Crítica MasterChef Júnior Brasil: 2º episódio consegue manter o pique e a qualidade
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Crítica MasterChef Júnior Brasil: 2º episódio consegue manter o pique e a qualidade

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MasterChef Júnior

Programa foi ao ar na Rede Bandeirantes e provou que há vida inteligente em reality show de culinária; 3º episódio vai ao ar hoje, dia 03 de novembro

Por Luis Fernando Pereira

Semana passada a Band exibiu o segundo episódio do ótimo reality show culinário MasterChef Júnior, mostrando os mesmos acertos que a semana de estreia, corrigindo um problema que vimos e trazendo novidades para se discutir.

Resumindo, se formos pegar os destaques do programa da última terça-feira, dia 28 de outubro, diríamos que:

(1) a abertura (mesmo controversa) foi bem interessante, ao estilo renascentista, com um acabamento artístico digno de programas de arte. Um bom contraste com o fato de o reality ser infantil e em tese colorido e bagunçado;

2) A ausência dos pais na bancada do programa se mostrou uma decisão mais que acertada. Como o programa já está gravado, é de se supor que nunca foi intenção da Band em deixá-los lá por toda a temporada, era mais algo especial para a estreia do programa.

E 3) Ficou notório o sumiço de uma das participantes do reality em seu segundo episódio. Valentina, que foi destaque na estreia, teve um tempo de tela muito menor que todos os outros participantes, e isso coincidiu com o fato de seu nome ter sido envolvido em situações vergonhosas de pedofilia nas redes sociais. Espera-se que tenha sido uma coincidência, pois não possível acreditar que a Band tenha escolhido combater o problema prejudicando a menina.

Fora isso, tivemos pela primeira vez a prova da caixa misteriosa, que desta vez trouxe o peixe como elemento principal do prato. Pensando na prova, e na continuação do programa, já podemos fazer uma divisão, entre os participantes que mais entretém, e os participantes que possuem um dom para culinária absurdamente visível.

O MasterChef já traz como principais personagens a ‘dramática’, no bom sentido, pois estamos falando de crianças, Ivana, a hilária Sofia e a menina que parece um anjo, Aisha. Entretanto, se focarmos nos pratos e na forma como eles conduzem tudo pela cozinha, temos em Daphne e Lorenzo os grandes nomes até aqui. Chega a ser incrível a habilidade e o respeito que eles possuem pela arte de cozinhar.

A edição do programa continua interessante, bem conduzido, com os participantes narrando a maioria dos acontecimentos. É uma dinâmica muito boa para se acompanhar.

MasterChef Júnior

Os jurados, os três, sem exceção, sabem conduzir muito bem esta edição infantil. A sensibilidade precisa ser infinitamente maior que no trato com os participantes adultos, e até agora eles souberam criticar com cuidado e de uma forma até carinhosa. Dá para perceber quem não foi bem, mas não há de forma alguma aquela situação em que ficamos com vergonha da bronca dada pelos jurados aos participantes.

Ana Paula Padrão também se adequou muito bem à versão infantil do reality.

Mas, não podemos deixar de dizer isso, os participantes seguem sendo a cereja do bolo do programa. São todos uns fofos, inteligentes, bem articulados e extremamente solidários. Foi incrível ver um dos meninos dando o seu peixe para Aisha, que viu seu prato sendo destruído por conta da queda do peixe. Assim que caiu, a câmera foi para o menino, e a sua primeira reação foi dizer: “o que eu posso fazer para ajudá-la”. Maravilhoso constatar isso.

Essa semana foram dois os eliminados: Vivi e Johnny.

Nesta terça-feira, o MasterChef Júnior Brasil continua na Band, às 22h45, horário mais que impróprio para um programa infantil.

Luis Fernando Pereira é crítico cultural e editor/administrador do site


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