Com entrada gratuita, o MIS apresenta o Festival de Cinema Lésbico
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Com entrada gratuita, o MIS apresenta o Festival de Cinema Lésbico

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Tomboy

Interessante iniciativa do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, que exibe filmes e documentários que dialogam com o tema; tudo grátis

O MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo apresenta entre os dias 28 e 30 de agosto, o interessante Festival de Cinema Lésbico. A mostra, que entrada gratuita, exibirá filmes e documentários no Auditório LABMIS. Mais que isso, após as sessões de Lésbicas no Brasil e São Paulo em Hi-Fi, haverá bate papo com os diretores.

O Festival visa celebrar de alguma forma o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, criado em 29 de agosto de 1996, na cidade do Rio de Janeiro – quando ocorreu o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE) promovido pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (COLERJ).

Assim, para não deixar a data em branco e comemorar realiza o Festival que tem em sua programação filmes bem relevantes como Cassandra Rios: a Safo de Perdizes e o ótimo Tomboy, da cineasta Céline Sciamma.

Confira a programação completa
28 de agosto (quinta)
18h –
Cassandra Rios: a Safo de Perdizes (dir. Hanna Korich, 2003, 62min, DVD, 16 anos)
Cassandra Rios foi uma escritora polêmica que ficou conhecida pela ousadia de suas obras, consideradas por alguns obras pornográficas, por outros irresistíveis. Na década de 1970, foi das autoras brasileiras que mais vendeu livros e também uma das mais perseguidas pela ditadura militar. Pode-se dizer que foi a primeira escritora brasileira a mostrar a mulher como um ser sexual e, mais ainda, a primeira a ter coragem de retratar as homossexuais. Neste vídeo, amigos, estudiosos, familiares, leitores e colegas falam da autora e prestam tributo à sua coragem e pioneirismo. Câmera de Cadu Silva, trilha sonora (linda, em cima de dois poemas da própria Cassandra) de Laura Finocchiaro.

19h10Meu mundo é esse (dir. Márcia Cabral, 2009, 15min, DVD, 12 anos)
Em diferentes estados do Brasil, desenrolam-se histórias reais de discriminação. Mulheres lésbicas e negras contam como vivem, ganham dinheiro e o que esperam do futuro. Meninas de um Brasil multicolorido e facetado relatam suas vidas e histórias com as próprias vozes e olhares.

29 de agosto (sexta)
18h –
Lésbicas no Brasil (dir. Maria Angélica Lemos, 2004, 50min, 16 anos)
Após o filme haverá debate com a diretora
O filme mostra uma série de vivências e ações do movimento lésbico brasileiro por longo período até início dos anos 2000, recuperando parte da memória desse segmento social organizado, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

30 de agosto (sábado)
16h
São Paulo em Hi-Fi (dir. Lufe Steffen, 2013, 95min, DVD, 10 anos)
Após o filme haverá debate com o diretor
Esse documentário histórico resgata a era de ouro da noite gay paulistana, fazendo uma viagem pelas décadas de 1960, 70 e 80 – a bordo das lembranças de testemunhas do período, trazendo à tona as casas noturnas que marcaram época, as estrelas, as transformistas, os heróis, e até  os vilões: a ditadura militar e a explosão da AIDS.

19h30Tomboy (dir. Céline Sciamma, 2012, 82min, DVD, 12 anos)
Laure é uma garota de 10 anos, que vive com os pais e a irmã caçula, Jeanne. A família se mudou há pouco tempo, e ainda não conhece os vizinhos. Um dia, Laure sai para passear e conhece Lisa, que a confunde com um menino. Laure aceita a confusão e lhe diz que seu nome é Mickaël. A partir de então, ela leva uma vida dupla, já que seus pais não sabem de sua falsa identidade.


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