Crítica MasterChef Júnior Brasil: os erros e acertos desta 1ª edição na Band
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Crítica MasterChef Júnior Brasil: os erros e acertos desta 1ª edição na Band

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MasterChef Brasil


Programa foi uma das melhores novidades entre os realitys de culinária no país; Band acertou em cheio ao apostar na versão mirim

Existe uma máxima que diz que qualquer produto televisivo quando formatado para crianças fica ainda melhor: novela, desenho, reality show… Os exemplos são muitos e no caso específico do MasterChef, franquia mundial de programas de culinárias, essa afirmação soa bem verdadeira.

Não que a versão adulta do reality seja ruim, pelo contrário, é bem interessante. Acontece que a versão mirim consegue ser ainda melhor, e por alguns motivos que iremos listar a partir de agora ao falar dos erros e acertos desta primeira edição do MasterChef Júnior Brasil, que a Band exibe já faz algumas boas semanas.

Acertos
O grande acerto de qualquer reality show está na escolha do elenco, na escolha dos participantes. E esta edição do MasterChef acertou em cheio na escolha dos meninos. Tivemos (e ainda temos) grandes personagens. Colocar numa mesma edição o fofo do Mateus, que virou paixão de todos os fãs do programa, a linda da Aisha, a cômica Sofia, a muito talentosa Lívia, a tímida Daphne, a super dotada da Ivana… colocá-los juntos foi o principal acerto do reality da Band e é o principal motivo de seu sucesso hoje em dia.

Outra coisa que devemos destacar é o fato dos meninos e meninas serem tão profissionais quanto os adultos, mas com uma diferença bem grande: eles exercitam a solidariedade e a admiração aos companheiros. Claro que tivemos uma ou outra pequena discussão (normal para a idade), mas o que vimos durante a temporada foi crianças se ajudando, dividindo ingredientes, dividindo peixe, dicas e torcida. Deram um exemplo de como devemos ser enquanto sociedade.

MasterChef Júnior

A manutenção da equipe inteira (Ana Paula Padrão e os três jurados) também foi fundamental para que o programa fosse bem sucedido. Eles já conheciam a dinâmica por conta das temporadas do programa adulto, e só tiveram que adaptar suas ações tendo em vista que eram crianças cozinhando. E eles foram muito sensíveis à este fato, medindo as palavras, confortando e sobretudo, ajudando as crianças a serem ainda melhores no programa.

A edição do programa também foi muito acertada. No início, quando tinha muitos participantes, o programa, que tem duração de mais de duas horas, conseguia passar rápida, tamanha a agilidade da edição. As provas e os depoimentos iam sendo mostrados com detalhes, e isso ajuda o telespectador a criar um laço com os meninos. Foi daí que percebemos o quão engraçada é a menina Sofia ou quão fofo era Mateus.

Erros
O grande erro do MasterChef Júnior Brasil foi não estabelecer um vínculo com o seu público alvo: as crianças e adolescentes. O programa começa muito tarde, chegando as vezes a entrar na madrugada. Óbvio que o público infantil dificilmente assistiria pela Band, já que na quarta-feira muitos estudam cedo. A Band conseguiu resolver em parte esse problema reprisando os programas nas tardes de sábado. Mas poderia repensar isso para uma segunda temporada, que todos esperam que aconteça.

A decisão de não ter eliminado nenhum candidato em um dos programas também não se mostrou acertado. Despertou suspeitas desnecessárias nos espectadores do programa e não agregou muito ao reality. Seria muito mais interessante que a partir de um momento fossem eliminando somente um, ao invés de dois. O programa continuaria com eliminações (importante num reality de competição) e ao mesmo tempo continuaríamos com várias crianças ainda disputando.

MasterChef Brasil


Menção nada honrosa

E o que ficará como destaque negativo do programa é o assédio que alguns de seus participantes (crianças) sofreram de adultos durantes os episódios. Colocar uma menina como Valentina com símbolo sexual chega a ser doentio. A Band poderia ter combatido de forma mais veemente. Ofender a menina Ivana porque ela teve o ‘azar’ de ser filha de um dos grandes diretores do Google no Brasil foi outro absurdo, bem como ofender crianças por chorarem em alguns dos programas.

Entre erros, acertos e tudo o mais, o MasterChef Júnior da Band vem provando até aqui ser uma das grandes surpresas deste ano na televisão aberta.

Só falta agora sabermos quem será o primeiro vencedor do reality.


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