Exposição no MIS: Truffaut e o Cinema
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Exposição no MIS: Truffaut e o Cinema

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Exposição Truffaut - Foto de Phillippe de C. T. Watanabe

Exposição Truffaut – Foto de Phillippe de C. T. Watanabe

“A exposição atingirá especialmente os cinéfilos e os admiradores do trabalho de Truffaut. Contudo, ela é desenhada para atrair todo público que, de alguma maneira, interessa-se ou quer conhecer mais sobre a sétima arte”.

Por Phillippe de C. T. Watanabe

A associação é rápida e inevitável. Os nomes acabam por se confundir, misturam-se. Truffaut: um cineasta apaixonado, que teve início em 14 de Julho, no MIS-SP, mostra como começou – por exemplo, os ingressos de cinema guardados por Truffaut – e se desenvolveu essa inesquecível fusão.

Na mostra, somos guiados entre os espaços por uma película de filme. Nos frames, os filmes de Truffaut. Nas salas, encontramos enormes rolos de filme, no interior dos quais podemos ver objetos da vida e carreira do cineasta. A quantidade e o detalhamento da coleção – cedida pela família à Cinemateca Francesa – impressiona e aponta para um lado quase arquivista de Truffaut.

Mesmo se utilizando também de dados cronológicos, optou-se por destacar as diferentes temáticas que podem ser associadas à figura de Truffaut. Entre elas, encontramos a infância, a paixão amorosa, a educação sentimental – através da história de Antoine Doinel –, a Nouvelle Vague e os locais em que trabalhou.

Em uma das salas, várias telas mostram, com uma pequena diferença de tempo entre elas, sequências de filmes do cineasta. Constrói-se, assim, sutilmente diante de nossos olhos, o movimento de uma película em um projetor.

A exposição atingirá especialmente os cinéfilos e os admiradores do trabalho de Truffaut. Contudo, ela é desenhada para atrair todo público que, de alguma maneira, interessa-se ou quer conhecer mais sobre a sétima arte.

Serge Toubiana, diretor da Cinemateca Francesa, em palestra oferecida antes da abertura da exposição, ressaltou alguns pontos que o atraem na trajetória de Truffaut. A palavra “paradoxo” ressoou durante sua fala. Paradoxo que envolve um homem público e seus mistérios e vestígios; que envolve sua imagem alegre e leve que se espalhou pela mídia, e a realidade interior sombria. Tais aspectos transformam Truffaut em uma personagem apaixonante, digna de estudo e admiração. O cineasta apaixonado continua a espalhar suas ideias e a conquistar mais olhos – não somente para si, mas também para seu objeto de devoção: O Cinema.

 

Phillippe de C. T. Watanabe é estudante de Comunicação da UNICAMP e correspondente do site em São Paulo


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