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Crítica The Voice Brasil 4ª temporada: tudo vai bem, exceto a edição, os técnicos…

The Voice Brasil

Mesmo depois de três temporadas realizadas, o maior reality show musical do Brasil ainda não aprendeu com os seus erros

Por Luis Fernando Pereira

O The Voice Brasil estreou semana passada a sua mais nova temporada, com audiência consolidada e uma base de fãs já segura. E esses fatores fizeram do programa um dos mais preguiçosos da televisão brasileira. A produção, que vem cometendo erros desde o primeiro episódio da primeira temporada, não tem o mínimo interesse em mudar e a mínima ousadia para ao menos consertar o que claramente está errado no reality.

Os erros
Os técnicos em primeiro lugar. Já está bem claro que não podemos chamá-los desta forma, pois nenhum deles até hoje contribuiu para o crescimento de artista algum nestas temporadas. Talvez os assistentes, que voltam para as batalhas, tenham essa função de ajudar os cantores. Mas os técnicos, ou melhor, jurados, não.

Sem feedbacks produtivos e com opiniões irrelevantes, Claudia Leitte, Lulu Santos, Michel Teló e Carlinhos Brown continuam sendo irritantes nas abordagens e chatos no resto do programa. Claudia continua sendo o que de melhor este reality produz, pela beleza, pelo talento e pela esperteza, pois a cantora segue sendo a única que conhece o formato do programa nos outros países do mundo.

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Não que o Brasil deva acompanhar ou copiar as outras edições do The Voice. Mas se for para fazer diferente, que faça bem, o que não vem acontecendo até então.

Mas o mais irritante continua sendo os motivos dados pelos quatro para fazer com que o candidato escolha um deles. Vergonhoso que pessoas tão inteligentes não consigam construir uma abordagem melhor para conquistar os cantores. Deveriam ser obrigados a ver constantemente os outros The Voice pelo mundo para aprender o básico.

Os técnicos em ação

A edição
Se os técnicos são ruins, a edição consegue ser ainda pior. A começar pelo ‘começo’. O episódio de estreia da quarta temporada já começa com alguém cantando, sem introdução, sem boas vindas, sem contextualização alguma. A cantora Nikki, de São Paulo, muito boa por sinal, não teve nem a sua história contada, mas ainda assim a produção acha que ela foi colocada como grande destaque da estreia.

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Os cortes do episódio continuam falhos. O cantor acaba de se apresentar e claramente os jurados vão falar alguma coisa, mas ai vemos somente algum deles perguntando em qual time ele irá entrar. E depois já partimos para outro candidato. O The Voice Brasil seria tão mais marcante se a edição soubesse contar direito as histórias de seus candidatos. Quando faz, como no caso de Selma Fernandes, a segunda candidata, o resultado agrada.

Outro problema claro é a dinâmica do programa. A regra é básica: um episódio começa com a temperatura lá em cima, depois abranda, vai numa crescente e no final é mostrado o grande destaque dos cantores naquele episódio. No Brasil não é assim. O final, ao invés de ser com o candidato que mais chamou a atenção, é com os quatro cantores se apresentando, o que claramente deveria ser a atração de abertura da temporada, até mesmo para apresentar seu novo jurado, Michel Teló. Não há o mínimo planejamento na mostagem do episódio.

Os cantores
Para não dizer que o programa voltou de mal a pior, temos nos cantores sempre a luz no fim do túnel. O país realmente possui uma quantidade absurda de talentos e o episódio, mesmo com as falhas, mostrou isso para todos.

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Afinal, o que dizer da apresentação maravilhosa da bela, muito bela mesmo, Rebeca Sauwen. Sua versão para Ando meio desligado foi de longe a melhor coisa que apareceu no episódio de estreia do The Voice Brasil. A cuiabana Lorena Ly foi outro grande destaque e promete ir longe na competição.

Claudia Leitte

O maior e melhor reality musical brasileiro voltou, aos trancos e barrancos. Continua sendo uma experiência interessante, e ouvir talentos cantando sempre é bom. Porém, o potencial do programa vem sendo continuamente subaproveitado e se você comparar com os outros The Voice mundo afora, perceberá o quão mal editado e dirigido é o nosso.

Desde os técnicos que não são técnicos (e são extremamente chatos e irritantes) até a edição preguiçosa e quase amadora. Thiago Leifert continua sendo um bom apresentador e os candidatos continuam bons. Vale a pena continuar vendo por conta disso.

Luis Fernando Pereira é crítico cultural e editor/administrador do site







5 respostas para “Crítica The Voice Brasil 4ª temporada: tudo vai bem, exceto a edição, os técnicos…”

  1. Esse The Voice 2015 está muito ruim. cantores desafinados e técnicos falsos porque sabem que os candidatos escolhidos por eles mesmos não são bons.

  2. Essa ediçao p mim foi uma das piores canditatos fracos ao contrario de outras ediçoes, e por falar em jurados Carlinhos braw estar deixando a desejar, ele deve ta doente p escolher tantos canditatos horriveis, galera jurados va pela razao nao pela emoçao ou seja coraçao.msm assim sou uma admiradora do programa assidua.

  3. Estou horrorizada com essa edição do The Voice, quanta gente ruim, e como o jurado é falso e sem noção. Mas como é no Brasil já era de se esperar. Triste.

  4. Luis Fernando Pereira, concordo plenamente com tudo o que você disse.

    Eu acompanho vários programas musicais de outros países (ex: The X Factor UK/USA, The Voice, American Got Talent). Gosto muito desses tipos de programas.
    No entanto, o The Voice Brasil é algo lamentável.

    Acredito que o que mais peca mesmo são os jurados, pois, eles não são NADA críticos e só falam asneiras em cima de asneiras e isso fez com que eu perdesse a vontade de ver esse programa. Assisti os dois primeiros episódios para ver se haveria alguma melhora mas, infelizmente, as coisas continuam do mesmo jeito.

    O programa, além dos candidatos talentosos que participam o que trás um entretenimento bacana, só dá preguiça em quem assiste.

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