Bienal de Arte da Bahia apresenta Ciclo Agnès Varda
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Bienal de Arte da Bahia apresenta Ciclo Agnès Varda

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Cléo das 5 às 7 filme

A mostra acontece na Sala Walter da Silveira entre os dias 25 e 29 de julho com entrada gratuita

A Sala Walter da Silveira, através da Bienal de Arte da Bahia 2014 apresenta o Ciclo Agnès Varda, com obras desta importante cineasta radicada na França, mas belga de nascimento. Entre as obras exibidas estão os clássicos Cléo das 5 às 7 e Uma canta, a outra não, além de curtas, documentários e mais trabalhos de Agnès.

Agnès Varda é notabilizada pelas suas fotografias, filmes e instalações que abordam questões referentes à realidade no documentário, ao feminismo e ao comentário social. Tais temas são comumente tratados através de um estilo que dialoga bastante com a experimentação.

Uma grande oportunidade para o cinéfilo soteropolitano conhecer mais o trabalho desta relevante cineasta. Confira a programação completa e se agende.

Dia 25/07
19h
Cléo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7, 1962)
90 minutos
Corinne Marchand, Antoine Bourseiller e Dominique Davray.
História: Cléo, uma bela cantora, espera o resultado de seus exames médicos. Da superstição ao medo, da frivolidade à angustia, de sua casa ao Parque Montsouris, Cléo vive 90 minutos únicos.

Dia 26/07
17h
Uma canta, a outra não (L’une Chante, L’autre Pas, França 1976)
Ali Raffi, Francis Lemaire, François Wertheimer, Jean-Pierre Pellegrin e Robert Dadies.
120 minutos.
História: duas jovens vivem em Paris em 1962: Pauline, 17 anos, é estudante e sonha em largar sua família para virar cantora. Suzanne, 22 anos, ocupa-se de seus dois filhos. Elas se separam e, cada uma de sua parte, continuam sua batalha diária. Elas se reencontram dez anos depois, numa manifestação. Suzanne trabalha num escritório de planejamento familiar e Pauline tornou-se cantora. O destino irá uni-las novamente mais tarde, em 1976, quando elas já terão experimentado a frase de Simone de Beauvoir que conclui os créditos do filme: Mulher não se nasce, torna-se.

19h
Programa de Curtas 1
Oh, Estações! Oh, Castelos! (Ô saisons Ô chateaux!, França, 1957)
22 minutos.
História: passeio pelos castelos do vale do Loire, apresentados em ordem cronológica (de construção), com comentários incluindo poemas do século XVI e reflexões de seus jardineiros.

Prazer Amoroso no Irã (Plaisir D’Amour en Iran, França, 1976).
Ali Raffi, Thérèse Liotard e Valerie Mairesse.
6 minutos
História: como falar de amor levando o olhar em direção às mesquitas, ou falar de arquitetura no buraco do travesseiro? Este curta-metragem é uma variação sobre as reviravoltas amorosas de Pomme e Ali Darius. Mas pode ser também o delírio de qualquer casal apaixonado, em lugares tão perfeitos quanto a Mesquita do Rei, em Ispahan, ponto de convergência entre arte sacra e arte profana. Curta-metragem produzido como complemento ao longa Uma canta, a outra não.

Do Lado da Riviera (Du Côté de la Côte,França, 1958)
24 minutos.
História: visita turística e documentária ao longo da Riviera Francesa, enfatizando o exotismo, as cores do turismo, do carnaval e do paraíso: com uma ilha e guarda-sóis que se fecham no final, ao som de uma bela canção de Delerue

Tio Yanco (Oncle Yanco , França, 1967)
22 minutos.
História: “É um retrato-reportagem do pintor Jean Varda, meu tio. Na periferia aquática de São Francisco, centro intelectual e coração da boêmia, ele navega com velas latinas e pinta cidades celestes e bizantinas, pois é grego. No entanto, ele é muito ligado ao movimento jovem americano, e recebe hippies na sua casa-barco. Sobre como eu descobri o ‘meu tio da América’ e o quão maravilhoso ele é, é o que mostra este curta-metragem em cores.” (Agnès Varda).

Os Panteras Negras (Black Panthers, França, 1968)
28 minutos.
História: no verão de 68, os Panteras Negras, de Oakland (Califórnia), organizaram vários debates de conscientização em torno do processo de um de seus líderes, Huey Newton. Eles queriam – e conseguiram – chamar a atenção dos americanos e mobilizar as consciências negras, durante esse processo político. Neste sentido, deve-se realmente datar este documento: 1968.

Resposta de Mulheres (Réponse de Femmes, França, 1975)
Duração: 8 minutos.
História: “A pergunta ‘O que é ser uma mulher?’ foi proposta pelo segundo canal de televisão francês a várias mulheres cineastas. Este cine-panfleto é uma das respostas possíveis, no que diz respeito ao corpo das mulheres – nosso corpo –, do qual se fala tão pouco quando se fala da condição feminina. Nosso corpo-objeto, nosso corpo-tabu, nosso corpo com ou sem seus filhos, nosso sexo, etc. Como viver nosso corpo? Nosso sexo, como vivê-lo?” (Agnès Varda).

Dia 27/07
17h
Os catadores e eu (Les Glaneurs et la Glaneuse, França, 2000)
Agnès Varda, Bodan Litnanski e François Wertheimer
82 minutos.
História: por toda a França, Agnès Varda encontra catadores e catadoras, respigadores e recuperadores. Por necessidade, acaso ou escolha, eles entram em contato com os restos dos outros. A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos respigadores, aqueles que vivem da recuperação de coisas (detritos, sobras) que os outros não querem ou deixam para trás. A catadora, nesse sentido, é a própria Agnès Varda, que experimentando pela primeira vez uma pequena câmara digital, se quer assumir como uma “recuperadora” das imagens que os outros não querem ver nem fazer, e que portanto deixam para trás (“le filmage est aussi glanage”). Um filme lúcido e livre, mediado pelas “mãos que envelhecem” da própria cineasta.

Dia 28/07
19h
Programa de curtas 2
Ydessa, Ursos e Etc… (Ydessa, lês ours et etc…, França, 2004)
43 minutos
História: a exposição Os Vivos, os Ursos e Etc., da artista plástica Ydessa Hendeles, impressionou de tal maneira a cineasta belga Agnès Varda, que ela viajou a Toronto especialmente para entrevistar Ydessa, filha de sobreviventes do Holocausto e dona de uma curiosa coleção de fotos

Ulisses (Ulysse, França, 1982)
21 minutos
História: de frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.

Saudações, cubanos! (Salut les cubains, França, 1962)
28 minutos
História: Agnès Varda traz de Cuba mil e oitocentas fotos em preto e branco, e faz com elas um documentário didático e divertido. Fidel e os músicos, socialismo e chá-chá-chá. Pomba de Prata no Festival de Leipzig. Medalha de Bronze na 15a Mostra Internacional do Filme Documentário de Veneza 1964

Um minuto para uma imagem (Une minute pour une image, França, 1983)
19 minutos
História: minissérie de 170 mini-filmes. Um comentário de um minuto em cada fotografia, com voz anônima. Só ao final descobrimos os nomes dos fotógrafos, anônimos ou famosos, e os nomes dos comentaristas. Neste DVD, em que Agnès comenta sobre seus curtas, foram eleitos 14 entre os 170 programas. “Um minuto para uma imagem”, como ela mesma comenta.

Dia 29/07
19h
Programa de curtas 3
As Tais Cariátides (Les Dites Cariatides (França, 1984).
13 minutos.
História: de frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.

A Ópera-Mouffe (L’Opéra- Mouffe (França, 1958).
16 minutos
História: a Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. É um documentário subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue.

Elsa, a rosa (Elsa la Rose (França, 1965).
20 minutos
História: Imagens e poemas em torno de um célebre casal: Louis Aragon e Elsa Triolet. A juventude de Elsa é contada por Aragon e comentada por Elsa

O Leão Volátil (Le Lion Volatil,França, 2003)
David Deciron, Grasser-Hermé, Julie Depardieu e Valérie Donzelli.
12 minutos.
História: curta aventura em torno de uma estátua de leão entre Clarisse, aprendiz de vidente, e Lazare, funcionário das Catacumbas de Paris. Prêmio do Público de Melhor Curta-metragem no Festival de Films de Femmes de Créteil 2004. Seleção oficial dos Festivais de Veneza, Chicago, Viena 2003 e de Berlim 2004

Você tem belas escadarias, sabia? (T’as de beaux escaliers, tu sais, França, 1986)
3 minutos
História: como, em 150 segundos, prestar homenagem à Cinemateca Francesa, na ocasião de seu cinqüentenário, de outra forma que não seja filmando os quase 50 degraus que, subindo, levam ao Museu do Cinema e, descendo, à sala escura onde são projetadas obras-primas com célebres escadarias?

Os Amantes da Ponte Mac Donald (Les Fiancés du Pont Mac Donald, França, 1961)
5 minutos.
História: um jovem vê tudo negro quando põe os óculos escuros. Basta o arrancar para que as coisas se ajeitem…

7 Peças, Cozinha, Banheiro… Imperdível ( 7 P., Cuis., S. de B., … À Saisir , França, 1984)
Catherine de Barbeyrac, Colette Bonnet, Folco Chevalier, Hervé Mangani, Marthe Jarnias, Michèle Nespoulet e Pierre Esposito.
27 minutos.
História: a visita de um corretor de imóveis a um antigo hospício, agora uma casa abandonada, remete a várias narrativas fragmentadas e ao imaginário surreal de seus antigos ocupantes. Residências, casas vazias ou cheias, o tempo passa e deixa traços bizarros.


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