Crítica Anjos da Lei 2: o bromance mais divertido do ano | Cabine Cultural
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Crítica Anjos da Lei 2: o divertido bromance

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Anjos da Lei 2

Anjos da Lei 2

Nova aventura da dupla de policiais diverte ainda mais e escancara de vez o bromance mais legítimo do ano nos cinemas

Logo nos segundos inicias o espectador percebe que Anjos da Lei 2 – uma das grandes estreias da semana no Brasil – terá integralmente a estrutura de uma continuação quando o narrador, tal como acontece nos seriados americanos, anuncia o que aconteceu anteriormente na história. Isto (que serve para situar o público) acaba servindo também como uma homenagem ao universo original da trama, que nasceu de uma série de televisão dos anos 1990. E o filme – tanto este como o primeiro – homenageia de modo bastante digno à icônica série que revelou o astro Johnny Depp.

Nesta nova história, os oficiais Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) precisam se infiltrar numa faculdade local para descobrir quem anda traficando uma nova droga (chamada de Why Phy). No processo, Jenko conhece no time universitário um amigo que é sua alma gêmea e Schmidt se infiltra nos círculos boêmios dos alunos de artes. Com vidas distintas, eles começam a questionar a sua parceria. Assim, eles terão não só que solucionar o caso, mas também descobrir se conseguem manter uma relação madura. Ou seja, com esta premissa o filme garante muita ação policial misturada com o bromance (o famoso romance entre amigos) mais divertido do ano.

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Um dos fatores que fazem de Anjos da Lei 2 (que tem direção de Phil Lord & Christopher Miller) uma experiência bem divertida é a acertada escolha do projeto em não se levar a sério. Sabemos que a história em si normalmente soaria até dramática (tráfico de drogas com uma garota sendo vítima fatal desta droga…), mas não se engane: no filme esta premissa é secundária, o que importa mesmo é acompanhar os dois policiais buscando se enturmar com universitários e, sobretudo, questionando e refletindo o fato de serem um casal, um estranho mas divertido casal. As piadas, aos montes, e até mesmos uma ida ao psicólogo, reforçam esta ideia de que a relação dos dois é o que faz o filme ter sentido.

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Assim, o sucesso do filme é resultado imediato do bom trabalho de Jonah Hill e Channing Tatum. Jonah, que possui um poder cômico arrebatador, é o grande destaque de Anjos da Lei 2; ele seria tranquilamente o Batman da relação, enquanto que Tatum exerceria a função de Robin. Mas não precisamos hierarquizar a qualidade das atuações, pois reside justamente na dinâmica dos dois enquanto dupla, enquanto casal, o ponto forte do filme.

Anjos da Lei 2

Anjos daAnjos da Lei 2 Lei 2

O roteiro (de Michael Bacall e Oren Uziel e Rodney Rothman) é bem redondo e potencializa ao máximo esta relação dos dois, que são bem diferentes em tudo, mas que mesmo assim se amam (como amigos). Logo na primeira sequência, uma das mais divertidas do filme, os dois, em cima de um caminhão, estão prestes a capturar um traficante de animais raros. Porém, enquanto Jenko é atlético e consegue pular, correr, se jogar… Schmidt é um medroso fora de forma, e esta contraposição, que o roteiro trabalha durante toda a história, acaba sendo crucial para entendermos a relação dos dois, que tem como ápice uma das cenas finais, com Jenko preso na parte externa de um helicóptero no ar, precisando da ajuda de seu parceiro.

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Nesta cena vemos toda esta contraposição de características e personalidades se dissolvendo, renascendo assim (e novamente) a ideia de que os dois na verdade são uma pessoa somente. Uma dupla, um casal de amigos.

Anjos da Lei 2 é uma divertida experiência para quem deseja buscar bons momentos no cinema durante esta semana. O filme, que ainda conta com Peter Stormare e Ice Cube, apresenta uma trama nada complexa, com algumas sequências de ação, mas focada preterivelmente no humor, o bom e descarado humor, que por vezes chega ao limite do aceitável, mas não chega a ultrapassá-lo. Com uma dupla (ou casal) que conseguiu elevar o nível dos bromances no cinema, o filme tem tudo para trazer diversão às telonas brasileiras.



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