Battlestar Galactica e as séries de ficção científica
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Battlestar Galactica e as séries de Sci-Fi

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Fringe

Semanas atrás assisti finalmente os últimos episódios de Battlestar Galactica, simplesmente a melhor série de ficção científica já produzida pela tv americana. A série, ao longo de quatro ótimas temporadas, apresentou uma história que possuía um fio condutor bem visível (a guerra dos humanos com os Cylons), e também abordou vários outros temas, como política e religião. Essa perspectiva mais abrangente inclusive foi o fator determinante para ela ser hoje considerada uma obra-prima dos seriados.

A trama da versão mais recente (a que eu assisti) mostra a viagem de um grupo de sobreviventes de uma hecatombe nuclear às Doze Colônias onde os humanos habitavam. Em busca de um novo lar chamado Terra, eles são perseguidos pelos Cylons, máquinas inteligentes criadas pelos próprios humanos e que se rebelaram. Os Cylons com o tempo adquiriram a habilidade de criar cópias humanoides, que então se infiltram entre os refugiados, fazendo a narrativa ficar ainda mais tensa e ágil. Desde a abertura, uma das mais sensacionais já criadas, percebemos o quão boa é a história. Bons personagens, ótimas atuações, um roteiro muito inteligente, que dificilmente deixava furos na história. Além disso, a série contava com uma excelente equipe técnica, e ai vale destaque para os efeitos especiais, primordial para uma série de ficção científica se sobressair perante as demais.

Com o desfecho de Battlestar Galactica, fui buscar no meu acervo de séries já vistas, outras ficções científicas memoráveis. Não foi um trabalho muito fácil, já que as mais clássicas (Doctor Who, Star Trek e até mesmo Arquivo X) eu ainda não assisti completamente. Das restantes, algumas eu não considero exatamente uma ficção científica. Lost, por exemplo, que volta e meia entra em listas do gênero, está mais para um seriado de drama com elementos científicos, elementos estes que por sinal foram deixadas um pouco de lado em sua última temporada.

Das que restaram, destaco duas. Fringe é a mais recente e uma das mais inteligentes. Seu início me trouxe logo lembranças de Lost (queda de um avião no seu episódio piloto dá nisso) misturadas com Arquivo X (uma dupla de investigadores do FBI investigando acontecimentos estranhos). Porém nada melhor que o tempo para fazer a série adquirir musculatura própria e assim construir sua mitologia, original e bastante satisfatória. Fringe, ao longo de suas temporadas, me presenteou com alguns dos melhores episódios desta última década. Casos bizarros, clima aterrorizante, atmosfera sombria, essa era a tríade que fazia da série uma experiência única. Quem ainda não viu, corram, que sem dúvida alguma vale a pena.

Outra que indico é Dollhouse, criada pelo roteirista e diretor Joss Whedon. Na história, a belíssima Eliza Dushku interpreta Echo, membro de um grupo de pessoas conhecidas como bonecas. As bonecas são pessoas cujas personalidades e existências no mundo foram limpas para serem impressas com qualquer número de pessoas novas. A série, complicada demais para os americanos, foi cancelada logo em sua segunda temporada por falta de público. De fato, num primeiro momento é necessário um pouco de atenção para adentrar no universo da série, mas assim que você consegue, a diversão é mais que garantida. Joss Whedon, com Dollhouse, Firefly e Os Vingadores, já pode ser considerado um ídolo dos geeks.


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