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Crítica – 007 contra Spectre consegue ser divertido e inteligente, mantendo o alto nível da franquia

Logo Cultura PopColuna da jornalista Úrsula Neves sobre tudo que acontece no universo da cultura pop

Crítica 007 Contra Spectre

Pela quarta vez com Daniel Craig no papel principal (e talvez pela última vez), o novo filme de James Bond entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 5 de novembro, nos cinemas de todo o Brasil. 007 contra Spectre chega as telonas com 2h28 minutos de duração, a mais longa na história da franquia 007. Mas não se preocupe, você nem vai perceber o tempo passar. Isso porque 007 Contra Spectre é um daqueles filmes divertidos e inteligentes que fazem o público prender a atenção do início até o final.

Assim como Operação Skyfall (considerado pela maioria dos críticos uma obra-prima da série), 007 Contra Spectre foi dirigido por Sam Mendes, que também deve se despedir da franquia por aqui. O novo longa vem com a clara intenção de resolver questões sobre o passado do agente para começar uma nova fase.

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O incrível plano-sequência de abertura se passa durante os festejos do Dia dos Mortos, na Cidade do México, que tem muita semelhança ao Carnaval do Brasil.  A epígrafe os mortos estão vivos que aparece na tela nunca fez tanto sentido. James Bond vai encontrar muitos fantasmas em seu caminho até o final desta estória. O espião vai precisar de sangue frio para encarar novamente a perda de pessoas queridas, como a de Vesper Lynd (Eva Green) em Cassino Royale e de M (Judi Dench) em Operação Skyfall, que estão ligadas a misteriosa organização Spectre. A mesma é liderada por um homem misterioso (Christoph Waltz), cujo passado também está ligado ao de 007.

Após um confronto eletrizante, Bond conhece Lucia (Monica Belluci), esposa de um dos membros da organização que ele está investigando. Infelizmente, Monica Belluci sai de cena muito rápido. Ainda não será desta vez ainda que teremos a tão esperada Bond Girl madura. É uma pena, pois a atriz e modelo italiana demonstra uma ótima química com Craig em uma cena de tirar o fôlego.

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Em busca de mais pistas, Bond pede a ajuda de Q (Ben Whishaw) e Moneypenny (Naomie Harris). E à medida que as investigações da equipe avançam, M (Ralph Fiennes) tem que enfrentar um jogo político desleal para manter o Serviço Secreto na ativa.

No meio da investigação Bond conhece a médica Madeleine Swann (Léa Seydoux), filha de seu antigo inimigo, o Sr White (Jesper Christiansen). Ela é quem vai ajudá-lo a chegar até a sede da organização Spectre. A atriz francesa é a Bond Girl da vez, uma daquelas que faz jus ao título com beleza, ar de mistério, tensão dramática e uma atuação sem clichês.

A fotografia do filme é excelente com belíssimas cenas de ação gravadas no México, Inglaterra, Itália e Marrocos. Os roteiristas John Logan, Neal Purvis e Robert Wade, os mesmos de Operação Skyfall, conseguiram muito bem homenagear os filmes anteriores, sem perder o ritmo.  

Já a música-tema interpretada por Sam Smith, Writing’s on the Wall, não foi bem inserida na trama, o que causou um esfriamento no público logo após o incrível plano-sequência de abertura.

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Daniel Craig cumpriu bem sua missão de dar vida ao famoso agente 007. Mas, uma pergunta fica no ar ao final de 007 contra Spectre: quem será o próximo rosto de James Bond?

Úrsula Neves fotoJornalista carioca, mãe do Heitor. Gestora de Comunidade & Gerente de Projetos do Digitais do Marketing. Repórter do site Cabine Cultural. Adora ler, assistir séries pelo Netflix, ir ao cinema e teatro, navegar pela internet e viajar acordada ou dormindo.

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