Cinema no Palacete apresenta um Breve Olhar Sobre O Cinema Baiano – Cabine Cultural
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Cinema no Palacete apresenta um Breve Olhar Sobre O Cinema Baiano

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O Homem que Não Dormia

O Cinema Baiano, assim como é chamado o conjunto de filmes produzidos e realizados na Bahia, seja por baianos ou não, tem ao longo do tempo, apesar de todas as dificuldades que implica fazer cinema, uma produção significativa. Se não quantitativa, pelo menos qualitativa, com direito a prêmios em festivais de cinema e críticas elogiosas. Desde os pioneiros como Roberto Pires e Glauber Rocha, passando por André Luiz de Oliveira, Edgard Navarro, Póla Ribeiro, José Araripe Jr., Fernando Belens, Sérgio Machado, até o surgimento de uma nova geração de realizadores de muita garra e força criativa, o “Cinema Baiano” não abre mão da força telúrica que emana da “terra dos orixás” e que se mostra também em outras linguagens artísticas.

O Cinema no Palacete pretende fazer uma pequena, mas significativa homenagem a estes que apesar da contra corrente, teimam em “esculpir o tempo” como diria o grande cineasta russo Andrei Tarkovski. Confira a programação:

Esses Moços

Dia 21 (quinta feira) às 17 horas
Eu Me Lembro
Diretor: Edgard Navarro Elenco: Lucas Valadares, Arly Arnaud, Fernando Neves e João Miguel. Produção: Moisés Augusto, Sylvia Abreu Roteiro: Edgard Navarro Fotografia: Hamilton Oliveira Trilha Sonora: Tuzé de Abreu Duração: 108 min. Ano: 2005 Gênero: Drama. Sinopse: O filme acompanha o crescimento de Guiga, nascido na cidade de Salvador, numa época provinciana, no meio do século XX. No contato com a mãe, Aurora, ele descobre a sexualidade e seus limites. Com o pai, o austero e puritano Guilherme, viverá muitos conflitos. O garoto cresce movido pela culpa católica e chega a vida adulta enfrentando conflitos internos, como a negação do pai, e externos, como a ditadura militar.

Após a Sessão, haverá um Coquetel de Lançamento do Dvd do Novo Filme do Diretor Edgard Navarro, O Homem Que Não Dormia. COQUETEL: das 19 às 21 horas

Álbum de Familia

Dia 22 (sexta feira) às 17 horas
Redenção

Considerado o primeiro filme baiano de longa metragem. Diretor: Roberto Pires Elenco: Geraldo Del Rey, Maria Caldas, Milton Gaúcho, Oscar Santana, Fred Junior e Braga Neto Produção: Roteiro: Roberto Pires Fotografia: Hélio Silva/Oscar Santana Trilha Sonora: Alexandre Gnatalli Duração: 62 min. Ano:1959 Gênero: Policial Sinopse: Se Redenção é uma tentativa um tanto tosca de thriller, tem, porém, a dimensão do pioneirismo. É a partir do filme que vários cineastas baianos ficaram convencidos de que o fazer cinema na Bahia podia ser uma realidade. Inclusive Glauber Rocha, que, durante as filmagens, fizera algumas críticas pelos jornais e pelas emissoras de rádio, considerando a temática superficial de ouvir dizer, quando Redenção bateu na tela do Guarany (foi lançado simultaneamente com o cinema Tupy), e constatando a afluência impressionante do público, Glauber exultou. Redenção, portanto, funcionou como uma espécie de mola propulsora para o surgimento do Ciclo Baiano de Cinema. (André Setaro). Um homem misterioso é hospedado em uma casa onde moram dois amigos. Quando eles ficam sabendo de um louco que fugiu do hospício, passam a suspeitar de seu visitante. Primeiro filme baiano.

Dia 27 (quarta feira) às 17 horas
Álbum de Família

Diretor: Wallace Nogueira Elenco: Heraldo Lima Silva, Produção: Vogal Imagem/Marcelo Matos de Oliveira Roteiro: Wallace Nogueira e Diego Haase Fotografia: Wallace Nogueira Duração: 52’/62’ Ano: 2009 Gênero: Documentário Sinopse: Após vários anos distante de seu pai, depois de sua família ser diluída, o autor do documentário parte em uma jornada pelo interior da Bahia, junto de seu pai, em busca de um álbum de fotos da família perdido em uma antiga fazenda. A bordo de um carro pela Chapada Diamantina, pai e filho aproximam-se de suas memórias e do sentido de um para o outro. Belo trabalho premiado, que sensibilizará a todos.

O Homem que Não Dormia

Dia 29 (sexta feira) às 17 horas
Esses Moços

Diretor: José Araripe Jr. Elenco: Chaeind Santos, Flaviana Silva,  Inaldo Santana e João Miguel Produção: Moisés Augusto, Sylvia Abreu Roteiro: Hilton Lacerda, José Araripe Jr.,Ricardo Soares e Victor Mascarenhas Fotografia: Hamilton Oliveira Trilha Sonora: Beto Neves Duração: 84 min. Ano: 2004 Gênero: Drama. Sinopse: Darlene e Daiana, duas irmãs que tentam sobreviver pedindo esmolas nos semáforos soteropolitanos, se mostram duas personagens bem construídas, vivas, críveis, espertas, sem as armadilhas e os desgastados clichês que o tema “crianças de rua” geralmente proporciona. Logo elas conhecem Diomedes (Inaldo Santana), um velho com ar de perdido na vida, portador de um par de óculos escuros e redondos, geralmente associados aos cegos. Mas Diomedes vê e as meninas enxergam nele a possibilidade de faturarem mais esmolas. Está formado um trio errante que sai sem rumo pela cidade em busca de parcos trocados que garantam alguma sobrevivência. Em trinca, Darlene, Daiana e Diomedes são mais fortes para segurar a barra da exclusão social e da violência urbana. Continuarão eternamente pobres, mas a solidão passa a ser opcional. Um belo filme, cujo tratamento delicado e pincelado por belas cores sutis faz emocionar o público.


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