Crítica Maze Runner - Correr ou Morrer: quando o mistério vale a pena | Cabine Cultural
Críticas

Crítica Maze Runner – Correr ou Morrer: quando o mistério vale a pena

Maze Runner – Correr ou Morre filme

Maze Runner – Correr ou Morrer Divulgação

Suspense juvenil acerta a mão no quesito ação e mistério; saga planta o terreno para os próximos filmes

Por Luis Fernando Pereira

Maze Runner – Correr ou Morrer pode até ser considerado um parente próximo de Jogos Vorazes, porém, enquanto que a saga da heroína Katniss trabalha, sobretudo, com temáticas políticas, este aqui se encobre de mistérios, ao menos em seu capítulo inicial, para instigar o espectador a querer saber mais da história. E o resultado no geral é satisfatório, pois ao final da história, fica a imediata curiosidade para saber o que é que acontecerá com o grupo de jovens sobreviventes.

A trama do filme, dirigido pelo cineasta Wes Ball, e que é uma adaptação do best seller do escritor James Dashner, é a seguinte: um grupo de jovens desmemoriados é jogado – um a um – em um enorme terreno (chamado de clareira) cercado por muros gigantescos, tornando quase impossível a fuga por estes meios. Por fora dos muros, um engenhoso labirinto, que abre regularmente, que muda de posições diariamente, e que são defendidos por seres monstruosos (chamados verdugos).

As coisas começam a mudar quando Thomas, interpretado pelo ator Dylan O’Brien, é o jogado da vez. Ele mostra-se mais inconformado com a situação que os demais, e a partir de então começa uma intensa corrida – literalmente – pela fuga e pela sobrevivência deles.

Leia também:  Crítica: Homem-Aranha: De volta ao Lar é comédia, ação e drama na medida certa

Maze Runner já começa bem intenso nos minutos iniciais, com a chegada de Thomas, através de uma caixa, ao ambiente do filme. Naquele instante o espectador (não conta quem já leu o livro) não possui a mínima ideia do que está acontecendo ali, tal como o protagonista. A escolha de tornar o público cúmplice de Thomas acaba sendo acertada, pois há desde cedo uma relação maior de empatia com ele por conta disto. Sem lembrar-se de nada, Thomas, aos poucos, vai sendo informado da situação, de que eles acabaram formando uma pequena sociedade, com regras definidas, e com uma espécie de hierarquia, onde somente os corredores possuem permissão para sair rumo ao labirinto. Thomas, obviamente não seguirá algumas destas regras, afinal de contas, esta será sempre a sina dos heróis nos filmes.

Maze Runner - Correr ou Morrer

Maze Runner – Correr ou Morrer

Outro acerto do roteiro do filme (e do livro, consequentemente) foi privilegiar por quase toda a história a ação, o suspense e o mistério, deixando de lado o romance, que normalmente é uma das bases deste tipo de história. A trama, em sua maior parte, conta somente com personagens garotos, e somente mais próximo do desfecho é que a clareira recebe sua primeira prisioneira garota. A entrada dela na história – e na saga – abre uma brecha para que posteriormente o romance tenha também destaque na narrativa, mas em Maze Runner – Correr ou Morrer o espaço para amar é quase nulo.

Leia também:  Crítica: Mulher-Maravilha é o golpe da DC Comics na Marvel?

Outros personagens da trama possuem grande importância, como os líderes Alby (Aml Ameen), Minho, Newt e Gally. Toda a jornada do herói vivida por Thomas só desenvolve-se bem por conta deles. Outra peça importante é o garoto Chuck (Blake Cooper), que não tem função estratégica entre eles, por ser uma criança e meio fora de forma, mas que é vital para o filme, já que o espectador de imediato sente uma enorme simpatia pelo garoto, torcendo muito para que ao final ele possa reencontrar seus pais. Chuck acaba sendo o Hugo (para quem assistiu a série Lost) de Maze Runner.

Por falar em Lost, os fãs da série que assistirem ao filme terão espasmos de deja vu, pois há toda uma atmosfera que remete a história dos sobreviventes da famosa ilha: os mistérios por trás da trama, o medo do desconhecido (o lostzilla e os verdugos), as constantes sequências de corridas pela sobrevivência e a própria ideia de sobreviver, tão comum às duas sagas. Claro que essas referências nós podemos encontrar em outros filmes e séries, mas com Lost é bem aparente.

Leia também:  Crítica: vale a pena assistir a comédia Gostosas, Lindas e Sexies?

O desfecho de Maze Runner – Correr ou Morrer certamente dividirá opiniões, onde alguns ficarão satisfeitos com as respostas, e sobretudo, com as novas perguntas, e outros se sentirão enganados, já que o final da história deixa lacunas que somente serão preenchidas nas prováveis continuações. O fato é que toda a perspectiva apocalíptica jogada por uma das personagens para explicar a história é convincente e não menospreza nem um pouco a capacidade de entendimento do espectador. As questões formuladas no final (com a ideia de entrar em uma fase 2) são bastante compreensíveis para uma série que possui sequências (ao menos nos livros).

Maze Runner - Correr ou Morrer

Maze Runner – Correr ou Morrer

Com uma trama recheada de ação, tensão, cenas de suspense e envolto a vários mistérios, Maze Runner pode ser considerado um bom representante do chamado cinema distópico juvenil (Jogos Vorazes, Divergente…). Com um visual apocalíptico bem interessante, o filme acerta em deixar o romance juvenil de lado e abraçar o mistério. Cumpre seu papel de apresentar uma saga, deixando no público um imediato gosto de quero mais. Agora só resta esperar os próximos capítulos.

Luis Fernando Pereira é crítico cultural e editor/administrador do site

6 respostas para “Crítica Maze Runner – Correr ou Morrer: quando o mistério vale a pena”

  1. Uma palavra resume o filme: LIXO.
    Pior filme dos últimos 10 anos. Não tem enredo. Escrito por um maconheiro alcoolizado, só pode.
    Fraquíssimo, sem história. Sem conteúdo. Atores medíocres. Perda de tempo. Nota zero.

    • Se vc se diz ”cinéfolo” a última coisa que poderia fazer era dizer que Maze Runner é um ”lixo” e que é ”fraquissimo, sem historia, sem conteúdo, com atores medíocres”.
      É simplesmente umas das melhores produções da década, os efeitos especiais são supreendentes, com atuação extremamente convencentes, inclusive o lado agressivo do personagem Gally.
      Você pode não ter entendido o enrredo, pode não ter compreendido a razão do labirinto, ou seja o que for que vc não tenha compreendido, por isso reprova o filme. Mas queira você ou não Maze Runner disputa de igual para igual com por exemplo Jogos Vorazes. O fato do filme NÃO foca em romances o deixou ainda mais interessante. Talvez lendo os livros entenderemos melhor as verdadeiras intensões da organização que lança estas provas aos garotos da clareira, já que neste primeiro filme não ficou tão claro.

    • Discordo do cinéfolo. o filme não é um lixo. pra ser um lixo ele tinha que melhorar muuuuito… Esse filme é pior que lixo, sem enredo, a maior parte de ação é fora do labirinto, uma explicação tosca sobre porque estão ali.
      Pior que ele só o Motoqueiro Fantasma 2!!!

  2. É simplesmente o melhor filme que vi no ano. Vale muito a pena. Vou assistir novamente no próximo fim de semana. Só esqueceram de falar da trilha do compositor John Paesano, que é tão fantástica quanto o filme.

Deixe uma resposta