Noé, de Darren Aronofsky
Cinema

Noé, de Darren Aronofsky

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Noé filme

Com uma história bíblica, o filme Noé, do diretor Darren Aronofsky (Cisne Negro/ 2011; O Lutador/ 2008), tem um público certeiro de bilheteria. Uns vão para reconhecer e conferir fatos religiosos, outros por curiosidade, ou de acordo com o trailer, um filme de ação e magnitude.

De forma simplificada, pois através da Bíblia sabemos o conteúdo desta grandiosa história, Noé foi escolhido por Deus para construir uma arca que nela abrigasse um par de todas as espécies de animais e somente sua família iria na arca, pois haveria um dilúvio que destruiria a Terra e toda a humanidade.

O filme começa antes de Noé, “No inicio, não havia Nada” e tem muita beleza e criatividade neste momento, mostrando como Deus fez o mundo em 7 dias. Mas depois se perde em uma mistura épica e de aventura, através da grande força bíblica. Tem controvérsias como o tempo em que Noé construiu a arca,  a própria visão de Noé, os anjos guardiões que são transformados em seres de pedra através de computação gráfica, quantos animais e seres humanos vão na arca, a aliança de Tubalcaim (Ray Winstone) com um dos filhos de Noé, e por aí vai. Mas independente de religião, Noé é um filme que tem suas qualidades e conta uma história de Fé e Crença religiosa.

No elenco grandes atores como Russel Crowe interpretando Noé, Jennifer Connely no papel de Naameh, esposa de Noé; Emma Watson como Ila, a menina salva por Noé e que se apaixona por seu filho, Shem (Douglas Booth); Anthony Hopkins como Matusalém. Em geral com boas atuações, mas nada de excepcional.

Desaconselhável assistir em 3D, uma grande decepção, os efeitos visuais neste nível ficam muito a desejar em qualidade, mas a fotografia do filme é bonita.

Um filme com erros e acertos, com um roteiro que se perde em alguns momentos, nos abstrai do verdadeiro sentido da história bíblica, recheado de tramas paralelas e fantasiosas, como os anjos que viram seres de pedra, verdadeiros transformers, e a menina Ila, que se apaixona por Shem, filho de Noé.

Um diretor ousado no tema proposto, um filme épico com altos e baixos, mas que de alguma forma nos leva à reflexão sobre este personagem e esta passagem bíblica tão forte.  Que fala da força dos nossos desejos e crença, da fé dos homens em seu Criador, de justiça divina, do amor ao próximo e à família, e do papel do ser humano perante as injustiças sociais, a violência, a ganância  que leva à destruição do planeta.

Marcia Amado Bessa é enfermeira e escreve para o ótimo blog parceiro CineAmado


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