The Crazy Ones: comédia americana aposta no mundo da publicidade
Televisão

The Crazy Ones: comédia americana aposta no mundo da publicidade

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The Crazy Ones – Divulgação

O mundo da publicidade já foi bastante retratado no mundo das séries de TV. Algumas destas séries foram verdadeiros fiascos, como a finada e pouco lembrada Trust Me, e outras, como Mad Man (uma jóia rara), entraram definitivamente para a história da televisão, sendo um dos maiores ganhadores da história recente do Emmy (o Oscar da televisão).

Ainda não sabemos com muita certeza em que grupo The Crazy Ones, nova aposta da CBS para este assunto, irá se enquadrar, mas pelo menos se levarmos em consideração somente os dez primeiros episódios da temporada inicial, a tendência é um meio termo, não podendo ser considerada nem um fiasco total, nem algo genial.

Ambientada na cidade de Chicago, a série segue a vida das pessoas que trabalham na agência publicitária Roberts & Roberts, Liderada pelo excêntrico Simon Roberts (interpretado pelo mega talentoso, mas as vezes chato, Robin Williams), um imprevisível, genial e bem sucedido publicitário e sua única filha Sydney Roberts (papel da sempre linda Sarah Michelle Gellar), que é a parte racional da dupla. Apesar de serem opostos (e talvez justamente por isso), eles são capazes de criar maneiras das mais incomuns para conseguir e para manter clientes.

O bacana da série é a ousadia – não exatamente narrativa – de a todo o momento levar o mundo real da publicidade para os episódios. Logo no piloto, por exemplo, temos a super estrela da música Kelly Clarkson sendo ela mesma numa tentativa da agência em fazê-la cantar um jingle publicitário. Alguns episódios depois vimos as belas da Victoria Secret (capitaneadas pela exuberante Adriana Lima) participarem como clientes da agência em uma história bem bolada.

Além disto, o elenco secundário foi muito bem escolhido e todos os três principais funcionários da agência – Zach Cropper (Redator), Andrew (Diretor de Arte) e Lauren Slotsky (secretária faz tudo) – são peças-chaves para a série dar certo.

The Crazy Ones

A parte que a série deve trabalhar melhor diz respeito aos exageros de Robin Williams. A linha que separa uma cena muito engraçada de uma cena chata é bem frágil e em todo o momento seu personagem fica caminhando pela fronteira que separa uma da outra. Sabemos que Robin é talentoso como poucos, mas mesmo assim, se seus exageros não forem controlados, a série tem tudo para ficar irritante com o tempo.

Além disto, há muitas situações – e personagens – previsíveis, clichês, sabemos que clicherizar um ambiente narrativo é comum nas séries americanas (vide os hospitais das séries médicas, os tribunais das séries jurídicas, as delegacias das séries policiais…), mas sempre tem um limite, e por algumas vezes The Crazy Ones fica ali, pertinho deste limite.

Mas por enquanto tanto o mundo publicitário quanto o público no geral pode ficar um pouco mais tranquilo, pois as qualidades da série se sobressaem bastante em relação aos possíveis futuros defeitos. A audiência que ainda não caiu de amores pela série, o que acaba sendo um mau sinal, ao menos nas negociações sobre renovação da temporada. Mas ainda assim é um bom entretenimento para os que gostam de uma comédia de 20 minutos, ágil e engraçada.


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