Cinefacom exibe filmes restaurados de Alexandre Robatto – Cabine Cultural
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Cinefacom exibe filmes restaurados de Alexandre Robatto

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Vadiação

Hoje (30), o CineFacom – Mostra Audiovisual dos Estudantes da UFBA – promove uma mostra especial com dois curtas-metragens do cineasta baiano Alexandre Robatto, Entre o mar e o tendal (1953) e Vadiação (1954). Os curtas foram restaurados pelo cineasta e estudioso da obra de Robatto, Petrus Pires, também diretor do documentário Os filmes que não fiz (2013), que será exibido na mostra. A sessão acontecerá no auditório da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), às 19 horas. Ao final da mostra, a atriz e escritora Sônia Robatto, o cineasta Petrus Pires e a coordenadora da Sala de Arte da UFBa, Bete Barbosa, participarão de um debate sobre os filmes exibidos.

ALEXANDRE ROBATTO
O cineasta Alexandre Robatto Filho nasceu em 1908, em Salvador. Filho do emblemático Alexandre Robatto, formou-se em odontologia, mas foi em 1930 que o futuro cineasta, considerado um dos pioneiros do cinema baiano, iniciaria suas atividades com o cinema. Considerado o primeiro cineasta da Bahia, autor profícuo, Robatto produziu mais de 25 títulos. Alexandre Robatto era também poeta, escritor, pintor e fotógrafo.

PETRUS PIRES
Filho do diretor do primeiro longa-metragem rodado na Bahia, Roberto Pires, o cineasta Petrus Pires nasceu em 1981, ano da morte de Alexandre Robatto. A um convite da filha de Robatto, Sônia Robatto, Petrus inicou um processo de restauração dos filmes deste cineasta, o que refletiu também na realização do documentário Os filmes que eu não fiz.

Os Filmes que eu não fiz

FILMES
Entre o mar e o tendal | Alexandre Robatto | DOC, 1953, 22´

Sinopse: “A pesca do xaréu nas praias de Chega Nego e Carimbamba: Farol da Praia de Itapuã, armação de redes, os atadores e os mergulhadores, jangadas, o mestre de terra e o mestre de rede, coleta dos peixes e o transporte para o tendal”.

Vadiação | Alexandre Robatto | DOC, 1954, 9′
Sinopse: Alguns homens tocam berimbaus e pandeiros e cantam. Outros se revezam no jogo da capoeira, varias pessoas assistem. Capoeiristas da nata da capoeira baiana, como: Traíra, Curió, Nagé, Bimba, Waldemar, Caiçara, Crispim, Bugalho.

Os Filmes que Não Fiz | Petrus Pires | DOC, 2013, 26′
Sinopse: Pelas lentes de Robatto foram captadas as mais antigas imagens audiovisuais até hoje preservadas, de uma Bahia provinciana : familiar e de grandes desfiles populares, seja para aclamar a Miss Brasil ou a memória de Ruy Babosa. Registrou ainda uma Bahia negra e litorânea. A partir da convivência com Jorge Amado, Mario Cravo Junior e Carybé, ele lança um olhar inédito sobre a capoeira, a pesca de xaréu, as danças e outras atividades, até então vistas apenas com preconceito. Neste filme, os detalhes sobre as principais obras, muitas inéditas e recentemente restauradas, a obstinação técnica e estética de Alexandre Robatto, com depoimentos de pesquisadores, familiares e amigos como Sonia Robatto, Mario Cravo Junior, Nancy Carybé, Lia Robatto e Silvio Robatto. Alexandre Robatto Filh o deixou sua gente, sua época e a perspectiva de futuro nos filmes que fez. Mas deixou também a inquietação por fazer mais. Era na beleza do que não pôde captar que Robatto queria ser lembrado : nos filmes que não fez.

SERVIÇO
CineFacom exibe filmes restaurados de Alexandre Robatto
30 de outubro de 2013, quarta-feira 19 horas
Auditório da Faculdade de Comunicação (FACOM UFBa)


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