Crítica: Orgulho e Preconceito e Zumbis funciona apenas como uma boa opção de entretenimento
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Crítica: Orgulho e Preconceito e Zumbis funciona apenas como uma boa opção de entretenimento

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Logo Cultura PopColuna da jornalista Úrsula Neves sobre tudo que acontece no universo da cultura pop

Crítica Orgulho e Preconceito e Zumbis

Você já imaginou assistir a um filme que misturasse as obras bucólicas e românticas de Jane Austen com zumbis? Pois para mim, que sou uma fã dos livros da escritora inglesa, falecida em 1817, confesso que foi uma experiência um tanto perturbadora. Mas não posso dizer de todo ruim.

Orgulho e Preconceito e Zumbis estreia esta quinta-feira, dia 25 de fevereiro, nos cinemas brasileiros. O longa é uma versão alternativa da clássica obra Orgulho e Preconceito, lançado em 1813. A essência da bela estória de Jane Austen continua ali: os personagens, os romances, os dilemas e até os diálogos originais.

Os magníficos bailes e os bucólicos passeios no campo não são mais os mesmos com zumbis a solta por toda a Europa e em busca de seu alimento: os cérebros humanos. Para se defender, nesta versão as irmãs Bennet aparecem como guerreiras especialistas em artes marciais. E entre bailes e passeios, elas sempre estão preparadas com suas facas e espadas escondidas entre os belos vestidos.

Orgulho e preconceito e zumbis

Orgulho e preconceito e zumbis

O romance entre Elizabeth Bennet (Lily James, de Cinderela e Downton Abbey) e Mr. Darcy (Sam Riley, de Malévola e Suíte Francesa) ganhou cenas mais apimentadas (o que jamais veríamos nos clássicos de Jane Austen) com direito a beijos na boca e uma luta sensual com espadas.

Já Orgulho e Preconceito e Zumbis é um livro de autoria de Seth Grahame-Smith, publicado em 2009. Trata-se de uma das primeiras obras do gênero mash-up classic, que alcançou o terceiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times. Foi publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. A Quirk Books, nos Estados Unidos, embalada pelo sucesso desta obra, lançou no mesmo ano Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos.

Bem, voltando ao longa, ele é dirigido por Burr Steers (A Morte e Vida de Charlie), que também assina o roteiro juntamente com David O. Russell (Trapaça). O filme tem um pouco mais de uma hora e meia de duração e revela ao público no final que há possibilidade de uma continuação pode vir por ai.

Infelizmente, o elenco não consegue ir além de atuações medianas. E os efeitos especiais decepcionam. No geral, Orgulho e Preconceito e Zumbis funciona apenas como uma boa opção de entretenimento que pode agradar os conhecedores ou não da obra de Jane Austen. Há cenas com muita ação, humor, romance e suspense. Além, claro, dos beijos mais do que esperados entre Elizabeth e Mr. Darcy.

Ficha técnica
Orgulho e Preconceito e Zumbis
Lançamento:
25 de fevereiro de 2016
Baseada na obra Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Autor: Seth Grahame-Smith
Direção: Burr Steers
Roteiro: David O. Russell e Burr Steers
Elenco: Lily James, Sam Riley, Matt Smith, Bella Heathcote, Douglas Booth, Jack Huston, Charles Dance, Emma Greenwell, Lena Headey, Suki Waterhouse, Aisling Loftus, entre outros.
Diretor de Fotografia: Remi Adefarasin
Produtores: Natalie Portman, Sean McKittrick e Marc Butan
Distribuidora: Sony Pictures
Duração:  1h47min

Assista ao trailer legendado de Orgulho e Preconceito e Zumbis

Úrsula Neves fotoJornalista carioca, mãe do Heitor. Gestora de Comunidade & Gerente de Projetos do Digitais do Marketing. Repórter do site Cabine Cultural. Adora ler, assistir séries pelo Netflix, ir ao cinema e teatro, navegar pela internet e viajar acordada ou dormindo.


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