Crítica The Voice Brasil terceira temporada: final do tira-teima
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Crítica The Voice Brasil terceira temporada: final do tira-teima

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Nonô Lellis

Episódio final não trouxe novidades, porém consolidou uma das equipes como a mais forte desta temporada

Quem conhece um pouco do The Voice (Brasil e outros mundo afora) sabe muito bem que para um técnico ser o campeão da temporada é necessário somente que ele possua um grande cantor, uma grande voz, não sendo tão importante que ele consiga fazer de sua equipe a mais forte do programa.

Porém, para quem gosta de analisar o reality e entender mais a sua dinâmica, esse é um fator fundamental para sabermos qual dos técnicos é o mais capaz de reunir e desenvolver um grupo de vozes anônimas e ajudá-los no crescimento profissional de cada um. Neste quesito, temos na terceira temporada do programa um técnico que se sobressaiu frente aos demais.

O nome da técnica é Claudia Leitte, que vem sendo a peça mais importante desta temporada até aqui, e que possui em sua equipe quatro nomes que não somente podem sair vencedores do The Voice Brasil, como também possuem potencial para seguirem bem em suas carreiras após o programa.

O final do tira-teima consolidou esta ideia, fazendo da técnica a mais competente no trabalho de escolher seus candidatos, formar sua equipe e ajudar no crescimento, tanto vocal quanto de dinâmica de palco. Para não dizer que foi uma temporada perfeita, ela pecou ao escolher (se é que é uma escolha dela) o cantor Dudu Nobre para auxiliá-la. Fora isso sua equipe segue para a próxima fase como a mais forte de todas.

Tira-teima
O episódio final do tira-teima não trouxe novidade alguma, exceto talvez pelas escolhas de Lulu Santos, que fez uma das grandes estrelas desta edição se despedir do programa.

Joey Mattos

O programa começou com a equipe de Carlinhos Brown, que apesar de continuar bastante chato com o prolongamento de sua fala, até consegue divertir o público, e não podemos negar que seu conhecimento musical é bem visível. De sua equipe, tivemos Isadora Morais, que teve uma nova chance após der dispensada por Lulu pelas razões erradas. Sua voz é bonita, porém sua escolha musical (Paulinho da Viola) não a favoreceu e ela foi eliminada.

Já Joey Mattos, que não possui uma voz tão bela quanto a de Isadora, soube se aproveitar de seu carisma, seu fã-clube já existente e sua escolha musical (Seu Jorge) para ser o escolhido do público. Devemos lembrar que a partir de agora o púbico terá ainda mais voz no programa, e por isso os candidatos precisam fazer mais do que só cantar bem.

Paula Marchesini foi muito bem com uma interpretação bem rock e acabou sendo a escolhida por Brow como o segundo nome da equipe. Assim, não sobrou espaço para a candidata Princess La Tremenda, que possui uma história bacana, mas que não fará falta alguma ao programa daqui pra frente.

Daniel teve um grupo bem eclético, mas bastante comum, sem nenhuma grande apresentação. Carla Casarim fez um bom trabalho interpretando um samba e por isso acabou sendo a escolhida pelo técnico. Carla é muito bela, possui um vocal gostoso de ouvir, mas precisa construir uma trajetória mais marcante se quiser seguir até a final do programa.

Kinnie Williams tinha tudo para passar de fase: possui uma voz poderosa, tem carisma, personalidade e escolheu uma canção marcante do John Legend. Porém estranhamente acabou não entregando nada de especial e foi embora para casa mais cedo. Thiago Costa foi outro que trouxe mais do mesmo e não deixou ninguém tocado com sua interpretação estilo barzinho de Como Vai Você. Assim ficou fácil para a dupla Vitor e Vanuti, que só seguiu em frente por conta da grande base de fãs e pela pouca concorrência dentro da equipe.

Nise Palhares

Lulu Santos começou o programa conquistando os melhores nomes e dava pra sentir que sua equipe era bem poderosa. Acontece que ela foi definhando aos poucos e o que restou não faz sombra ao que podaria ter sido. Mas lembremos do que foi dito no início: é preciso um só nome para ganhar o programa e Lulu tem um trunfo bem interessante chamado Nonô Lellis.

A menina pode não ser tecnicamente perfeita (ainda), mas ela tem tudo que o mercado musical precisa atualmente: tem talento, carisma, beleza. É pop, parece ser bem inteligente para a sua pouca idade e com bons conselhos e uma boa equipe assessorando essa menina tem tudo para entrar com tudo no showbiz. Sua versão de Breakaway foi bem bonita e justamente foi a escolhida do público. Gabriel Silva também escolheu um sucesso internacional, do U2, e explodiu no palco. O problema é que talvez tenha exagerado na empolgação, o que foi percebido por Lulu, que escolheu Maria Alice, deixando de fora dois grandes nomes do programa até aqui: Gabriel, e Deena Love, que perdeu força com o passar das semanas e por isso não conseguiu transformar toda a empolgação do primeiro episódio em votos e fãs suficientes para levá-la à final.

Claudia Leitte levou para a próxima fase duas poderosas cantoras, que se juntam aos outros dois grandes nomes de sua equipe, formando assim a equipe mais forte – de longe – da terceira temporada. Kall Medrado foi simplesmente genial juntando Led Zeppelin e Alicia Keys em uma mesma apresentação. Isso mostra como é criativa a garota em termos de escolha de repertório. Kall acabou, justamente, sendo a escolhida por Claudia para seguir em frente. Já a escolha do público foi até previsível, e leva Nise Palhares para a próxima fase com certo favoritismo, pois até aqui sua base de fãs tem se mostrado muito fiel. Kall e Nise fazem uma dupla capaz de derrotar 90% dos outros cantores da temporada. Só que Claudia ainda possui Leandro Bueno e o sensacional Lui Medeiros.

Seria bem justo que o vencedor do programa saísse desta equipe, para assim coroar o melhor trabalho feito até aqui em termos de acompanhamento e aconselhamentos. Porém, estamos falando do The Voice Brasil e tudo pode acontecer.

The Voice continuou com sua edição apressada e com pouco tempo para apresentar muita coisa. É uma pena isso, pois o programa teria condições de ter dois programas por semana sem cansar o público. Outro detalhe é o não uso do iTunes como ferramenta de votação. Seria melhor do que produzir um CD (tão anos 1990) e sair vendendo como presente de Natal.

 


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