Cinderela, o novo filme da Disney, é cinema a moda antiga
Cinema

Cinderela, o novo filme da Disney, é cinema à moda antiga

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Cinderela

Filme recria o clássico da Disney, levando o público ao mundo da fantasia sem artifícios e efeitos em 3D

Por Marcia Bessa

Direção de Kenneth Branagh, o novo filme da Disney  Cinderela (EUA), com sua delicada fantasia, humor e estilo em live-action, é uma adaptação do clássico infantil, e o diferencial está justamente em realizar um cinema à moda antiga, sem revezes,  exatamente o conto que todos conhecem, levando o público ao mundo da fantasia sem artifícios e efeitos em 3D.

Com a morte trágica de seu pai, Ella (Lily James) torna-se  refém de sua madrasta má Lady Tremaine (Cate Blanchett) e suas filhas Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), que lhe dão o apelido de Cinderela.

Cinderela passa os seus dias morando no sótão da casa e trabalhando como empregada, à mercê dessas pessoas egoístas e de índole má. Mas nada consegue tirar o otimismo e a vontade de viver dessa mocinha, pois aprendeu com seu pai o lema que para vencer os obstáculos na vida tem que ter gentileza e coragem. Por acaso do destino, em uma de suas idas à floresta, Cinderela conhece um bonito rapaz (Richard Madden)  e ambos se apaixonam, sem saber que ele é o príncipe.

A partir deste episódio, Cinderela irá passar por situações inusitadas e vai contar com a ajuda de sua fada madrinha (Helena Bonham Carter).

Direção e roteiro de primeira sem precisar inovar, com cenários suntuosos, figurino exageradamente impecável, trilha sonora agradável, um romance tão conhecido de todos nós, mas não cria monotonia e esperamos ansiosos pelo final feliz. A hora do baile é um sonho que fascina, assim como o encantamento da abóbora em carruagem é de muito humor e efeitos especiais bacanas. E as atuações estão à altura do clássico, vale ressaltar a atriz Cate Blanchett que está fantástica como a madrasta má.

Foi interessante observar que a platéia era praticamente de adultos, creio que nesta era do excesso de tecnologia e imediatismo, inclusive no campo amoroso em que o romantismo se tornou algo ‘brega’, no fundo é o que está faltando na vida das pessoas, sonho e romance, se possível com direito a sapatinho de cristal. Você sai do filme leve como uma pluma e cheia de emoção no coração.

E lembrem-se, assim como aprendeu Cinderela, gentileza e coragem gera afetividade. Valeu  Disney!!!

Marcia Amado Bessa é enfermeira e escreve para o ótimo blog CineAmado


  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe uma resposta