Crítica Ligações Perigosas: ótima fotografia e erotismo sutil
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Crítica Ligações Perigosas: ótima fotografia e erotismo sutil

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Augusto de Valmont (Selton Mello)


Ao contrário de Verdades Secretas, que chamou atenção pelas cenas para lá de eróticas, Ligações Perigosas insinua, mas mostra pouco. Ainda assim, por tudo o dito, vai deixar saudades

Por Camila Botto

Sem referências brasileiras, ótima fotografia e erotismo sutil, Ligações Perigosas tem tudo para nos prender na frente da TV em seus 10 capítulos.

Gravada em 4k (imagem com quatro vezes mais resolução que o HD), a série de Manuela Dias com direção de Vinicius Coimbra, chama atenção principalmente pelas tomadas criativas como na cena em que Isabel (Patrícia Pillar) joga uma taça na testa de Heitor (Leopoldo Pacheco).

A fotografia também é impecável: desfoca a maioria dos ambientes e dá mais destaque aos ótimos atores. Destaque, já esperado, para Patrícia Pillar, Selton Mello e Marjorie Estiano. A jovem Alice Wegman também vai bem, obrigada.

Patrícia parece que a cada trabalho nos desperta mais respeito. Marjorie idem. E Selton? Ah…esse rapaz é um primor! Ao lado de Wagner Moura, o maior ator de sua geração.

Ao contrário de Verdades Secretas, que chamou atenção pelas cenas para lá de eróticas, Ligações Perigosas insinua, mas mostra pouco. Ainda assim, por tudo o dito, vai deixar saudades.

Em tempo: a estreia cravou 23 pontos de média (cada ponto equivale a 67 mil domicílios na Grande São Paulo). O número é maior que o da estreia de Felizes Para Sempre? exibida na mesma faixa no ano passado.

Formada em jornalismo com pós-graduação em mídias digitais, Camila Botto é colunista do Cabine Cultural, editora-chefe do Feminino e Além e autora do livro Segredos Confessáveis.


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