Annabelle e os melhores filmes de terror sobrenatural dos últimos anos | Cabine Cultural
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Annabelle e os melhores filmes de terror sobrenatural dos últimos anos

Annabelle

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Sucesso de público, Annabelle comprova que o terror sobrenatural tem lugar cativo entre os cinéfilos de todo o mundo

Apesar de chamar bastante atenção, não chegou a ser surpreendente os números que a bilheteria de Annabelle (leia a crítica aqui) conquistou no Brasil. O filme se transformou rapidamente em mais um grandioso sucesso do gênero, e provavelmente irá desbancar o título que lhe deu vida nas telas, o ótimo Invocação do Mal. A questão é que o gênero específico que Annabelle se encontra, o chamado terror sobrenatural, é um dos mais instigantes que o cinema já desenvolveu, e quando bem trabalhado, o sucesso é certo.

Diferente do terror apresentado em filmes como Halloween, Sexta-feira 13 ou Jogos Mortais, o gênero sobrenatural trabalha muito mais com a ideia do pós-morte, do medo frente ao desconhecido, e de toda a dicotomia religiosa envolvendo deus e o demônio. Estes elementos, que tememos muito mais que a aparição de um monstro como Godzilla, fazem este tipo de filme possuir um público mais que fiel.

E nestes últimos anos a indústria cinematográfica produziu grandes exemplos de histórias que traziam como foco central questões como demonismo, ocultismo ou qualquer forma de poder sobrenatural. Fizemos uma pequena lista com alguns dos melhores exemplares do tema, para os já fãs relembrarem e os estreantes na temática anotarem para um dia assisti-los.

Sobrenatural (Insidious) 1 e 2
Sobrenatural foi lançado em 2011, e foi dirigido pelo cultuado cineasta James Wan, responsável pelo então inovador filme Jogos Mortais, de 2004. O filme, que é estrelado pela atriz Rose Byrne (da já cancelada série Damages) e por Patrick Wilson, trouxe de volta aos filmes de terror toda uma sutileza e riqueza de detalhes que já não mais se via. E se o primeiro Sobrenatural já havia apresentado elementos bem peculiares de terror, unido com doses bem equilibradas de drama, a sua sequência não deixou o nível cair, e consolidou a marca como uma das mais interessantes dos últimos anos, fazendo de James Wan uma espécie de lenda do gênero.

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Invocação do Mal
Demonologia é um assunto que sempre chamou atenção, sobretudo quando abordada no cinema. Filmes envolvendo demônios e fantasmas sempre fascinaram, e acredito que todos que assistiram O Exorcista pela primeira tiveram problemas para dormir. O mesmo vale para Poltergeist, O Terror de Amityville, O Chamado, O Grito, e alguns outros exemplares que surgiram ao longo dos anos.

Invocação do mal

Invocação do mal

Invocação do Mal é mais uma pérola que entra para estre grupo. A história gira em torno da família Perron, que comprou nos anos 1970 (o filme é todo – fora a introdução – passado em flashback) uma casa afastada de tudo. Eles não possuíam muito dinheiro e pensaram que a oferta daquela casa seria um meio de recomeçar suas vidas fora da grande cidade. Porém, logo nas primeiras horas vivendo no local que coisas estranhas passaram a acontecer. Muitos detalhes chamam atenção, mas não podemos começar os elogios de outro modo senão rasgando seda para o casal de protagonistas. Ed e Lorraine, vividos pelos atores Patrick Wilson (novamente aqui) e Vera Farmiga, estabelecem um teor de veracidade nos personagens admirável, fazendo-nos até mesmo crer que eles eram realmente o casal verdadeiro.

E não é somente o casal central que trabalha bem no filme, o elenco todo é muito bom e a primeira razão para o sucesso do projeto é justamente esse, a qualidade do seu elenco. Mas não deve-se somente ao elenco o sucesso do filme, que possui um trabalho de direção dos mais competentes já vistos: fotografia, trilha sonora, figurino e toda uma direção de arte fazem de Invocação do Mal um dos melhores produtos do cinema terror nos últimos anos.

O Orfanato
O Orfanato (El Orfanato) é uma coprodução hispano-mexicana dirigida pelo cineasta Juan Antonio Bayona. O filme segue a cartilha da escola espanhola de terror, uma das mais interessantes do mundo e que apresentou pérolas do gênero como [REC], Os Outros e Hierro.

Neste aqui temos a história de Laura, uma mulher que volta com sua família para o orfanato onde cresceu para reformá-lo e abrir uma residência para crianças deficientes. Tudo começa bem, até que o garoto Simón, filho adotivo de Laura e portador de HIV, passa a deixar se levar por estranhos jogos que geram em Laura uma grande inquietação, e que deixaram de ser apenas diversão para se converterem em uma ameaça. O filme possui uma das atmosferas mais aterrorizantes dos últimos tempos, isso graças ao visual e a trilha sonora do filme, grandes destaques. O desfecho apoteótico, uma das marcas deste cinema, gera no espectador um gosto de quero mais.

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Mama
Mama pode não ser uma obra-prima do terror recente, mas carrega consigo três grandiosos destaques que fazem o filme ser uma ótima pedida para os cinéfilos. Primeiro é o fato dele ser baseado em um maravilhoso curta-metragem, que é dirigido pelo cineasta Andrés Muschietti (também diretor do longa). Segundo que ele tem a produção de ninguém menos que Guillermo del Toro, um dos maiores nomes do gênero no mundo, responsável por dirigir um dos filmes mais instigantes das últimas décadas, O Labirinto do Fauno. E por fim, a história é estrelada pela talentosa Jessica Chastain, que foi indicada ao Oscar pelos seus papeis em Histórias Cruzadas e A Hora Mais Escura. .

Mama

Mama

Em Mama, Jessica interpreta Annabel, que junto com seu companheiro Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) tem o desafio de criar as duas sobrinhas que passaram cinco anos perdidas e sozinhas numa floresta. As duas crianças, logo no início do processo de readaptação, apresentam sinais de que algo de muito estranho aconteceu com elas, principalmente por conversarem frequentemente com uma entidade invisível, que elas chamam de Mama. O casal não sabe se acreditam nas meninas, ou se devem culpá-las pelos estranhos acontecimentos que passam a acontecer na casa. Apesar de pecar um pouco em seu desfecho, o filme consegue passar um clima de medo e de terror bem crescentes, garantindo muitos sustos.

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A Mulher de Preto
The Woman in Black (A Mulher de Preto) foi lançado mundialmente em 2012, e faz parte da filmografia inglesa voltada para o gênero. O filme, que é dirigido pelo cineasta James Watkins, é baseado no romance homônimo de Susan Hill. O grande chamariz do projeto é o seu protagonista, ninguém menos que o eterno Harry Potter, Daniel Radcliffe, em atuação muito diferente do que estávamos acostumados a ver.

O interessante é que este filme é de época, passa-se na Era eduardiana (por volta de 1900-1910) e por conta disto traz um ambiente dos mais sombrios já vistos nas últimas décadas. Ele conta a história do advogado Arthur Kipps (Radcliffe), um jovem que vive com seu filho de quatro anos de idade, Joseph, e a babá de seu filho (a atriz Jessica Raine). A sua esposa morreu após o parto.

Kipps é encarregado de lidar com a propriedade de Alice Drablow, dona de uma mansão inglesa conhecida como Eel Marsh House, onde vivia com seu marido, o filho Nathaniel, e sua irmã Jennet Humfrye. Embora os moradores queiram que ele vá embora, Kipps faz amizade com Sam Daily (Ciarán Hinds), um rico fazendeiro e sua esposa Elisabeth (Janet McTeer).

No primeiro grande ponto de virada do filme, Kipps vai para um quarto no andar de cima depois de ouvir passos e então vê uma mulher vestida de preto fora da janela. No mesmo dia, ao chegar à delegacia, ele descobre que uma criança havia se suicidado, e assim descobrimos que, segundo os populares, cada vez que se avista a mulher de preto, alguém morre. O filme foi uma das grandes surpresas de 2012, e Radcliffe provou que sua carreira não se resumiria ao seu trabalho em Harry Potter.

A Mulher de Preto 2

A Mulher de Preto 2

Destaque para a fotografia do filme, que carrega uma atmosfera assombrosa, sobretudo por este clima de época tão intensificado no filme. Uma ótima sugestão para os amantes do bom terror.

Bons filmes!


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