Crítica Dupla Identidade nono episódio: perto do fim | Cabine Cultural
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Crítica Dupla Identidade nono episódio: perto do fim

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Dupla Identidade

Episódio afunilou de vez todas as histórias e conseguiu armar o terreno para o que promete ser um grande final de temporada

É bem gratificante que, após nove episódios, e já bem próximo do fim, Dupla Identidade continue despertando interesse no público, e, sobretudo, continue mantendo a boa qualidade do episódio piloto. Isso não é tão comum quanto pensamos, principalmente para um projeto que se arrisca tanto no roteiro e que reinaugura o gênero de suspense/mistério na teledramaturgia da Rede Globo. A série vem crescendo a cada capítulo e o mais recente, da última sexta-feira, criou todo o clima para o final da temporada (provavelmente da série).

O cerco a Edu chegou ao nível quase máximo, faltando bem pouco para que ele seja, de fato, tratado como o serial killer do Rio de Janeiro. Por mais que o roteiro tenha buscado ao longo das semanas retardar este acontecimento, agora vemos que sua jornada está realmente perto de algum desfecho. São muitas as evidências que levam a polícia a acreditar que ele é o culpado, e para Dias e Vera a certeza já é absoluta. O próprio Edu já possui consciência disto, e tentará uma cartada ainda mais audaciosa, que será fazer da filha de Dias sua próxima e derradeira vítima.

Esses últimos acontecimentos levam a crer que a série já tem um fim construído como definitivo; seria bem difícil costurar uma segunda temporada com Edu como protagonista. A única possibilidade seria – talvez – transformá-lo numa espécie de Hannibal Lecter, que após ser preso passou a ajudar a polícia com outros casos de assassinatos em série.

O roteiro ainda buscou dar uma sobrevida a Edu, utilizando-se do viés político para isso. Quando ele foi parado pela polícia, no episódio anterior, e obrigado a ir depor na delegacia, estava claro que o candidato ao Senado Oto iria usar seu poder para livrá-lo desta, até mesmo porque a queda de Edu seria automaticamente a sua queda como candidato. Assim, dá para notar que o núcleo político acabou de ser laçado pela história de Edu, dando mais relevância aos personagens, principalmente ao da atriz Marisa Orth.

Dupla Identidade

Outra surpresa foi perceber que todas as subtramas foram usadas de alguma forma para ajudar Vera a ter certeza da culpa de Edu. A relação dele com Ray e o seu trabalho na ONG de valorização à vida. Seria interessante se a história também elucidasse (para os personagens) o assassinato de Ivan, que até então todos acreditam ter sido suicídio.

Com Edu já próximo de ser capturado, nos deparamos com algumas possibilidades que o roteiro deixou no ar para os derradeiros episódios: primeiro, é fato que Edu tentará seqüestrar a filha de Dias e fazê-la sua vítima. Todos os seus movimentos indicam isso, principalmente quando aconteceu a quebra da amizade entre os dois, no interrogatório de Edu. Outra tendência é finalizar de vez o conto de fadas vivido por Ray. O gancho deixado para o episódio desta próxima sexta-feira deixou isso bem claro. Edu já não precisa de uma relação de fachada para continuar com sua vida dupla, então Ray não tem mais utilidade para ele. Cabe agora saber qual será a sua atitude, e principalmente como a garota – que é tão louca quanto ele – irá reagir, caso consiga.

Ficamos também na expectativa de ver o tão esperado confronto entre Eu e Vera. Os dois são os personagens mais inteligentes de toda a trama, e por isso merecem um desfecho digno. Vera sofreu bastante para ser levada a sério pela incompetente equipe policial. Agora, com tudo levando a crer que ela estava certa sobre tudo, é mais que necessário que ela tenha sua recompensa. Neste sentido, Dias pode até ser considerado secundário, pois quem assistiu Dupla Identidade até aqui percebeu claramente que a história trabalha a relação de alguém que comete crimes em série com alguém que procura entender a mente deste serial killer. Ou seja, Edu e Vera.

Para terminar, deve-se aplaudir toda a parte técnica da série: desde sua fotografia, que trouxe uma nova e mais obscura atmosfera para a capital carioca, até a trilha sonora, um dos grandes destaques da história. É incrível como a trilha casou bem com todas as cenas e sequências que foram exibidas até aqui. A direção esteve, principalmente nos últimos episódios, bem competente, e as atuações (Bruno Gagliasso e Débora Falabella, sobretudo) estiveram em um nível muito satisfatório.

Dupla Identidade

Dupla Identidade chega a sua reta final, prometendo ainda algumas surpresas. Este tipo de história propicia isto, e não ficarei perplexo se por acaso tudo que vimos até então for desconstruído nos próximos episódios. Resta agora esperar.

8 respostas para “Crítica Dupla Identidade nono episódio: perto do fim”

  1. Provavelmente, Esse filho que Ray espera, seguirá os passos do pai, e será o próximo serial killer para a segunda temporada.
    Pois na minha opinião seria a única maneira de se ter uma segunda temporada, pois Edu já deu o q tinha q dar, incrementar de mais seria como apagar todo o credi

    • Continuando…
      Apagar todo o crédito da série. Algumas americanas seguiram esse mesmo contexto, e acabaram caindo no clichê como ” Prison Break” que deveria ter acabado na segunda temporada.

      • Verdade, Prison Break teve uma primeira temporada magnifica, e um segunda até aceitável, mas não souberam parar na hora certa.

        Dificil fazer do filho de Ray o serial killer da segunda temporada, pois teriam que dar um salto temporal bem grande e descartar quase todo o elenco.

        Acho que ainda há chances de Edu voltar, caso haja uma segunda temporada. O desfecho dele na temporada dá este indício.

        Abração

  2. O episódio de ontem foi o mais ridículo… Na verdade estava amando a série e vi que estava em cima de pesquisas e séries retratadas de como envolve um psicopata, como são inteligentes e articulosos, porém esse do dia 05/12 foi mais uma prova que a globo manipula tudo e coloca tudo a perder por conta da audiência que ela sempre quer provocar estando acima de todas as outras e por isso passa por cima de fugir totalmente das praticas exigidas para qualquer psicóloga forense que sabe que jamais se faz um interrogatório com um psicopata sem algemas e ainda dando as costas para o mesmo! É realmente todos os programas da globo não tem jeito, manipulação é a marca registrada dela.

  3. Olha, não sei se Edu se deixará capturar tão fácil assim não, eu acho(e espero, pois a série está muito boa na minha opinião) que, talvez dando uma de Dexter, ele consiga colocar a culpa dos crimes em outra pessoa para prolongar por mais uma temporada a trama. Lembrando que, em uma de suas vítimas num dos episódios anteriores, ele usou o cadarço do tênis edição limitada do ajudante do senador, Assis. Talvez isso dê certa sobrevida ao serial killer.

    • Bem lembrado, Bevs,

      Acredito que a sobrevida seja de um ou dois episódios, mas não de uma nova temporada. Espero estar errado, porque a série merecia ao menos uma segunda temporada

      • Olha, gostaria muito que a série tivesse sim uma segunda temporada, porém dar sobrevida ao Edu para uma nova série, acredito que iria desgastar a própria série, ficaria muito falso. É claro que o nível de inteligência e “cara de pau” dele permitiria isso, mas acredito que não seria muito bom para o final dessa excelente série. Talvez, como você citou, seria interessante transformá-lo numa espécie de Hannibal Lecter ( que por incrível que pareça, não acompanhei nenhum filme ou série desse persongem, mas que farei questão de conhecer a partir dessa série). Sinceramente, a tempos não via uma produção nacional tão boa como essa. Diferente de tudo que já foi produzido (ao menos na minha opinião) e com atuações extraordinárias, principalmente do Bruno Gagliasso. Sempre achei ele um excelente ator. Seus personagens sempre marcam muito, assim como a Debora Falabela, que também sempre achei uma excelente atriz. Não sei qual o nível de audiência da série, se está baixo ou não, mas pra mim, foi a melhor produção da globo nos últimos anos.

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