Entrevista exclusiva com a cantora LILIAN
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Música: entrevista exclusiva com a cantora catarinense LILIAN

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LILIAN – Divulgação – Foto – Giuliane Gava

Catarinense de nascimento, mas radicada no Rio de Janeiro, Lilian se apresenta no próximo dia 31 de janeiro na capital carioca

Lilian Rodrigues, também conhecida como LILIAN, nasceu na pequena cidade catarinense de Lauro Müller; foi lá que ela teve o primeiro contato com a música. Aos 11 anos já começava a sua vida artística, e aos 14 já cantava profissionalmente, mostrando que a música muito dificilmente sairia de sua vida. De lá para cá participou de festivais, atraindo cada vez mais admiradores Brasil afora, ganhou prêmios e de bônus abriu o show das divas Gal Costa e Vanessa da Mata.

Agora, no início de 2015, a cantora (e também compositora) apresenta seu novo show, intitulado Motivo, onde ela trabalha canções dos últimos 30 anos da música brasileira, referência à idade que ela acaba de completar. No repertório, além de suas canções autorais, nomes como Lenine, Chico César, Paulinho Moska, Arnaldo Antunes e o uruguaio Jorge Drexler.

Neste bate papo LILIAN fala do início de tudo, desde a sua vida em Santa Catarina até a sua chegada ao Rio. Fala de carreira, influências e dá um aviso aos cariocas: o show do dia 31 será lindo.

Fiquem agora com os melhores momentos desta bela entrevista:

Luis Fernando Pereira – Você mora no Rio já há algum tempo, mas nasceu e passou a maior parte da vida em Santa Catarina. Conta como aconteceu esta transição.

LILIAN – Bom, eu sou catarinense de Lauro Müller, pequena cidade do sul de SC, e com 18 anos me mudei pra Florianópolis pra fazer faculdade de Letras e paralelamente sempre cantei pela Ilha da Magia.

A mudança para o Rio foi planejada com o objetivo de estudar e buscar mais oportunidades pra minha carreira. E em 2011 me fixei na cidade e segui correndo atrás dos meus objetivos. São três anos, e já vejo um grande crescimento como artista. Aqui as oportunidades de programas culturais são muito mais acessíveis, inclusive no preço, comparado a SC. Estar na cidade me possibilitou estudar com grandes professoras como Vera do Canto e Mello, Suely Mesquita e Soraya Ranvele. Faço diversos cursos, oficinas… E já vejo resultados. O principal é ter despertado meu lado compositora.

LF – Sua relação com a música começou bem cedo, logo no início da adolescência. Como você despertou para a música? Foi sempre com a MPB?

LILIAN – Divulgação – Foto – Guto Noise

LILIAN – Sou filha de agricultores, sem artistas na família. Mas, sempre quis ser cantora. Quando criança eu transformava objetos em microfone e cantava imitando artistas na frente da TV, falo disso em uma das minhas músicas chamada Branquela. Com 11 anos já me apresentava em festas de bairro, na escola, na igreja. Com 14 já cantava profissionalmente em eventos, festivais de música, rádios locais. Eu sempre gostei de palco, de música, de dança…

Até os 18 anos o meu repertório era muito variado, como me apresentava em festas, digamos que eu cantava “os sucessos do momento” e tinha de tudo: pop, romântico, sertanejo, axé… Já em Floripa eu tive longos anos de parceria com um grande músico e maestro: Jackson Cardoso, ele foi um “tutor” neste universo da MPB e até meus primeiros passos com música autoral foi com ele que trilhei. Se hoje sou compositora e cantora de MPB devo muito a ele. Da mesma forma que o que aprendi de palco, presença, como dar entrevista, como me portar como artista aprendi com o Wanderlei Mendes, músico e maestro do coral infantil de Lauro Müller e que desenvolve um trabalho lindo de musicalização, desde os tempos que eu tinha meus 12 ou 13 anos… Tive sorte de encontrar ótimos professores no meu caminho que me ensinaram com informalidade, mas muita prática!

LF – Os festivais de música e de MPB tiveram uma relevância muito grande na história brasileira. E você participou ao longo da carreira de diversos festivais. Queria saber o quão importante foram essas experiências pra ti. Eles ainda conseguem abrir portas para bons cantores?

LILIAN – Antes de ser compositora, cantei em muitos festivais como Intérprete, a bagagem desses momentos de tensão, pois era tenso, você tem 3 ou 4 minutos pra tudo ou nada, ganhar o público, acertar a música, conquistar os jurados… Lembro do primeiro festival que participei, devia ter uns 13 anos… Minha tia Tereza costurou o figurino a pedido da minha mãe. Eu sempre fui pequenininha então parecia ter uns 9 ou 10 anos, as pessoas se impressionavam. E eu já gostava desde sempre. E foram muitos assim, em alguns tive a felicidade de ganhar, mas além do prêmio o que eu mais gostava era encontrar com músicos diferentes, conversar, trocar. Já como compositora, em 2014 participei do Festival de MPB do Conservatório de Tatuí, um festival que ostenta ter uma Orquestra como banda de apoio para os concorrentes, muito glamour! Maravilhoso!

Claro que fiquei honrada e orgulhosa de estar entre as 10 melhores canções de um festival com mais de 200 inscritos, mas o melhor continua sendo a troca com os músicos. Conheci grandes cantores e compositores do Brasil todo, fiz novos amigos como a grande cantora de SP Sarah Abreu que se tornou também minha professora de canto! (graças a tecnologia da internet!)

LF – Dia 31 de janeiro você faz show no Rio, e no repertório, além de canções suas, terá músicas de Lenine, Chico César, Paulinho Moska, Arnaldo Antunes e de Jorge Drexler. Como foi que chegou neste repertório?

LILIAN – Eu estava matutando dar uma repaginada no meu repertório, mas é difícil se desprender de grandes clássicos de Chico Buarque, Tom Jobim que estavam sempre nos meus shows. Foi então que tive a ideia de delimitar uma regra temporal pra que eu me obrigasse a cumprir, pois a gente se apega a algumas músicas… rs E eu sempre pensava “ah esta eu tenho que cantar, não posso tirar…” rs

LILIAN – Divulgação – Foto – Guto Noise

Como acabei de fazer 30 anos, optei por reunir no show canções que tenham no máximo a mesma idade que eu! É um repertório afetivo, as minhas composições também são. Outro dia me dei conta de que todas as 7 canções autorais que já apresento em show são em primeira pessoa. Deve ser por que sou uma compositora iniciante, muito confessional ainda… Ou talvez este seja o único jeito que sei fazer, por enquanto… E não posso deixar de ressaltar o Jorge Drexler, cantor e compositor uruguaio que bebe muito na fonte da música brasileira, e eu sou muito fã. Muito mesmo! Vou aos shows, tiro foto, dou presente, escrevo cartinha… E sonho que um dia ele vai me chamar pra cantar com ele!

LF – Queria saber dos planos para 2015. Pretende viajar com este show?

LILIAN – Planos pra 2015 é cantar muito, divulgar meu trabalho para que ele chegue a mais e mais pessoas, estudar, compor bastante e gravar um EP autoral!

Espero viajar sim com este show, estamos trabalhando pra isso. Graças a internet eu tenho um público que me acompanha de diversas cidades e estados do Brasil. Eu amo a internet por isso! E interajo o máximo que posso, inclusive tenho um Fã Clube muito ativo e presente em tudo que faço. Para o show do dia 31 de janeiro no Beco das Garrafas alguns destes fãs virão de outros estados para a estreia, estão curiosos com o novo repertório e as minhas composições já sabem cantar de cor! É lindo de ver!

LF – E um álbum autoral, é projeto para este ano?

LILIAN – Sim, mais precisamente um EP onde gravarei as canções que já divulgo nos shows e que fui testando nos últimos 2 anos. Quem quiser conhecer um pouco deste trabalho, basta acessar meu site pra ouvir as cantorias: www.lilianoficial.com

E pra saber as novidades sobre as gravações, basta ficar de olho nas minhas redes sociais, estou sempre atualizando com tudo que acontece: facebook.com/Lilianoficial

E quem estiver pelo Rio no dia 31/01 nos encontramos no Beco das Garrafas em Copacabana, palco histórico da música brasileira. Estarei acompanhada de grandes músicos: Lucas Tiburcio (violão) e Jessica Nepomuceno (percussão) e ainda terei a honra das participações de Elisa Fernandes e Paulinho Thomaz, artistas incríveis e amigos queridos. Será uma noite linda eu garanto!


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