Crítica The Voice Brasil: quarto episódio eleva o nível da temporada
Televisão

Crítica The Voice Brasil: quarto episódio eleva o nível da temporada

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Leandro Buenno

Bons candidatos marcaram o programa da última quinta feira; Carlinhos Brown fechou o episódio com bela apresentação 

O episódio da última quinta-feira do The Voice Brasil conseguiu deixar bem claro quais são os pontos positivos e os pontos negativos do programa. E é bem interessante observarmos que os defeitos que a versão brasileira do reality musical possui vem sendo aos poucos corrigidos, tornando esta temporada a mais agradável até aqui.

Até mesmo o calcanhar de Aquiles do programa, que são os técnicos, vem conseguindo impor uma dinâmica mais produtiva e menos irritante. Claro que os exageros de Carlinhos Brown e as tentativas de ser engraçado de Lulu Santos ainda incomodam bastante, principalmente porque em muitas das vezes até atrapalham as audições ou as escolhas dos candidatos. Porém é necessário dizer que os feedbacks melhoraram bastante, e agora os técnicos buscam argumentar melhor sobre as suas escolhas.

Outro ponto positivo vem sendo a dobradinha entre Tiago Leifert e Fernanda Souza, sobretudo o equilíbrio imposto entre o lado mais racional, representado pelo Tiago, com a parte mais emotiva, a cargo de Fernanda, que – percebe-se claramente – realmente se importa com os candidatos e com as pessoas que vão ao programa para torcer por eles. Ela chora de felicidade, quando alguém é selecionado, fica triste, quando alguém é eliminado, e esta dinâmica cria uma relação maior de empatia do espectador com o The Voice Brasil.

Episódio
No penúltimo episódio de audições às cegas tivemos algumas pérolas se apresentando, como, por exemplo, o segundo candidato da noite, Leandro Buenno, que cantou Latch e virou as cadeiras de Claudia Leitte, Lulu Santos e Daniel. Para quem gosta de falsetes, Leandro apresentou até aqui os mais bonitos da temporada. O rapaz, ainda bem jovem, tem condições de construir uma interessante carreira no mercado pop eletrônico, pois tem carisma, técnicas vocais e uma boa presença de palco. Cabe agora a Claudia, sua técnica, lapidar mais o rapaz, que pode chegar bem longe na temporada.

The Voice Brasil

Antes de Leandro, outra bela voz se apresentou no palco do reality. Rosi Oliver, que fez uma versão bem pessoal de Aquarela do Brasil, começando à capela e depois crescendo junto com a clássica canção; ela virou as quatro cadeiras e foi disputada pelos astros. Quer dizer, disputar um candidato ainda é um ponto que o programa precisa melhorar muito, mas neste caso não sei se teremos solução, já que incide em mudar as personalidades dos técnicos. Mas o fato é que é um tanto chato vermos sempre aquele discurso diplomático entre eles, que sempre falam algo como “independente de quem escolher, está em boas mãos”… Isso é bonito em teoria, mas é péssimo para o que o The Voice propõe.

Outra bela voz que passou pelo episódio de quinta-feira foi a de Nanda Garcia, que cantou Gente Humilde e virou as cadeiras de Daniel e Brown, escolhendo o sertanejo Daniel como técnico. Nanda é um bom exemplo para mostrarmos uma grande diferença entre a versão nacional do programa com a versão americana. Normalmente uma candidata como Nanda, que não apela para grandes agudos, nem para exageros vocais, passaria despercebida nos Estados Unidos. Por sorte, aqui no Brasil este tipo mais suave tem mais chances de seguir em frente.

Outro ponto interessante do episódio foi a audição de Karina Duque Estrada, que cantou Sorriso nos Lábios e virou a cadeira de Claudia Leitte, que prontamente lhe deu um feedback dos mais produtivos sobre os elementos que fazem de um cantor uma estrela ou um anônimo.

Outra joia que se apresentou na quinta-feira foi Lui Medeiros, que fez uma bela versão de Drão. Se ele for bem trabalhado, certamente irá bem longe no na temporada. O rapaz possui técnicas vocais impressionantes e merece ser acompanhado de perto.

Para fechar as audições tivemos o candidato Thiago Costa, que cantou uma versão bem empolgante de Arlequim, de Ed Motta. O rapaz possui uma voz bem agradável, o que vale nesta etapa do programa, porém precisa de uma sensível melhora em todos os outros quesitos que um candidato precisa para sair o campeão da temporada. Talvez Claudia Leitte consiga ajudá-lo.

Carlinhos Brown fecha o programa

Por fim, Carlinhos Brown cantou, e tocou piano, em Verdade uma Ilusão, linda canção sua em parceria com Arnaldo Antunes e Marisa Monte. Brown é bastante talentoso, não resta dúvida, mas devo admitir que o pensamento que tomava conta enquanto assistia sua apresentação era: bem que podiam voltar com Os Tribalistas.


  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe uma resposta