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Crítica Jessica Jones primeiros episódios: obrigado, Netflix!

Jessica Jones

Principal serviço de streaming do mundo presenteia fãs da Marvel e de bom entretenimento com uma das melhores séries de seu catálogo

Por Luis Fernando Pereira

Quando a Netflix lançou este ano Demolidor, todos aqui cravamos com toda a certeza: é a melhor série do ano. Mas ai a própria Netflix estreou Narcos, série sobre a vida do narcotraficante Pablo Escobar, e nós cravamos novamente: a Netflix lança a sua melhor série em 2015. Pois bem, chegamos ao dia 20 de novembro e a mesma lança Jessica Jones, seu mais novo produto. E depois de assistir a primeira temporada, não nos resta outra coisa a não ser cravar aqui, agora com a máxima certeza: é a série do ano na Netflix.

Jessica Jones é o que de melhor a televisão pode produzir: roteiro fascinante, uma personagem principal inquietante, personagens coadjuvantes à altura; isso sem mencionar o vilão, Killgrave, um dos mais elaborados do universo das séries atualmente. Fotografia, direção de arte, trilha sonora…

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Jessica/ Krysten Ritter
Falando sobre a personagem, Jessica é (no exato momento em que a série começa) uma mistura muito rica de Veronica Mars com Lisbeth. Seu universo é sombrio, sem muito espaço para sorrisos, cores e esperança. Mas ainda assim há vida em Jessica Jones. Ela, mesmo disfarçando, se importa com os outros, principalmente com a sua grande amiga, Patsy.

Seu contexto, o da Marvel, é grandioso e bem rico, mas na série o que vai sobressair é o lado detetive de Jessica, e isso me soa muito bom. Ficamos sabendo que ela teve uma vida curta como heroína, e que por isso a sua aposentadoria veio precocemente.

Jessica Jones

O ponto forte de Jessica Jones é certamente a atriz que dá vida à personagem. Krysten Ritter, ao ser anunciada com a protagonista da série, deixou o mundo de boca aberta. Era surpeendente, principalmente pelo fato da última experiência da atriz na televisão ter sido na super comédia Don’t Trust the B—- in Apartment 23. Krysten fazia um papel de uma garota bem sarcástica, mas sua atmosfera era toda voltada para a comédia. Fazê-la brilhar em um drama/ação tão icônico como Jessica Jones seria uma tarefa das mais difíceis.

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Mas ela tirou de letra. Continua sarcática, até engraçada em alguns momentos. Mas seu lado sombrio é criado e desenvolvido com maestria.

E muito do sucesso de Jessica se deve ao trabalho de Melissa Rosenberg, roteirista. É bem interessante perceber que Jessica é escrita por uma mulher, tendo uma mulher como protagonista e outras grandes mulheres como coadjuvante. Não é de forma alguma uma série feminista ou que levante bandeiras propositadamente, mas sem dúvida alguma Jessica Jones representa muito bem este nosso novo mundo, onde não há sexo frágil, e não há gênero inferior.

Killgrave
Falando da história, fica bem claro que a batalha nesta temporada será toda em torno de Jessica e Killgrave. Fazê-lo dele o principal antagonista é um tiro certeiro, pois seu poder é de fato assustador. Muito mais que qualquer outro vilão que só usa força bruta para destruir.

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Os três primeiros episódios de Jessica Jones são quase geniais. Dinâmicos, apresenta o universo, à personagem, seus traumas, seu ciclo de convivência… tudo é apresentado de modo digno para que quem assistir possa ter todos os elementos possíveis para acompanhar bem a história.

A Netflix novamente acerta ao bancar outra série da Marvel. Se Demolidor já era excitante, então imagina Jessica Jones, que consegue ser ainda melhor. Obrigado, Netflix!

Luis Fernando Pereira é crítico cultural e editor/administrador do site







Uma resposta para “Crítica Jessica Jones primeiros episódios: obrigado, Netflix!”

  1. Série do ano de 2015?! Vocês estão loucos? Melhor do que NARCOS ou DEMOLIDOR??????? Onde?! Existem nesse seriado, dezenas de furos do roteiros, coisas grotescas, erros demais em atitudes desnecessárias dos personagens. A impressão que dá é que todos agem por impulso e só tem atitudes imbecis, de uma forma que o vilao da série (única coisa que presta) sempre escapa. As mudanças de opiniões ou a morte de vários personagens secundários de forma consecutiva mostra que tentam chocar o espectador, e conseguem, pois chocam de forma negativa, onde acontecem coisas sem necessidade nenhuma. Acho necessário às opinões serem diferentes, mas dizer que esse seriado é o melhor do ano é vergonhoso pra um site chamado cabine cultural, falta cultura pra criticar

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