Especial Lollapalooza: Smashing Pumpkins e o melhor álbum duplo da história | Cabine Cultural
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Especial Lollapalooza: Smashing Pumpkins e o melhor álbum duplo da história

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Smashing Pumpkins

Smashing Pumpkins

Banda de Billy Corgan aterrissa em São Paulo para apresentação no Lollapalooza; show acontece no próximo domingo, 20:30 horas

Por Luis Fernando Pereira

O ano era 1996, mês de Janeiro. Foi numa noite absurdamente quente que a banda de Chicago, nos Estados Unidos, Smashing Pumpkins, teve sua primeira apresentação transmitida ao vivo para o público brasileiro. A emissora era a finada MTV Brasil e o evento era o finado Hollywood Rock.

Eles estavam tecnicamente fazendo o segundo show mais importante da noite, pois o headliner oficial era a banda inglesa The Cure. Mas ainda assim, o clima em torno do grupo liderado pelo vocalista Billy Corgan era tão especial que mais parecia que eles eram a principal atração da noite. E o motivo atendia pelo épico nome de Mellon Collie and Infinite Sadness, o terceiro álbum de estúdio da banda, que considero até hoje o mais importante álbum duplo da história do rock.

O álbum
Produzido pelo líder da banda, Billy Corgan, e por Alan Moulder e Flood, Mellon Collie and Infinite Sadness possuía 28 faixas e foi lançado como um disco duplo e como um LP triplo. Liderado pelo single Bullet With Butterfly Wings, o álbum estreou na primeira posição na Billboard, pela primeira vez na história da banda, que já havia estourado com os dois primeiros trabalhos (Gish e Siamese Dream). Foram retirados outros quatro singles deste álbum durante 1996, o que culminou com o álbum sendo certificado dez vezes com o disco de platina. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

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Se Bullet With Butterfly Wings foi o cartão de visitas, certamente Tonight Tonight foi o grande representante do álbum no mundo todo. A canção, linda por si só, ainda ganhou um dos melhores videoclipes dos anos 1990, que rendeu a banda dezenas de prêmios e consagração pelo público e pela crítica.

Mellon Collie and Infinite Sadness

Mas ainda havia muita lenha para queimar. Se Billy Corgan desejasse, poderia tranquilamente ter lançado entre 7 e 10 singles de sucesso, pois o álbum tinha potencial para isso.

1979 outra canção que hoje já consideramos icônica e clássica foi mais um petardo que ganhou videoclipe arrasador, um dos mais famosos clipes da década, pelo estilo que foi produzido e pelas imagens criadas. Neste momento já sabíamos que Mellon Collie and Infinite Sadness era um trabalho diferenciado.

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Mas ainda faltava a cereja do bolo; e ela veio com a absurdamente linda Thirty-Three, uma das mais interessantes músicas gravadas pela banda em toda a sua trajetória. A música fechou com chave de ouro a lista de singles que ganharam videoclipes. Desta vez, entretanto, eles foram além e criaram uma experiência visual maravilhosa de ser vista.

A música título, Mellon Collie And The Infinite Sadness, um instrumental lindo que era utilizado como introdução dos shows nesta turnê era outro destaque, junto com canções como To Forgive, Porcelina Of The Vast Oceans, Where Boys Fear To Tread e Zero. Já deu para perceber a quantidade de grandes canções que o álbum trazia, não? Agora as imaginem em um único show.

Brasil
Voltamos então àquele Hollywood Rock de 1996. A banda entra com um cenário bem psicodélico à disposição, um telão bem utilizado, com cores e variações que davam um clima bem épico ao show. A canção título inicia a apresentação e o público se excita de uma forma que eu, lá na minha casa, sentia.

Música por música, eles vão apresentando o novo trabalho, com destaque para Bullet With Butterfly Wings, naquele momento era a mais conhecida do álbum, e que fez o público cantar e pular como nunca. Claro que coube aos maiores hits da banda o trabalho de catarse: Today, Siamese Dream e Sherub Rock enlouqueceram tudo. A banda estava no seu ápice criativo: Darcy, James Iha e Jimmy Chamberlin completavam o que era a melhor banda daquele ano, uma das melhores da década.

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Sobrou até para o The Cure, que ganhou uma irônica homenagem da banda, que cantou um pequeno trecho de Boy Don’t Cry, sucesso clássico dos ingleses.

Assim, com esta pequena homenagem ao grupo icônico de Chicago, que ficamos na espera por mais uma apresentação deles no Brasil, desta vem no festival Lollapalooza Brasil. A expectativa é grande, mesmo sabendo que a época de ouro do grupo já acabou, e certamente alguns dos hits que o grupo produziu ao longo das décadas será cantado em coro pelo público presente em São Paulo. É o que espero.

Luis Fernando Pereira é crítico cultural e editor/administrador do site



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