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Crítica The Voice Brasil Apresentações Ao Vivo: o decote de Claudia Leitte

Claudia Leitte

Boas apresentações em um formato que dinamiza o programa; The Voice continua sendo o melhor reality da televisão aberta brasileira

Na última quinta-feira foi ao ar o primeiro episódio ao vivo da terceira temporada do The Voice Brasil e o resultado foi bastante positivo: ótimas apresentações, boas decisões e uma dinâmica bem interessante, sobretudo para uma edição que foi ao vivo. Ainda acredito que o formato ideal para esta fase seria de uma noite somente para as apresentações e outra noite para os resultados. Isto daria possibilidade de aprofundar um pouco mais as histórias de vidas dos candidatos (pouco se sabe deles até agora) e ainda criaria um maior suspense para o público. Fora que o programa poderia lucrar ainda mais, pois seria um dia a mais para as pessoas ligarem, mandarem mensagens e ouvir as músicas pelo iTunes.

Mas fora isso, tivemos a divisão dos grupos, e quatro candidatos de cada equipe cantaram, sendo que um deles seria salvo pelo público e o outro seria escolhido pelo técnico, trazendo um equilíbrio bem interessante entre a vontade popular e a escolha de cada um dos astros do programa. Podemos dizer que até aqui a equipe da cantora Claudia Leitte vem sendo a mais competitiva e segue favorita ao título, principalmente por conta de um grande nome que despontou de vez no programa da última quinta.

Tira-teima
A primeira equipe a se apresentar foi a de Daniel e nela havia rock, havia MPB, pop e havia música sertaneja. Um grupo bem diversificado que trouxe como principal destaque o cantor Kim Lírio, roqueiro, de voz rasgada (e com um fã clube bem poderoso). Sua interpretação de Dream On, do Aerosmith, esteve longe de soar épica ou algo do tipo, mas foi competente o suficiente para deixá-lo como o mais votado pelo público. Claro que suas qualidades vocais são boas, mas aqui vemos um típico caso de artista que vem com boa embalagem: aparência agradável, visual transgressor, meio rebelde, que vai contar até o final de sua jornada com sua legião de fãs, na sua maioria, garotas. Tem potencial para ir longe, mas poderia tentar ousar um pouco mais enquanto intérprete.

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Já o mineiro Jésus Henrique veio representando a boa MPB, com uma apresentação muito interessante de Lilás, clássico de Djavan. Com um timbre bem agradável, ele mostrou uma elegância vocal bem visível, e se seguir nesta perspectiva de escolha de canções, pode ter uma jornada longa no programa. Mas precisa melhorar, pois há outros nesta temporada que estão à sua frente no gênero MPB. Ele foi escolhido por Daniel e é o segundo membro da equipe que irá para a próxima fase. Saíram do programa os irmãos Kiko e Jeanne e Ricardo Diniz, dois bons nomes, mas que não farão falta.

Lui Medeiros

Chegamos então à equipe de Claudia Leitte, com seu decote que foi o grande assunto das redes sociais na noite da quinta-feira. É incrível como a cantora consegue quase que monopolizar as atenções, seja por sua atuação como técnica, seja por todos os outros elementos de sua existência. O público, amando ou odiando, não consegue ficar sem falar dela. Por sorte, seu trabalho na bancada do The Voice nesta terceira temporada vem sendo dos mais competentes e suas decisões mostraram isso.

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Primeiro ao salvar o cantor Lui Medeiros, um verdadeiro achado que foi deixado por Lulu Santos, numa errada escolha que pode dar novamente o título para Claudia nesta temporada. Lui simplesmente protagonizou uma das melhores apresentações do The Voice e mostrou ser um artista completo: ótima voz, boas escolhas, uma personalidade que esbanja empatia e um talento incrível. Sua interpretação de Oceano (Djavan) foi linda e ele entra de vez na briga pelo título deste ano no reality.

Lui foi o escolhido do público, o que fez Claudia ter que escolher entre Leandro Bueno e seus incríveis falsetes, Millane Hora e sua bela sensibilidade vocal e Priscila Brenner e sua fofura nível máximo. Claudia usou de estratégia para escolher Leandro, que dos três restantes é o que possui maior potencial para criar fã-clube. O garoto sabe cantar, é bem pop, e quando a música é bem escolhida, consegue emocionar quem assiste. As duas garotas deixam o programa, mas certamente darão continuidade às suas carreiras, pois são ótimas cantoras.

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A equipe de Brown pode até surpreender, mas será difícil para o cantor encontrar no seu time uma nova Ellen Oléria. Dos quatro que se apresentaram na última quinta, somente Rose Oliver, a sua escolhida, possui algum potencial para chegar aos episódios finais do programa. Mesmo Romero Ribeiro, o mais votado do público, não possui estirpe de vencedor, e caso vença, será uma surpresa gigante. Hellen Lyu e Vanessa Borges deixam o The Voice.

Kim Lírio

Para fechar a primeira noite de apresentações ao vivo, a equipe de Lulu Santos trouxe a dupla Danilo Reis e Rafael, Dudu Filete, Edu Camargo e Twyla. O resultado foi, de longe, o mais estranho da noite. Primeiro, a escolha do público, que foi para Danilo Reis e Rafael. Merecido, pois fizeram uma apresentação impecável de Planeta Água, de Guilherme Arantes, mas ainda assim bem surpreendente, pois fogem bastante do estilo de Lulu. Vai ser interessante ver uma dupla chegar longe no programa através da equipe de Lulu Santos, e não de Daniel. A escolha de Lulu foi ainda mais surpreendente, pois o cantor preteriu o rock, seu gênero de origem, e escolheu Edu Camargo, que pode não ser dos melhores cantões, mas que possui uma história bem bonita, que pode influenciar na reta final.

O The Voice continua na próxima quinta-feira, com o desfecho da fase do tira teima.




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