Cinema: Yves Saint-Laurent
Cinema

Cinema: Yves Saint-Laurent

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Yves Saint-Laurent

Nada é mais belo do que um corpo nu. A roupa mais bela que pode vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Mas, para aquelas que não tiveram a sorte de encontrar esta felicidade, eu estou lá. – YSL.

Se tem um filme que expressa elegância e beleza, este é Yves Saint-Laurent. Do diretor Jalil Lespert, um drama francês com a cinebiografia do renomado estilista Yves Saint-Laurent que modernizou a alta costura e sofisticou o prêt-à-porter, falecido em 2008 aos 71 anos de idade, vítima de um câncer cerebral.

Com narração de Pierre Bergé (Guillaume Gallienne), seu fiel companheiro por 20 anos, conta a carreira do gênio da alta costura Yves Saint-Laurent (Pierre Niney), que nasceu na Argélia e desde jovem já tinha inclinação para a moda e antes dos 18 anos foi trabalhar no atelier de Christian Dior. Com a morte do seu mentor Dior em 1957, o jovem Yves assumiu a Maison Dior aos 21 anos, com o desafio de salvar o negócio da ruína financeira, realizando um desfile que foi um sucesso e o tornou conhecido no mundo inteiro.

Em parceria com o empresário Pierre Bergé (juntos no amor e no trabalho), decidem lançar a própria grife YSL, com grande sucesso e tornando-se um dos maiores estilistas inovadores da alta costura.

Com uma vida conturbada, Yves cria uma dependência com o álcool e as drogas, frequentador de ambientes promíscuos e com vários amantes. Mas seu companheiro e administrador financeiro Bergé está sempre por perto para acolhê-lo e ajudar, como um porto seguro na instabilidade emocional de Yves. Mas a relação dos dois também era pautado em brigas, reconciliações, traições, aventuras, viagens, e no trabalho um complementava o outro, Yves na criação da moda e Pierre como administrador.

O ator Pierre Niney incorpora de forma memorável a timidez e os trejeitos deste estilista genial, e o ator Guillaume Gallienne no papel de Pierre Bergé faz uma dupla que se destaca neste filme. A atriz Charlotte Le Bon interpreta a modelo Victoire Doutreleau que por muitos anos foi a musa do estilista Yves S. Laurent.

Com figurino e direção de arte excelente, apenas o roteiro deixa um pouco a desejar, gerando lacunas para quem assiste ao filme. Na vida real Pierre Bergé deu acesso ao estúdio e à casa que eles moraram, dando veracidade e tornando-se  interessante para o espectador.

YSL revolucionou o mundo da moda e tornou-se um ícone, e o grande desfile de 1976 é transposto para a tela de forma exuberante, com lindos e inovadores modelos. “A moda passa; o estilo é eterno”, palavras do grande YSL, como referência ao seu estilo criativo e ousado.

¨Nada é mais belo do que um corpo nu. A roupa mais bela que pode vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Mas, para aquelas que não tiveram a sorte de encontrar esta felicidade, eu estou lá¨. – YSL.

Marcia Amado Bessa é enfermeira e escreve para o ótimo blog parceiro CineAmado


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