Especial: filmes e séries para se assistir na semana santa
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Especial: filmes e séries para se assistir na semana santa

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A Paixão de Cristo

A Paixão de Cristo

Feriado chegando, além de um tempo a mais para assistir filmes e séries, temos uma das datas mais importantes do Cristianismo

Todos os anos, ao se aproximar da semana santa, as redes de televisão, aberta e fechada, começam a sua série de especiais sobre a temática. Normalmente os filmes exibidos são de qualidades técnicas duvidosas, mas a ideia é sempre fazer prevalecer a mensagem que é dada: o amor ao próximo, tal como Jesus Cristo tanto pregou durante sua existência. Porém, saibam que há filmes e séries de ótimas qualidades, e que também retratam a vida, a morte ou as mensagens de Jesus (ou da Bíblia). Separamos alguns bons exemplos do que assistir nesta data tão significativa para a comunidade cristã.

1 – A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson. Este é provavelmente o filme mais chocante sobre o período de Cristo na Terra. O filme abrange principalmente as 12 horas finais da vida de Jesus, começando com a agonia no jardim de Getsêmani, a insônia e agravo da Virgem Maria, mas terminando com uma breve descrição de sua ressurreição. Flashbacks de Jesus como uma criança e como um jovem com sua mãe Maria, dando o Sermão da Montanha, ensinando a Doze Apóstolos, e na Última Ceia são algumas das imagens retratadas. O diálogo é inteiramente reconstruído em Aramaico e latim com legendas em vernáculo. Um filme importante, sobretudo para entendermos o quão sacrificante foi esta passagem da vida de Jesus.

Jim Caviezel, o ator que interpreta Cristo, apresenta aqui o seu melhor trabalho em toda a sua carreira, atuando de modo tão visceral que chega a dar arrepios em quem assiste. As cenas são realmente chocantes e feitas para se refletir bastante sobre o quão cruel pode ser o homem. Relevante e necessário.

2 – A Bíblia (série de tv, 2013) – A série, exibida originalmente pelo History Channel, mas que aqui no Brasil também foi mostrada pela Rede Record, abrange de Gênesis a Apocalipse em uma grandiosa narrativa, dentro de cinco partes de duas horas, cada uma contendo duas ou três histórias. De acordo com Mark Burnett (um dos criadores), a narrativa inclui histórias como a Arca de Noé, o êxodo e a vida de Jesus Cristo. Cinco horas são tiradas do Antigo Testamento, cinco do Novo Testamento. A série é baseada na Nova Versão Internacional e a Nova Versão Revisada da Bíblia.

O grande diferencial de A Bíblia é, sem dúvida alguma, seu apuro técnico. É a primeira série que realmente gastou dinheiro na produção, para que ela ficasse o mais realista e impressionante possíveis. O resultado é uma grandiosa obra, que abrange grande parte das histórias bíblicas e que dá para ter uma noção bem geral de toda a história da religião no mundo. São cinco episódios que passam bem rápidos e que, diferente da maioria dos filmes sobre a Bíblia, não dá sono ao assistir.

The Bible

The Bible

3 – Noé (2014), de Darren Aronofsky. Baseado na história bíblica da Arca de Noé, o mundo é devastado pelo pecado do homem e Noé é chamado por Deus para construir uma arca e abrigar todos os animais e sua família, de um dilúvio que promete destruir toda a Terra. Este filme, bem controverso, dirigido por um dos cineastas mais loucos e controversos da atualidade, traz Russell Crowe como Noé; estrelam também Anthony Hopkins como Matusalém, Jennifer Connelly como a esposa de Noé, Noéma, Douglas Booth como o filho mais velho, Sem, Logan Lerman como o mais novo, Cam, Emma Watson como a adotiva Ila e Ray Winstone como o arquiinimigo Tubalcaim.

Um filme interessante, principalmente pelo fato dele ter sido produzido também para o formato de 3D. Cenas muito bem construídas e plasticamente perfeitas, que podem ajudar a garotada a adentrar melhor nas histórias bíblicas. É controverso quanto ao conteúdo, por isso pode ser uma boa oportunidade para ver outras visões sobre um mesmo tema.

4 – O Filho de Deus (2014), de Christopher Spencer. O Filho de Deus (no original em inglês Son of God) é um filme épico bíblico baseado na minissérie The Bible, produzida por Mark Burnett e Roma Downey. Já falamos da série aqui, e dissemos que ela possui 10 horas de duração divididas em cinco episódios de duas horas, cada. Então, caso você não tenha tempo de assistir as dez horas de série, fica a sugestão de ver esta versão mais condensada da história. O filme contém cenas exibidas na série, bem como outras que não foram exibidas e conta com seleções da minissérie, bem como cenas excluídas que não aparecem nela, apesar de Jesus ter aparecido em cinco dos dez episódios.

O Filho de Deus, bem como Noé, entram para o grupo de super produções sobre o tema, com investimentos grandiosos uma qualidade técnica bastante satisfatória. Quem deseja ver somente a mensagem, irá gostar, mas quem quer assistir um bom filme, cinematograficamente falando, também não irá se decepcionar.

5 – A Última Tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese. O filme é baseado no romance homônimo de Níkos Kazantzákis, publicado em 1951. É estrelado por Willem Dafoe como Jesus Cristo, Harvey Keitel como Judas Iscariotes, Barbara Hershey como Maria Madalena, David Bowie como Pôncio Pilatos, e Harry Dean Stanton como Paulo. O filme foi inteiramente rodado em Marrocos. O filme retrata a vida de Jesus Cristo e a sua luta contra várias formas de tentação, incluindo medo, dúvida, depressão, relutância e luxúria. Isso é retratado no livro e no filme com Cristo imaginando-se envolvido em atividades sexuais, uma ideia que provocou a indignação de alguns cristãos. O filme inclui um aviso explicando que se afasta da interpretação bíblica comumente aceita da vida de Jesus, e não se baseia nos Evangelhos.

Este é um filme bem controverso, pois apesar de ser uma joia enquanto narrativa e atuações, ele tem a peculiaridade de subverter, ou ao menos, se afastar, da história difundida sobre a vida de Jesus. É importante ter uma mente aberta – falando de religião – para aceitar o filme, que – falando de cinema – é uma das obras mais marcantes sobre a temática.

Noé filme

Noé filme

6 – O Corpo (2000), de Jonas McCord. Durante uma expedição, uma arqueologista (Olivia Williams) encontra um corpo crucificado, cujo exames apontam que ele é do primeiro século antes de Cristo. Ao saber do corpo, o Vaticano envia um padre (Antonio Banderas) que tem por missão investigar se o corpo encontrado seria de Jesus Cristo, que viveu exatamente nesta época. A ameaça de que as suspeitas estejam corretas desestabiliza a Igreja Católica, que pode ter sua credibilidade de séculos arruinada, já que como Cristo ressuscitou não pode haver um corpo seu na Terra.

O Corpo possui uma série de diferenças em relação aos filmes já citados aqui. Ele é passado na contemporaneidade e a figura de Jesus não aparece, porém a sua premissa e todo o seu enredo apresentam importantes discussões sobre a vida de Cristo. Há no filme um grande embate entre ciência e fé, um dos embates mais latentes da história da humanidade. O fato dele ser um suspense pode fazer que um grupo maior de pessoas, e não somente quem já gosta de filmes religiosos, assistam. Temos também um dos grandes astros de Hollywood como protagonista e Antonio Banderas faz um bom trabalho como o padre que levanta a bandeira da fé em contraposição ao conhecimento científico. Um bom filme.

Para resumir O Corpo, poderíamos fazer a seguinte pergunta: se Cristo não ressuscitou (fisicamente), como sugere uma perspectiva do filme, o Cristianismo desmorona ou a fé cristã consegue superar essa lacuna como superou outras aparentes incongruências?

Outros filmes interessantes:

7 – Jesus Cristo Superstar, de Norman Jewison.
8 – O Evangelho Segundo São Mateus, de Pasolini.
9 – Ester e o Rei, de Raoul Walsh.
10 – Intolerância, de D. W. Griffith.


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1 comentário

  • Não há dúvida de que a Páscoa nunca deve faltar um filme religioso, há um que me agrada muito e recomendo, seu nome é Ressurreição, uma adaptação interessante centrado na ressurreição de Cristo, do ponto de vista de um ateu. Adicionando o contexto romano essencial, então temos uma natureza sugestiva com uma gama infinita de decisões e reações que não diferem da nossa percepção emocional. Um roteiro decente por Kevin Reynolds, que também atua como diretor. Definitivamente, este filme poderia servir como uma sequela de A Paixão de Cristo.

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