O Ataque, de Roland Emmerich
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O Ataque, de Roland Emmerich

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O Ataque

O Ataque

O Ataque, mais recente filme do diretor Roland Emmerich, possui alguns dos elementos que o tradicional espectador americano ama muito ver nas telonas: explosões aos bocados, um protagonista sarado que salvará o dia, uma heroína bem comum para os padrões americanos (no caso uma criança) e um final feliz, com a vitória do espírito democrático dos Estados Unidos.

Mas vamos adentrar um pouco mais no filme para ver isso direito. Falando da história, o filme tem início com a chegada do presidente americano Sawyer (Jamie Foxx) à Casa Branca, depois de um bombástico pronunciamento na sede das Nações Unidas. Por conta desse discurso, importantes membros do governo são convocados para debater a repercussão da retirada de tropas do Oriente Médio. Entre eles o vice-presidente Hammond (Michael Murphy), e o líder do Congresso Raphaelson (Richard Jenkins), que segue para o capitólio com seu segurança, Cale (Channing Tatum).

Depois de uma entrevista de emprego com Carol Finnerty (a bela Maggie Gyllenhaal), chefe da segurança pessoal do presidente, Cale leva a filha, Emily (Joey King), para uma visita à Casa Branca. Pouco depois da festa de despedida de Walker (James Woods), chefe do Serviço Secreto, ocorrem ataques sincronizados na White House e também no Capitólio.

A história é essa, e por sinal, é uma das premissas mais usadas pelo cinema americano. Mas se é tão clichê, porque esse tipo de filme continua fazendo sucesso? Bem, porque, cá entre nós, algumas dessas bobagens grandiosas que o cinema americano adora produzir são divertidas até demais. E O Ataque não foge à regra.

Desde as frases de efeito absolutamente sem noção e divertidas, passando pelos efeitos especiais, que são realmente muito interessantes e bem produzidos, chegando àquelas situações absurdas, de um personagem praticamente sozinho destruir quase que um exército completo de vilãos (olá Rambo)… Tudo isso faz de O Ataque aquele típico filme que dá vontade de ver em um telão com sua turma de amigos, podendo conversar à vontade, já que o som das explosões e dos tiros – a cada instante da narrativa – vai acabar abafando suas vozes.

Fica o destaque inicial para Channing Tatum, que filme após filme vem conquistando os corações das americanas e hoje talvez já possa ser considerado o grande galã de Hollywood. Suas atuações não são comprometedoras, mas ele ainda está longe de ter o mesmo respeito de um Tom Hanks, um Jamie Foxx ou até mesmo um Brad Pitt.

Já Jamie Foxx não agrega em nada à sua carreira aqui, mas evidente que o seu cachê, milionário, foi um dos motivos para ele ter aceitado o convite para estrelar o filme. E seu papel, um presidente negro, chega em um dos momentos mais oportunos para o contexto político americano. Já vimos presidentes negros em filmes da década de 90, ou em séries de TV (a primeira temporada de 24 Horas), mas aqui o presidente negro chega no momento em que realmente um negro governa a mais poderosa nação do planeta.

Entre erros e acertos, O Ataque acaba sendo uma boa pedida para se ver em grupo, com os amigos, ou então para refrescar um pouco a mente. O filme diverte e não é de forma alguma nociva ao ser humano..


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