Crítica O que será de nozes? - A necessidade de ter amigos | Cabine Cultural
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Crítica O que será de nozes? – A necessidade de ter amigos

O que será de nozes?

O que será de nozes?

História nem um pouco original, mas ainda assim diverte em muitos momentos e deixa mensagem bacana ao seu final

É interessante como existe essa necessidade dos filmes de animação em trabalhar ideias como amizade, bondade, lealdade, honestidade… como fios condutores de suas histórias. Isso acontece certamente pelo fato do público alvo delas serem sempre as crianças e seus pais e obviamente este é o tipo de mensagem que um pai gostaria de passar ao filho. O que será de nozes? (de Peter Lepeniotis)a mais nova animação a estrear no circuito comercial deixa esta ideia prevalecer, mas com uma pequena diferença: todos os envolvidos na história, vilões e mocinhos, são durante grande parte da história, ladrões.

Na história temos o esquilo Max, que mora numa comunidade em um parque no meio da cidade grande. Max é individualista, relutando sempre em trabalhar em grupo. Isso é agravado quando, após uma acidente que destrói o lar deles, Max é considerado culpado por destruir os alimentos armazenados para o inverno e banido da comunidade, tendo que se virar, sozinho, em meio ao caos da cidade grande. Ele encontra a Maury’s Nut Store, uma loja cheia de nozes, castanhas e amêndoas; sua primeira ideia é saqueá-la, e como não consegue fazer sozinho, entra em acordo com alguns de seus antigos amigos do parque. A questão é que a loja está sendo usada como fachada para ladrões assaltarem um banco que fica em frente ao lugar.

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Ou seja, temos uma gangue de esquilos buscando saquear uma loja de nozes enquanto que uma gangue de ladrões de bancos usa a loja como fachada para conseguirem entrar no banco por via subterrânea. Interessante, não?

O que será de nozes? acerta na concepção dos personagens, pois são todos bem peculiares e com suas características únicas que deixam a história agradável: o esquilo Max, o ratinho amigo, a cachorra, o guaxinim… todos são personagens interessantes do ponto de vista narrativo.

Outro ponto forte é a qualidade técnica da animação, que apesar de não ser do staff hollywoodiano (ela é um cooperação Canadá, Estados Unidos e Coréia do Sul) não deixa nada a desejar.

O que será de nozes?

O que será de nozes?

E por fim, temos o desfecho da história, que busca de alguma forma fazer sobressair a mensagem de que o trabalho em grupo, a confiança no outro e a amizade são ideias fundamentais para qualquer um. Ver a redenção de Max, se transformando no herói que salva a comunidade do frio e da fome, e o final não tão feliz para os bandidos, que não conseguem se dar bem no tão sonhado roubo ao banco, traz a animação de volta ao grupo de filmes com mensagens ditas corretas para a nossa convivência.

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A dublagem original de O que será de nozes? recheada de astros como Brendan Fraser, Will Arnett, Liam Neeson e Katherine Heigl aparenta ser infinitamente mais interessante que a dublagem brasileira, que no entanto consegue captar bem o tom certo para os personagens e merece crédito. A trilha sonora não se destaca durante o filme e apresenta um final (já nos créditos) para lá de estranho com a inclusão do super hit do cantor coreano Psy, Gangnan Style, que provavelmente está ali por alguma exigência contratual, porque não há a mínima ligação da canção (e da animação feita com ela) com o filme propriamente dito.

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O que será de nozes? apesar de inicialmente subverter esta ideia comum de que animações devem ter bem definidas quem são os mocinhos e os vilões, ao seu fim se mostra mais uma história que busca apresentar valores como amizade, lealdade e confiança como fundamentais. A família brasileira certamente agradece.




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