Crítica The Voice Brasil: sexto episódio traz as primeiras batalhas da temporada
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Crítica The Voice Brasil: sexto episódio traz as primeiras batalhas da temporada

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Isadora Morais e Dudu Fileti

Episódio levou os quatro assistentes para o programa; resultado foi no geral bem interessante

É bem difícil para alguém que acompanha algumas outras versões do reality show The Voice não comparar os elementos que igualam e que diferenciam as versões mundo afora. O The Voice Brasil chegou à fase das batalhas e trouxe como marca, novamente, a participação efetiva dos quatro assistentes. Digo efetiva, pois no The Voice americano, por exemplo, eles são peças fundamentais para esta fase, porém se restringem a participar somente dos ensaios. Aqui é diferente: enquanto que nos ensaios é mostrado bem pouco do que acontece, o que é uma pena, no programa propriamente dito, eles estão lá, ao lado dos técnicos, opinando a todo o momento.

Estes dois momentos (ensaios e opinião nas apresentações) servem para destacar alguns assistentes e relegar pra segundo plano outros. Luiza Possi por exemplo, talvez seja o maior destaque deste grupo, pois ela consegue unir bons conselhos nos ensaios, ótimos feedbacks nas apresentações, além de ser linda de se ver e extremamente simpática, o que acaba sendo a figura perfeita para um programa como este.

Rogério Flausino segue a loira de bem perto. É bem visível o talento que o líder do Jota Quest possui, já que além de bom cantor, é um excelente letrista e entende muito bem a indústria musical no país. Dudu Nobre entra no grupo dos que, ao menos em sua primeira participação, não conseguiu deixar a sua marca. Apesar de tentar opinar de modo mais incisivo e menos diplomático, ele não saiu daquelas afirmações simplistas.

Entretanto, na lista de menos felizes na primeira noite de batalhas, o primeiro lugar vai para Di Ferrero. Apesar de querer ajudar os candidatos e o técnico Lulu Santos, Di não conseguia focar suas opiniões na música propriamente, pois talvez não tivesse tanto conhecimento assim, ou soubesse que suas opiniões não passariam, ao menos automaticamente, credibilidade. Ele buscou então falar de postura, de domínio de palco e de outros detalhes que até são importantes, mas são periféricos em comparação com o trabalho vocal.

Rose Oliver e Edu Camargo

Batalhas
O primeiro episódio das batalhas trouxe alguns ótimos pareamentos com resultados previsíveis, porém satisfatórios. A primeira batalha, por sinal, já foi bem interessante, pois reunia duas duplas bastante harmônicas e que se destacaram muito na fase inicial do programa. De um lado, Vitor e Vanuti e de outro Danilo Reis e Rafael. Eles cantaram lindamente a canção Domingo de Manhã e demonstraram um trabalho de controle de voz impressionante. Era bem difícil detectar um vencedor, mas Daniel acabou escolhendo Vitor e Vanuti. Lulu Santos então roubou a dupla perdedora pro seu time.

Outro destaque da noite foi a batalha tripla envolvendo os cantores Thiago Costa, Nize Palhares e Davi Lins. Bem desnecessário esta apresentação, não pela qualidade dos envolvidos, mas pela vontade inicial de Claudia Leitte em ter um candidato a mais e prejudicar seus candidatos nesta fase. A canção Adivinha o quê?, de Lulu Santos poderia ter ficado infinitamente melhor se tivesse sido cantada por uma dupla somente. A escolha de Nize, entretanto, foi acertada, já que seu timbre e sua postura a diferencia dos demais da equipe de Claudia.

Outra batalha que chamou atenção foi a de Rose Oliver e Edu Camargo. Eles fizeram uma versão bem sensível de Eu sei que vou te amar. Nada de anormal, mas realmente foi bem interessante vê-los juntos. Ambos – de modo bem justo – permaneceram na competição.

Um pouco depois desta apresentação tivemos uma das melhores batalhas já vistas em três temporadas do reality musical da Globo: Isadora Morais e Dudu Fileti fizeram um trabalho impecável com a música de Freddie Mercury e Monserrat Caballe. A canção caiu como uma luva na voz dos dois, já que ela possui uma perspectiva de carreira um pouco mais voltada para a música erudita e ele é claramente um roqueiro, reproduzindo quase que integralmente a dupla original da canção. Porém, foi bastante injusto a avaliação de Lulu, baseado tão somente na afinidade que ele possui com o gênero musical. Ele poderia ter dado diversos outros motivos para escolher Dudu, mas não o fez. Por sorte Carlinhos Brown salvou a garota, que permanece no programa.

Ricardo Diniz e Kadu Vianna

A última dupla da noite – péssima escolha para fechar o programa – teve os candidatos Ricardo Diniz e Kadu Vianna, que cantaram uma música de Michael Bublé. Apesar do bom controle vocal de Ricardo, Kadu possui uma voz muito mais marcante e interessante, tanto para o mercado quanto em termos técnicos. Por isso ficou um tanto estranho, não só a escolha de Daniel, como também o fato de ninguém ter roubado o cantor perdedor, que acabou sendo eliminado.

No final ainda sobrou tempo para os quatro técnicos cantarem A Namorada, música mais famosa de Carlinhos Brown, que o lançou para o Brasil enquanto cantor solo.

Quinta-feira próxima continuam as batalhas.


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