Crítica Supergirl pré-air: piloto tem bom potencial | Cabine Cultural
Notícias Séries

Crítica Supergirl pré-air: piloto tem bom potencial

Supergirl

Supergirl

Os 46 minutos que contaram o início da saga da prima do homem de aço teve muitos pontos positivos, mas ainda precisa de algumas melhoras

Por Luis Fernando Pereira

É quase que inevitável ao assistir Supergirl, a série, não se lembrar de sua quase irmã Smallville, que durante dez longas temporadas contou a história do adolescente Clark Kent, desde as suas primeiras descobertas até o início de sua fase mais madura como Superman. Mas enquanto que Smallville era carregado de simbolismos mais dramáticos, já que estávamos diante de uma espécie de jornada do herói, em Supergirl temos a sensação de que veremos uma garota querendo diversão, em suas formas mais diversas e plurais.

Prevista para estrear em novembro de 2015, a série acompanha a personagem Kara, interpretada pela linda Melissa Benoist (Whiplash, Glee), prima do Superman, e que foi adotada quando criança por uma família que a ensinou a esconder seus poderes. Após um desastre de avião que põe sua irmã em risco, Kara, agora com 24 anos e morando na cidade de Nova York, decide deixar o segredo de lado e assume sua figura de heroína.

+  Crítica The Voice Brasil fase das Batalhas: está tudo perfeito, ou quase

É interessante o paralelo que podemos fazer aqui entre Supergirl e Smallville, pois enquanto que Kara se assume como heroína salvando sua irmã de um desastre aéreo, Clark também se assume herói salvando o então desconhecido Lex Luthor de um desastre automobilístico. As duas pessoas salvas exercerão importantes papéis em suas respectivas jornadas.

Mas deixando as comparações de lado, vamos ao primeiro destaque do piloto: o ambiente em que Kara passará boa parte de seus próximos anos. Ela trabalha num conglomerado midiático, incluindo ai um jornal. Sua chefa, interpretada pela atriz Calista Flockhart, (que traz lembranças de O Diabo Veste Prada sim) promete exercer a mesma função de todos que possuem este cargo, ou seja, buscará audiência a todo custo. E Kara será peça fundamental nisto, como Supergirl e como assistente. Óbvio que ela irá usar o fato de ser a heroína para manter seu emprego de assistente.

Supergirl

“Stronger Together” — When Kara’s (Melissa Benoist) attempts to help National City

O núcleo jornalístico ainda incluem o amigo Winslow “Winn” Schott e o famoso Jimmy Olsen, que pertence ao universo do Superman. Interessante perceber que em um episódio somente eles já sabem da ligação de Kara com Supergirl, o que vai acabar evitando todos aqueles dilemas que um super-herói passa (Clark, Flash…), que se resumem numa única pergunta: contar ou não contar quem eu sou?

+  Marcelo é mais ousado, mas Dayse merece vencer o MasterChef

Um dos pontos fortes de Supergirl, que é o fato de ser mais leve e de se levar menos a sério, pode, entretanto, se tornar com o tempo algo problemático, pois caminhar somente neste sentido fará da série algo superficial, sem aquele elemento que fisga o espectador. Assim, é importante que a relação com a irmã (agente do Governo) e com os futuros vilões de Krypton seja bem construída e que o alívio cômico seja sempre pontual.

Outro ponto, que ao mesmo tempo é forte e preocupante, é o canal onde a série será terá exibição nos Estados Unidos. A CBS, a mais popular das redes de televisão aberta, possui também um público mais tradicional, velho, familiar e os programas da emissora, exceto algumas comédias, são todos levados nesta vibe. Querer podar o roteiro de Supergirl para transformá-la em algo mais abrangente é algo que podemos imaginar acontecendo, e isto não será nenhum pouco interessante para a história, que traz no DNA todo um clima jovem alternativo vindo das mentes da DC Comics.

Com cenas de ação bem construídas, uma atmosfera leve e muitas vezes engraçada, uma mitologia já existente e consolidada, além de uma protagonista simpática (precisa melhorar as caras e bocas), Supergirl possui um grande potencial de sucesso para a próxima temporada da televisão americana. Basta somente os roteiristas equilibrarem melhor a relação entre drama e comédia, entre aventuras amorosas e dramas existenciais. Fazendo isto, a série realmente pode ser um dos destaques de 2015.

+  Crítica X Factor Brasil top 8: as escolhas musicais que só prejudicam os cantores

Luis Fernando Pereira é crítico cultural e editor/administrador do site







Deixe uma resposta