Frida Kahlo e Diego Rivera são temas de peça que estreia no Rio
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Frida Kahlo e Diego Rivera são temas de peça que estreia no Rio

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Frida y Diego

Frida Y Diego, texto de Maria Adelaide Amaral, estreia no Rio de Janeiro dia 8 de janeiro; com Leona Cavalli e José Rubens Chachá no papel do casal de artistas

Uma das escritoras mais talentosas do Brasil, Maria Adelaide Amaral retorna à cena teatral com texto inédito que retrata a complexa e intensa relação dos fascinantes artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera. Com direção de Eduardo Figueiredo, Frida Y Diego estreia no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro, no próximo dia 8 de janeiro, às 19h30m, com uma apresentação para convidados.

O último texto de Maria Adelaide encenado nos palcos foi Chanel com o ícone do teatro brasileiro Marília Pera, há dez anos. Com Frida y Diego, Maria Adelaide quebra o jejum de 10 anos sem um  texto inédito seu para o Teatro. E estrelando a peça, nomes da mesma competência que Marília: Leona Cavalli interpretando Frida Kahlo e José Rubens Chachá como Diego Rivera.

O espetáculo conta a história do reencontro dos artistas depois de uma traumática separação. Numa fase muito difícil da vida de Frida, quando já bastante doente e com muitas dores, voltou a morar com Diego, em casas vizinhas ligadas por um corredor.

Os dois viveram um grande e conturbado amor, ao mesmo tempo em que influenciavam, com sua arte latina, o mundo das artes plásticas europeu e americano na animada e confusa década de 30.  A peça, recheada de conflitos, poesia, nostalgia e humor, tem Iluminação assinada por Guilherme Bonfanti, cenário, figurino e adereços por Márcio Vinícius e direção musical de Guga Stroeter.

Sobre a peça, Maria confessa,

Não é bem ficção. É teatro, e o tema foi intensamente pesquisado nos livros sobre Diego e Frida e em outros que me mandaram dos Estados Unidos e México”.

Frida y Diego

Há nove anos sem participar de uma produção de teatro, a atriz Leona Cavalli comemora o retorno.

Frida foi sempre absolutamente avançada em sua arte e na vida, ela teve a coragem de fazer da sua existência uma obra de arte e fez isso com extrema inteligência, indo muito além da sua dor. É um privilégio trazer para a cena a humanidade dela, o texto da Maria Adelaide coloca a matéria prima da arte da Frida na dramaturgia, ou seja, a sua vida. Muitas coisas que estão escritas na peça foram ditas pela artista”, conta a atriz.

Frida e Diego
Frida e Diego se casaram em 1929. Ela com 22 anos e ele com 43, era o terceiro casamento de Diego. Viveram uma relação muito conturbada, tanto pelos casos extraconjugais de ambos quanto por suas personalidades fortes e convicções artísticas e políticas. O casamento era cheio de brigas e confusões, também pelo fato de Rivera querer filhos e Frida, que enfrentava problemas de saúde desde muito jovem devido a um sério acidente sofrido na adolescência, não conseguir engravidar. Durante o relacionamento dos dois, Frida sofreu muitos abortos, inclusive.

O ápice da separação aconteceu quando Rivera envolveu-se com sua cunhada, Cristina, e tornou-se amante dela. Ficaram muitos anos juntos e tiveram seis filhos. Frida apanhou-os na cama, tendo um ataque histérico e cortando os próprios cabelos. Após um período separados, Frida e Rivera se reconciliaram. Os dois moraram em casas vizinhas conectadas por um corredor até a morte de Frida em 1954, aos 47 anos. A Casa Azul, como ficou conhecida, abriga hoje o Museu Frida Kahlo, na Cidade do México, e conserva tudo como os dois deixaram. Lá é possível encontrar cartas de amor trocadas pelo casal e diversos objetos do cotidiano dos dois.

SERVIÇO
Frida Y Diego, de Maria Adelaide Amaral
TEATRO MAISON DE FRANCE – Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro – RJ
De 8 de janeiro a 29 de março de 2015
Quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h
R$ 60,00 (quintas e sextas-feiras), R$ 80,00 (sábados e domingos).
16 anos.
353 pessoas


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