e um  cult-movie, fez com que o cineasta R. W. Fassbinder fizesse uma nova versão á sua maneira (O Medo Corrói a Alma) e inspirasse Todd Haynes  no seu “Longe do Paraíso”.

Letter From an Unknown Woman

Dia 30 (quarta feira) às 17 horas  e  REPRISE:  Dia 1º de novembro (sexta feira) às 17 horas

LONGE DO PARAÍSO (Far From Heaven) Direção: Todd Hynes , 2003 – Duração: 107 minutos – Colorido. Elenco: Julianne Moore, Dennis Quaid. SINOPSE – Hartford, Connecticut, 1957. Cathy Whitaker (Julianne Moore) é uma dona de casa que leva uma vida aparentemente perfeita, pois tem filhos, um dedicado marido, Frank (Dennis Quaid), e a possibilidade de ascensão social. Mas um dia tudo cai por terra quando Cathy, ao ir ao escritório de Frank, o vê beijando outro homem. Abalada, Cathy busca conforto junto a Raymond Deagan (Dennis Haysbert), um jardineiro negro. A aproximação dos dois causa desconfiança junto a vizinhança, que não vê com bons olhos o relacionamento entre uma mulher branca e um homem negro. Surge então entre Cathy e Raymond uma forte paixão platônica. Inspirado, nos melodramas de Douglas Sirk, sobretudo em “Tudo Que O Céu Permite”, não só na estética visual, embora abordando aspectos que seriam proibidos pela então censura dos anos 1950 do cinema hollywoodiano. Indicado a vários prêmios.


  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe uma resposta