Crítica Unbreakable Kimmy Schmidt: comédia nonsense fofura é boa opção na Netflix | Cabine Cultural
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Crítica Unbreakable Kimmy Schmidt: comédia nonsense fofura é boa opção na Netflix

Unbreakable Kimmy Schmidt

Unbreakable Kimmy Schmidt

Humor que flerta com o nonsense, mas que é recheada de tiradas interessantes e mensagens positivas sobre a vida; boa pedida

Não podemos negar que desde as primeiras notícias divulgadas sobre a série Unbreakable Kimmy Schmidt o foco principal das abordagens sobre era o fato do projeto ser o primeiro de Tina Fey após seu trabalho na icônica 30 Rock. Mesmo sabendo que em 30 Rock ela atuava, e agora ela produz, a relação era mais que compreensível, pois a atriz é uma das mais criativas no quesito comédia da atualidade.

Sendo assim, esperávamos um humor que casasse bem com ela, com tiradas que trouxessem muitas referências de cultura pop e de política, e cenas que misturassem humor e ao mesmo tempo certo ar de fofura, de ingenuidade. E é essa a atmosfera que cerca Unbreakable Kimmy Schmidt, a curiosa história de Kimmy (Ellie Kemper).

A premissa
Kimmy, a personagem título, viveu durante quinze anos em um culto, e após este tempo, acaba sendo resgatada e recomeça a sua vida em Nova York. Na grande cidade, ela se vê em um mundo totalmente novo, que ela nem acreditava que ainda existia. Munida de uma mochila, tênis de luzinhas e livros datados de uma biblioteca, ela terá que se confrontar com esta nova realidade.

Quem assistiu O Dorminhoco, com Woody Allen, deve sentir uma sensação um pouquinho parecida, mas só um pouco mesmo. Mas a ideia no fim das contas é a mesma: contar uma história de adaptação ao novo, contar a história de uma personagem que não tem grandes noções do mundo que vive, e precisa reaprender a conviver e sobreviver no mundo.

Unbreakable Kimmy Schmidt2

Unbreakable Kimmy Schmidt2

Kimmy faz isso de um modo bem ingênuo, mas não tolo. Ela, com todo este contexto, não demora a encontrar um emprego (trabalhando para a bela Jane Krakowski – 30 Rock), alguém para dividir um apartamento (Tituss Burgess – 30 Rock) e uma nova vida. E é exatamente este quadro (uma chefe e um colega de quarto) que faz da série uma divertida e bem curiosa comédia.

Ellie Kemper
O principal destaque da série é, sem dúvida alguma, a atriz Ellie Kemper, aquela linda que ficou mais conhecida pelo seu trabalho em The Office, a versão americana. Ela está muito bem como esta garota que equilibra doses de ingenuidade, certa inocência, mas bastante perseverança. A empatia que ela causa no espectador é motivo suficiente para vermos todos os 13 episódios da primeira temporada com um sorriso no rosto.

Tituss Burgess é outro bom nome da série; ator mais acostumado aos musicais da Broadway, aqui ele faz a junção da comédia com o canto e esta vibe, junto com a relação quase fraternal que ele estabelece com Kimmy são outros pontos bem positivos da história.

O elenco também inclui Lauren Adams, Sara Chase, Sol Miranda e a ganhadora do Emmy Carol Kane (Taxi, A Princesa Prometida) que, juntos com Jane Krakowski (talvez a mais famosa de todo o elenco), fazem de Unbreakable Kimmy Schmidt uma opção bem interessante para o gênero comédia.

A Netflix assim disponibiliza aos seus assinantes mais uma boa série, desta vez uma comédia de 20 minutos, que se junta aos já bem sucedidos Orange is The New Black e House of Cards, e a novata Bloodline como destaques no acervo original da empresa.

Diferenciada, com uma atmosfera que tramita entre o nonsense e o humor ingênuo, quase pastelão mesmo, Unbreakable Kimmy Schmidt chega para ajudar o gênero comédia na árdua missão de voltar a ter séries interessantes criativamente e relevantes em termos de roteiro e produção.







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