Uma Viagem Extraordinária: jornada fantástica de um menino encantador
Cinema

Uma Viagem Extraordinária: jornada fantástica de um menino encantador

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Uma Viagem Extraordinária

Um drama/ aventura infantil em tom melancólico mas não deprimente, uma jornada fantástica de um menino encantador, onde a tristeza, a alegria e a fantasia se complementam de forma leve e mágica

Direção do cineasta  Jean-Pierre Jeunet (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), o filme Uma Viagem Extraordinária (França/ Canadá) é baseado no romance homônimo ilustrado de Reif Larsen e mistura o fantástico à nossa realidade.

Este drama familiar mesclado com aventura infantil é narrado por J. S. Spivet (Kyle Catlett) uma criança de 10 anos, cheio de magia e sentimentalismo. Com boa direção e roteiro interessante, o forte é a fotografia com paisagens e cores incríveis, efeitos especiais em 3D diferenciados dos filmes que estamos acostumados a assistir. Com linguagem própria, personagens estranhos meio surreais, uma temática triste, fala-se de perdas e preconceito. Na segunda parte do filme, quando J. S. parte para Washington, perde-se um pouco o ritmo e o foco do filme.

Conhecemos a família excêntrica de J. S. Spivet, um menino superdotado, apaixonado pela ciência. Sua mãe Dra. Clair (Helena Bonham Carter) é uma bióloga cientista especialista em insetos e seu pai (Callum Keith Rennie) um cowboy durão que adora a vida no campo; e ambos não aceitam e não enxergam a genialidade do seu filho. Ao ganhar um prêmio científico muito importante, J. S. Spivet resolve fazer sozinho uma viagem da região de Montana até Washington, sem o consentimento de seus pais. E o Instituto Científico que deu esse prêmio tão importante,  também não sabe que o ganhador  é uma criança.

A partir desta premissa, ingressamos junto a J.S. no seu mundo imaginário com suas cores vibrantes, sua magia desconcertante, uma verdadeira jornada ao fundo da sua alma infantil, com momentos de humor, de alegria mas também de tristeza. É lindo sentir a fraternidade entre esses dois irmãozinhos, e melancólica a dor da perda e da rejeição para uma criança.

Os atores em geral estão condizentes com a trama, mas o pequeno Kyle Catlett como J.S. Spivet imprime uma naturalidade e frescor infantil incrível, um talento nato. Transmite fortaleza e fragilidade, ternura e tristeza mas esperteza, essa ingenuidade típica das crianças.

Um drama/ aventura infantil em tom melancólico mas não deprimente, uma jornada fantástica de um menino encantador, onde a tristeza, a alegria e a fantasia se complementam de forma leve e mágica.

Marcia Amado Bessa é enfermeira e escreve para o ótimo blog CineAmado


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