Crítica A Garota Dinamarquesa: Eddie Redmayne segue em busca do segundo Oscar
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Crítica A Garota Dinamarquesa: Eddie Redmayne segue em busca do segundo Oscar

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A Garota Dinamarquesa

A Garota Dinamarquesa

Mas é na maneira como Eddie Redmayne constrói as nuances femininas de suas duas personagens, tanto Elnar quanto Lili, que está a grande força de A Garota Dinamarquesa

Por João Paulo Barreto

Há uma importância maior do que a contida na avaliação de uma obra como A Garota Dinamarquesa apenas em seu valor estético ou como forma de entretenimento cinematográfico. Em seu momento de lançamento, período no qual o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado nos Estados Unidos, um dos países mais influentes na cultura mundial, bem como a mais do que urgente permissão do uso do nome de identificação escolhida pela pessoa em provas e concursos no Brasil, um filme como do diretor Tom Hooper (Discurso do Rei e Os Miseráveis) ganha um impacto ainda maior por conta da conscientização incluída no seu tema.

Sim, nos últimos anos, diversas obras abordaram questões como homofobia e inadequação de homossexuais perante a sociedade. Filmes como Milk e Brokeback Mountain, apenas para citar dois recentes, trouxeram louváveis discussões sobre o assunto. No entanto, uma abordagem acerca dos indivíduos transgêneros focando no drama particular de suas vidas e na mudança drástica de suas identidades físicas ainda estava a ser apresentado. Longas como Tudo sobre minha Mãe e A Má Educação, ambos de Almodóvar, trabalharam tais tópicos, do mesmo modo como Albert Nobbs e Meninos não Choram, mas o trabalho de Hooper acerta ao ampliá-la na discussão psicológica e no drama interno de seu protagonista.

No caso, trata-se de Einar Wegener, jovem pintor dinamarquês do começo do século XX, que se descobre identificado com o gênero feminino após começar a posar com roupas de mulher para uma série de quadros pintados pela sua esposa, a artista plástica Gerda Wegener. O que inicialmente era tido como uma brincadeira saudável entre um casal viril e sexualmente ativo, começa a resvalar em um conflito psicológico para Einar, que tem em seu alter-ego, Lili, um encontro que no começo o choca em sua auto-avaliação, mas que começa a fazer sentido de forma gradativa, quando sua personalidade passa a ser dominada pela de Lili. Leia a crítica completa


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