Crítica The Voice Brasil Episódio cinco: na busca da dinâmica perfeita
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Crítica The Voice Brasil Episódio cinco: na busca da dinâmica perfeita

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Ricardo Diniz sendo carregado por Daniel

Último episódio das audições às cegas trouxe alguns bons candidatos e mais uma mudança nas regras

É inegável que o The Voice Brasil ao longo destas três temporadas vem evoluindo consideravelmente. O que antes era um show de situações embaraçosas, sobretudo por parte dos técnicos, mas ajudada também por uma edição preguiçosa e um apresentador robótico, se transformou em um programa bem agradável, com uma dinâmica que vem a cada semana sendo melhorada. Há ainda questões que não precisavam acontecer, como a mudança de última hora na regra que diz que cada técnico deve possuir somente 12 candidatos. Bastou um capricho de Claudia Leitte para que facilmente tal regra fosse modificada e agora, tanto Claudia quanto Daniel possuem 13 candidatos cada um e irão agora ter que se virar para produzir uma batalha com três cantores e um vencedor. Era desnecessário.

Em contrapartida fica bem aparente a evolução de Tiago Leifert ao longo dos anos. Ele vem deixando aos poucos o seu lado jornalista e mais formal para se envolver mais com o que de mais importante o programa pode oferecer: boas histórias. Coube a ele neste episódio, por exemplo, consolar uma candidata que não virou nenhuma das cadeiras. E ele, com bastante sensibilidade, falou exatamente o que uma menina que achava que o mundo havia desabado sobre ela deveria ouvir. Seus conselhos foram não somente corretos, mas principalmente, sinceros, e era isso que o mais atento espectador do programa sentia falta.

Os técnicos conseguiram também evoluir, e perceber quais são os pontos que mais irritam o espectador. Em um determinado momento do programa, Daniel, bem feliz no cômico comentário, pede para Carlinhos Brown tentar argumentar sentado, já que a marca do cantor baiano é sempre se levantar e ficar parecendo uma barata tonta em meio ao processo de escolha do candidato pelo seu técnico.

Um ponto que poderia melhorar bastante ainda é o processo de disputa por um candidato, sobretudo quando o cantor é bom e virou quatro cadeiras. Era para ser uma épica disputa, pois o programa é pautado a todo o instante nesta ideia: disputa. Até porque se não fosse o elemento central do The Voice Brasil, não haveria porque existir um vencedor. Se há um vencedor, deve necessariamente existir disputa. E isso é o que menos há até aqui.

Entre os candidatos que fecharam a última noite de audições às cegas, alguns se destacaram. O primeiro foi o repetente no programa Dilauri, que cantou Tá vendo aquela Lua, que de uma temporada para outra deu um salto, ao menos na quantidade de cadeira, passando de zero para três. Sua voz e todas as suas inflexões vocais são bem genéricas e lembram qualquer um destes bons cantores de pagode romântico, como Thiaguinho. Ele acabou escolhendo Carlinhos Brown.

Maria Alice

Logo depois tivemos a apresentação de Maria Alice, que cantou um clássico da cantora canadense Alanis Morrisette, You Oughta Know, e apesar de não passar nem cinco por cento da sinceridade que Alanis passava, ela se destacou pela presença de palco e pela voz, que é o mais importante aqui. Sua voz é muito poderosa, e quando ela cantar algo que se identifique por completo poderá surpreender a todos. Ela escolheu Lulu Santos como técnico.

Outro que virou três cadeiras foi Ricardo Diniz, um quarentão com aparência de garoto, mas com experiência vocal que é bem transparente. Ele cantou Espelhos d’água e impressionou – sem merecer, já que sua apresentação foi bem mediana – Claudia Leitte, Daniel e Carlinhos Brown. Ele escolheu Daniel.

Uma bela surpresa foi a presença da garota de apenas 16 anos Nonô Lellis (nome estranho para alguém que aspira ser estrela teen), que cantou Fighter, da dica Christina Aguilera. É sempre bem interessante quando cantores de tão pouca idade são chamados para participar, e são escolhidos pelos técnicos. Nos The Voices mundo afora é bem mais comum que aqui, mas volta e meia aparece uma surpresa por estas bandas também. A menina ainda não está pronta, mas exatamente por isso vai ser bem legal observar o possível crescimento dela. Ela escolheu Claudia Leitte.

Outra boa candidata foi a já experiente, porém nova, Millane Hora, que cantou uma versão bem interessante de Something’s got a hold on me. Sua apresentação foi bem sólida, profissional e acabou despertando o interesse de todos, inclusive de quem não mais poderia apertar o botão. Sim, Claudia Leitte decidiu que queria a cantora, e mesmo com sua equipe já fechada, ela não só virou a cadeira como foi a escolhida pela candidata. Faltou pulso firme para Tiago Leifert.

Nonô Lellis

Outros candidatos vieram depois e aos poucos preencheram as quatro equipes do programa. Daqui para frente o The Voice Brasil entra para a fase das batalhas, que promete ser bastante intensa, pois os quatro técnicos possuem bons nomes em seus times. Porém, o fato deles não levantarem tanto a bandeira da disputa pelo título, pode fazer as batalhas perderem um pouco no quesito emoção. Aguardemos.


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